A partir de março de 2016, os cerca de 50 habitantes de Fujisawa, uma localidade costeira perto de Tóquio que pretende ser uma cidade inteligente e sustentável, vão poder experimentar, em viagens até três quilómetros, táxis-robô – protótipos sem condutor, que resultaram da colaboração entre o fabricante ZMP e a empresa de internet móvel DeNa. Se a coisa correr bem, estes táxis sem taxista servirão os visitantes durante as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, e também os japoneses que vivam em pequenas povoações rurais, mal servidas de transportes públicos. Apesar de os construtores confiarem cegamente nos seus robôs (que se socorrem de GPS, radares e câmaras de visão periférica), os clientes-cobaia irão, pelo sim, pelo não, sentar-se no lugar do condutor, para o caso de ser preciso recorrer à mão humana.
Estes veículos são apenas mais uma versão dos vários protótipos de carros sem condutor (a Google, por exemplo, já tem há muito automóveis destes em teste). Mas o táxi-robô ameaça posicionar-se num segmento que tem estado sob pressão. Depois da fúria dos taxistas apontada aos condutores da Uber, será que, no futuro, uns e outros se vão unir para enfrentar um inimigo comum?