Manuela Niza Ribeiro

Migrações
Igualmente desiguais

Quem vai reconstruir Portugal?

Portugal precisa de reconstruir — casas, estradas, florestas e comunidades — e reconstruir exige pessoas. Transformar a imigração num tema de medo ou rejeição não protege o País, apenas o enfraquece.

Igualmente desiguais

O regresso improvável: como António José Seguro redesenhou o mapa político

O País acorda hoje com novos equilíbrios, novas ambições e uma evidência difícil de ignorar: aquele que durante anos foi visto como “ o patinho feio da política” tornou-se, contra quase todas as previsões, a figura central da República

Igualmente desiguais

Kristin: Um teste à governação em tempo de crise

Enquanto outros países investem em prevenção estruturada, Portugal insiste no improviso como virtude nacional e alimenta a ideia perigosa de que a resiliência popular compensa a ausência do Estado. Todos somos Ronaldo — até ao momento em que o improviso falha e os Ronaldos se lesionam.

Igualmente desiguais

Proteger as crianças migrantes é um dever democrático

O ódio não começa com violência explícita. Começa com a normalização da indiferença. Começa quando aceitamos que certas crianças podem esperar mais, ter menos, valer menos

Igualmente desiguais

Entre o medo e a memória

Num tempo em que o mundo enfrenta crises humanitárias profundas, Portugal escolheu afastar-se — enquanto continua a proclamar, nos discursos e nos textos legais, um humanismo que já não encontra correspondência nos atos

Igualmente desiguais

Quem vota? A influência da IA e do algoritmo

A obsessão pelas sondagens transformou as campanhas num exercício de contenção. As tracking polls funcionam como um eletrocardiograma eleitoral: qualquer flutuação provoca correções imediatas, silêncios estratégicos, mudanças de tom ou campanhas de ataque pessoal ao adversário

Igualmente desiguais

Venezuela: O 51ª estado dos EUA

Com efeito, se a lógica da substituição do Direito pelo direito da força prevalecer, o mundo tornar-se-á mais fragmentado, mais imprevisível e mais propenso a crises regionais com impacto global, o que para países como o nosso e, muitos membros da CPLP, é um cenário particularmente preocupante

Igualmente desiguais

A infância em guerra: quando o Natal não existe

Na República Centro Africana ou no Sudão, o dia de Natal começa com a procura de alimento ou água em poços improvisados onde a única água disponível é turva e esconde outras ameaças

Igualmente desiguais

A importância de ser Presidente da República

A escolha do próximo chefe de Estado não é uma mera formalidade democrática: determina a forma como serão geridos futuros conflitos políticos, que margem terá o Governo para atuar e que leitura será feita dos desafios nacionais e internacionais que enfrentamos

Aberto inquérito a morte de bebé após alta do hospital de Évora
Igualmente desiguais

O superior interesse

Não sei o que mais me entristeceu, se o desespero da mãe que, perante a decisão de a impedir de ficar com a filha por falta de condições económicas, optou por “raptar” o que já era seu, se a atitude de enorme amor que a levou a entregar a bebé às autoridades, numa resignação de quem sabe que os pobres não têm nem voz nem vontade neste país

Quão desiguais somos?
Igualmente desiguais

Os invisíveis: a pobreza que nenhum candidato quer ver

2,1 milhões de residentes em Portugal encontram-se em risco de pobreza ou exclusão social. 2,1 milhões de pessoas sem voz deviam preocupar o poder político, nem que fosse pelo simples facto de, teoricamente, esse número permitir eleger um grupo parlamentar: o grupo dos invisíveis

Igualmente desiguais

Os que entram e os que saem

Ao mesmo tempo que tenta atrair “cérebros” do exterior, Portugal vê os seus próprios jovens a emigrar a um ritmo preocupante

Igualmente desiguais

Isto só de burca

Francamente, não entendo esta questão e sobretudo não entendo por que carga de água é ela levantada pelo individuo que, se for PR, prende todos os ilegais (já o estou a ver de cassetete a fazer patrulhas…) e cujo maior sonho é colocar todos os muçulmanos fora de Portugal. Ora, nesse caso, para quê legislar sobre burcas? Ou os manda embora ou os despe. As duas coisas é que não!

Igualmente desiguais

Na rua ainda sou eu

A pedido de uma associação destas organizações, escutámos as suas necessidades, convencidos (os que pensam como a maior parte de nós, eu incluída, tudo saber são os que mais erram) de que a grande questão seria o acesso à habitação, a um teto. Claro que sim, mas… não foi esse o pedido que fizeram e traziam-no perfeitamente enquadrado, com números e até avaliação, coisa que falta a maior parte das ações e programas: o que vieram pedir foi um passe social gratuito

Igualmente desiguais

O primeiro poder

O jornalista, hoje mais que nunca, tem a obrigação de lutar por manter informada e formada uma opinião pública que se encontra refém dos discursos populistas, mesmo quando estes parecem inofensivos

Almas gémeas
Igualmente desiguais

Menores não acompanhados: entre processos esquecidos e a insensibilidade do Estado

A insistência numa migração regulada - necessária e desejável - não pode justificar práticas musculadas, cegas ou insensíveis. Caso contrário, não estaremos longe de assistir a cenas degradantes “à la Trump”, que nenhum país democrático se deveria permitir

Igualmente desiguais

Democracia amordaçada

Quem não entra cedo no recreio partidário descobre mais tarde que a política é como aquelas discotecas exclusivas: sem cartão certo não há pulseira, sem pulseira não há entrada

Igualmente desiguais

À boca da esperança

O que parece, pois, ser um caso que apenas divide as águas entre os que consideram que podemos acolher todos e os que acham que o ideal seria terem afundado o barco ou fazê-los retornar pelo mesmo meio que chegaram, é algo bem mais complexo que não se pode analisar com a leveza nem do populismo nem do paternalismo

Igualmente desiguais

O fim das ideologias ou o desgraçado mundo novo

Neste “desgraçado mundo novo”, o vazio deixado pelas antigas ideologias está a ser ocupado por discursos fáceis, emocionais, vazios e perigosamente sedutores. O medo, a frustração, a desilusão o sentimento de abandono que assolou essa maioria, alimentam populismos que prometem proteger, restaurar e até mesmo vingar

Igualmente desiguais

Deuses, pátrias e famílias

O reagrupamento familiar foi sempre e continuará a ser a base de toda e qualquer integração. Sem família não existe estabilidade, perspetiva de futuro, sentimento de construção de vida

LLMs
Igualmente desiguais

IA: Isto assusta

Os discursos anti-imigração não aparecem nem por acaso nem crescem por milagre. Eles são alimentados por retóricas e câmaras de eco baseadas no medo e na perceção de insegurança também ela criada e fomentada por relatos não comprovados que alastram sem controle