A cidade de Shenzhen, na China, aprovou a medida que proíbe a venda e a criação de cães e gatos para alimentação. A lei, segundo a BBC, entra em vigor a partir do dia 1 de maio de 2020 e é implementada depois da suspeita de que o surto do coronavírus esteve relacionado com o consumo de carne de animais selvagens.
Embora seja um hábito em diversos locais da China, esta prática tem vindo a tornar-se cada vez menos consensual. Taiwan, por exemplo, proibiu o consumo destes animais em 2017. “Os cães e gatos enquanto animais de estimação estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos, mais do que todos os outros animais. Proibir o consumo de animais de estimação é uma prática comum em países desenvolvidos como Hong Kong e Taiwan”, declarou o governo da cidade de Shenzhen, segundo a Reuters.
“Comer cães é uma questão cada vez mais controversa na China”, corrobora Wendy Higgins, diretora da comunicação internacional da Humane Society International (HSI), ao The Guardian. “Existe uma oposição chinesa ao comércio de carne de cães e gatos, e os jovens têm muito mais probabilidade de associar cães a companheiros do que a alimento”, acrescentou.
Peter Li, especialista em políticas da China da HSI, confirmou que “este realmente pode ser um momento decisivo nos esforços para acabar com este comércio brutal que mata cerca de 10 milhões de cães e 4 milhões de gatos na China, todos os anos”.