A nova fábrica da chinesa CALB, um dos maiores fabricantes mundiais de baterias, já tinha sido confirmada para Sines. Mas ontem decorreu, em Lisboa, o evento oficial de lançamento deste projeto, que contou com a participação do ministro da economia, Pedro Reis, e a presidente da CALB, Liu Jingy. Segundo as declarações do representante do governo português, o volume de negócios anual da fábrica deverá atingir os 1,6 mil milhões de euros graças a uma capacidade de produção máxima de 15 gigawatss hora (GWh), equivalente a quase 40 milhões de células para baterias. Células que deverão permitir criar quase 200 mil baterias para veículos elétricos.
Os números expressivos continuam com um dado mais importante para a economia nacional: a criação de 1800 postos de trabalho diretos. Uma informação partilhada pelos responsáveis da CALB, que prevê um impacto de 4% no PIB nacional, quando se conjuga efeitos diretos e indiretos.

Ainda segundo as informações divulgadas por Pedro Reis o “objetivo é construir uma gigafábrica de topo, carbono zero e com recurso à Inteligência Artificial (IA), que vai não só apoiar a economia portuguesa, mas também acelerar a transição energética europeia”.
Este projeto foi considerado como um Projeto de Interesse Nacional (PIN) pelo Governo Português, que considera apoiar o investimento em até cerca de 35%, o equivalente a 350 milhões de euros recorrendo ao regime europeu de incentivos à reindustrialização.