A filha mais velha dos príncipes de Hoenzhollern-Sigmaringen nasceu na casa de campo de Krauchenwies, a 15 de Julho de 1837, e teve como padrinhos o rei da Prússia e a sua avó, Stephanie Napoleão von Baden, de quem herdou o nome. Dois meses mais velha do que o seu futuro marido, é uma escolha da rainha Vitória e do príncipe Alberto que veem na princesa a mulher ideal para o brilhante e melancólico sobrinho de quem tanto gostam.
Esta série em vídeo e podcast, feita em parceria com a VISÃO, é também um incentivo a que faça as malas e vá conhecer estes lugares com os seus próprios olhos.
Uma sequóia de presente de casamento
A rainha Vitória e o príncipe Alberto foram os artesãos do casamento de D. Pedro V e D. Estefânia. Sentiam uma enorme ternura e admiração pelo sobrinho e jovem rei que, logo após a morte de D. Maria II, passou uma larga temporada em Inglaterra, e percebiam a urgência de lhe encontrar uma mulher que o ajudasse a reinar e “agitasse” o seu temperamento melancólico. A primeira escolha recaiu sobre Carlota da Bélgica, que o recusou, e a segunda foi Estefânia de Hoenzhollern- Sigmaringen, o ramo católico da casa da Prússia, por quem a estima foi crescendo, sobretudo depois de a terem conhecido pessoalmente durante a sua passagem por Londres, a caminho de Lisboa.
Mas foi o presente de casamento de Vitória a Estefânia que nos levou a visitar Weinburg, uma localidade que agora se situa na Suíça e que era a “estância” de férias e o lugar favorito da jovem Estefânia, que recorda os meses que aqui passava com a família com infinita saudade.
Hoje, nos jardins da casa agora transformada em escola, está o presente de casamento que Vitória lhe ofereceu: uma sequoia, a maior árvore do mundo, na altura uma raridade vinda das américas, e que representava o seu desejo de que o amor entre os noivos não parasse de crescer. A árvore sobreviveu-lhes e continua a testemunhar a vida curta, mas extraordinária, desta princesa que se tornou rainha de Portugal.