A uma semana das eleições europeias, o líder comunista insistiu hoje nas razões para votar na CDU e lembrou “todas as malfeitorias realizadas por PS, PSD e CDS-PP”, com críticas mais duras aos socialistas, durante um comício-festa no teatro Garcia de Rezende, com sala cheia
“Prometeu muito este PS. Anda há quatro anos a apregoar a modernidade da sociedade portuguesa, mas em vez da anunciada modernidade temos um país em recessão, em retrocesso, a produzir menos, mais pobre e mais endividado e com graves problemas sociais e um país mais desigual no plano social e regional”, sustentou Jerónimo de Sousa.
O dirigente do PCP deixa por isso um apelo aos portugueses: “quando no próximo domingo forem votar, quando olharem para o boletim de voto para escrever a cruz, que se recordem e analisem em consciência a intervenção e acção de cada uma das forças políticas”.
Um apelo para que, na noite de 7 de Junho, o governo socialista e “os grandes interesses que o suportam” não se “fiquem a rir”.
Jerónimo de Sousa aludiu ainda à ideia defendida pelo bastonário da Ordem dos Advogados de que o não voto “é uma arma contra mais do mesmo”, considerando que “falam como se os partidos fossem todos iguais e tivessem todos a mesma responsabilidade pela situação a que o país chegou”.
“Chicos-espertos! Eles, que vão votar nos seus partidos, nos partidos da direita, estão a dizer aos descontentes, aos atingidos por esta política, para não irem votar, para que os seus partidos continuem a mandar neste país”, disse, sublinhando que “a solução não é não votar, é antes votar bem”.