Marina Lonina, do Ohio, EUA, não ajudou a amiga de 17 anos, enquanto esta era violada. Em vez disso, apontou o telemóvel e transmitiu um vídeo em direto da agressão, através da aplicação Periscope.
Em declarações aos jornalistas, o procurador Ron O’Brien não escondeu a surpresa: “Nunca tinha visto um caso como estes, em que alguém transmite um ataque sexual em direto.”
A jovem norte-americana vai agora enfrentar as mesmas acusações que Raymond Gates, 29 anos, acusado da violação propriamente dita.
Segundo as autoridades, as duas adolescentes conheceram Raymond na véspera do ataque, num centro comercial.
Foi uma amiga de Lonina, que vive noutro estado, que alertou a polícia depois de ver o vídeo.
Tanto Marina Lonina como Raymond Gates declararam-se inocentes, na última sexta-feira, e, segundo o procurador, a jovem alega que a ideia ao transmitir a violação era ajudar a travá-la e que não contaria com o feeback positivo online. “Foi apanhada pelos ‘likes'”. Ron O’Brien adianta ainda durante 10 segundos do vídeo de 10 minutos é possível ver Marina a puxar uma perna da vítima, mas que, “na maioria do tempo”, está só a rir. A tudo isto se junta o facto de não ter ligado para o número de emergência.
Se forem condenados, os dois acusados enfrentam uma pena de prisão que pode ir a mais de 40 anos.