No mar português cabe 40 vezes Portugal Continental. São quilómetros e quilómetros de azul a perder de vista, e onde pode estar a resposta para a crise económica gerada pela pandemia da Covid-19. Ouvimo-lo de António Costa Silva – o autor do Plano de Recuperação e Resiliência (que prevê €252 milhões para o Mar). E a mesma ideia reaparece defendida na terceira Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030, aprovada no Conselho de Ministros no início de maio e apresentada esta quinta-feira.
Nos próximos dez anos, o Governo quer apostar mais nas profissões ligadas ao oceano, tornando-as mais tecnológicas e sustentáveis, e aumentando a dependência do produto interno bruto (PIB) em relação a estas atividades para 7% (mais 1,9 pontos percentuais do que atualmente). Quer reforçar a produção de energia renovável marinha, o conhecimento sobre o mar e recolher do Atlântico benefícios para a saúde, através de atividades de lazer e de uma alimentação mais saudável. O objetivo é claro: “Portugal deve assumir definitivamente as vantagens competitivas da sua posição geoestratégica, das suas competências tecnológicas e da sua tradição marítima, minimizando barreiras administrativas ou fiscais que se revelem prejudiciais à mesma, investindo na qualificação de recursos humanos e exercendo a autoridade do Estado no mar”, pode ler-se no documento, da dependência do ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, a que a VISÃO teve acesso e que será publicado esta quinta-feira, 20.
