Investigadores da Universidade de Trento, em Itália, desenvolveram um estudo em que 15 aranhas foram pulverizadas com soluções de nanotubo de carbono – que tem propriedades de condução térmica, mecânica e eléctrica que podem melhorar as estruturas dos materiais – e de grafeno – uma forma de carbono semelhante ao nanotubo e que se assume um bom meio condutor de calor e de eletricidade.
A exposição das aranhas ao conjunto das duas substâncias originou teias de seda cerca de 3.5 vezes mais fortes do que as que são produzidas de forma natural, o que leva a equipa de investigadores a acreditar na possibilidade de produção deste tipo de seda a grande escala. A equipa da Universidade italiana acredita ainda que a substância pode vir a ser fortalecida até ao ponto em que se possa criar uma rede gigante, que seria usada para evitar a queda de aviões.
Apesar de ainda não se compreender completamente o fenómeno que levou ao fortalecimento da seda, o líder da equipa de investigadores, Nicola Pugno, defende que este resultado foi conseguido porque as aranhas utilizaram, no processo de produção das teias, outros materiais que se encontravam no seu ambiente. As substâncias que foram pulverizadas nas aranhas teram, então, ajudado no processo de produção.
A experiência não foi eficaz em todos os animais, uma vez que quatro morreram, e outros produziram seda de má qualidade. No entanto, os investigadores afirmam que pretendem aplicar a mesma técnica a bichos-da-seda.