“Não vai prejudicar ninguém face à situação atual, não há aqui nenhum corte de nenhuma garantia do Estado. A única área em que poderá haver alguma perda é para aqueles que estão a prevaricar”, afirmou primeiro-ministro, no final da reunião do Conselho de Ministros, que decorreu na residência oficial em São Bento.
A futura Prestação Social única (PSU) terá entre as condições para os seus beneficiários “um regime de atividade de solidariedade social” a todos que “não tenham nenhuma inibição” para o fazer, anunciou hoje Luís Montenegro, lembrando que, já em 2010, enquanto deputado da oposição, defendeu a criação “desta atividade solidária” para os que recebem prestação sociais não contributivas.
“É uma forma de valorizar o seu contributo e é uma forma de abrir caminho para que possam ter experiências profissionais, sociais, que lhes permitam, também, construir futuros projetos de trabalho”, justificou.
Montenegro defendeu que, além de assegurar que “ninguém fica para trás”, o objetivo é lutar “para que estas ajudas não se transformem num cheque permanente e numa forma de vida”.
“A ajuda do Estado tem de ser o instrumento para a pessoa se valorizar a si própria, criando para si projetos que a retirem da situação de pobreza e da situação de vulnerabilidade”, afirmou.