Durante demasiado tempo, habituámo-nos a medir o poder através daquilo que é facilmente quantificável. Contam-se soldados, caças, ogivas nucleares ou orçamentos militares, estabelecem-se rankings. No final, conclui-se quem são o forte e o fraco. É uma forma simples de olhar para a geopolítica porque oferece uma ilusão de objetividade: quem possui mais meios militares dispõe, em princípio, de maior capacidade para impor a sua vontade. A História, porém, raramente respeita modelos tão lineares.
E é precisamente neste espaço entre a força militar e o resultado estratégico que o Irão construiu a sua relevância internacional.

