O primeiro investidor deste projeto é a Baillie Gifford & Co que vai pagar 186 dólares por cada ação, valorizando a SpaceX em 30,5 mil milhões de dólares. O acordo deve ser anunciado ainda este mês e servirá de ponto de partida para o projeto Starlink, ao abrigo do qual a SpaceX pretende colocar satélites no espaço para criar uma rede de banda larga. As autoridades dos EUA autorizaram, no mês passado, a SpaceX a lançar 11943 satélites.
Numa primeira fase, o projeto recebeu a aprovação para 4425 satélites serem colocados entre 1110 e 1325 quilómetros de altitude. A segunda vaga de 7518 satélites vai ser colocada entre 335 e 346 quilómetros. A SpaceX pretende oferecer, com esta rede, velocidades de gigabits comparáveis com as que se conseguem com acessos de fibra e de cabo, noticia o The Wall Street Journal.
Até março de 2024, a empresa de Elon Musk irá lançar metade dos satélites da primeira vaga, enquanto a segunda metade será colocada no espaço até março de 2027. Para a segunda vaga, os prazos variam entre os seis e os nove anos.
O projeto Starlink começou a ser conhecido em 2015 e, na altura, previa-se que até ao fim de 2018 seriam lançados os primeiros 400 satélites da rede. Para já, a SpaceX lançou apenas dois protótipos e compromete-se a começar a lançar os primeiros para órbita já no próximo ano.