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ABC News
«O primeiro ministro considerou que seria razoável pedir ao The Guardian que destruísse todos os dados que pudessem representar uma ameaça à segurança nacional», afirma um comunicado dos responsáveis britânicos. Os políticos envolvidos na decisão, nomeadamente Nick Clegg e Jeremy Heywood, defendem que o objetivo da destruição do material nunca foi impedir a publicação por parte do jornal, mas sim defender a segurança do país, noticia o Techland.
Também era a opinião dominante entre os políticos envolvidos que o pedido de destruição de material era preferível à opção de se ter de enfrentar um processo judicial.
O The Guardian já revelou que teve dois funcionários públicos a vigiar a operação de destruição dos discos rígidos nas suas caves. O jornal a quem Snowden decidiu fornecer os documentos polémicos também já fez saber que guardou cópias de todos os ficheiros fora do Reino Unido. O diretor do The Guardian confirmou que tinha duas hipóteses: ou entregava o material ou optava pela destruição de todos o conteúdo.
Entretanto já está a decorrer um processo judicial de David Miranda contra as autoridades por abuso de poder. Recorde-se que o companheiro do jornalista Glenn Greenwald esteve detido durante nove horas no aeroporto de Heathrow naquilo que está a ser considerado como uma manobra de intimidação.