
A Unidade 61398, o braço cibernético do exército Chinês, voltou a colocar entidades privadas e governamentais na mira dos seus ataques. O famoso grupo de hackers, que alegadamente opera a partir de um edifício de 12 andares nos arredores de Xangai, quebrou um período de acalmia para voltar a lançar investidas com o objetivo de desviar informação confidencial do mundo dos negócios e da política dos EUA.
Esta segunda leva de ataques já foi confirmada pela Mandiant, a empresa de segurança eletrónica que denunciou, pela primeira vez, o desvio de centenas de TeraBytes pela Unidade 61398.
Sem revelar nomes, os responsáveis da Mandiant admitiram que os hackers chineses voltaram a tentar atacar algumas das empresas e entidades governamentais que figuravam na lista da primeira leva de vítimas.
Segundo o New York Times, também entidades governamentais já confirmaram o regresso ao ativo do ciber-exército chinês. O que permite concluir que a estratégia de denúncia pública seguida pelo governo norte-americano apenas logrou um armistício de cerca de três meses.
Segundo os peritos, a Unidade 61398 tem vindo a lançar ataques a entidades norte-americanas desde, pelo menos, 2009. Coca-Cola, Lockeed-Martin e a RSA (entidade que gere dados críticos sobre os sistema de segurança usados pelo governo dos EUA) figuram entre os nomes mais sonantes da lista de vítimas conhecidas.
Oficialmente, a administração Obama prefere não comentar o assunto. Sob anonimato, alguns responsáveis governamentais admitem que as investidas da Unidade 61398 podem voltar à ordem do dia das relações com os homólogos chineses.