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Os investigadores escoceses têm feito experiências com células estaminais retiradas da medula óssea de dadores saudáveis, com o objetivo de criar uma alternativa artificial aos glóbulos vermelhos.
A investigação contempla ainda o desenvolvimento de uma versão artificial da proteína que transporta o oxigénio no sangue (a hemoglobina).
De acordo com a versão britânica da Wired, os investigadores estão a concentrar esforços na produção de sangue sintético do tipo O-negativo, por ser compatível com 98% da humanidade.
Os mentores do projeto acreditam que os primeiros ensaios com humanos poderão ser feitos ainda antes de 2015, mas lembram que o sangue sintético apenas deverá ser usado em situações em que há escassez de "sangue natural".
Os mesmos investigadores acreditam que, na próxima década, o sangue artificial possa vulgarizar-se nos hospitais e clínicas.
Apesar de não poder substituir na totalidade o "sangue natural", o sangue sintético tem a vantagem de não servir de veículo transmissor de doenças como o HIV ou a hepatite.