Jornal de Letras
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COLETIVO

Um paradoxo interessante no século XXI é que a abundância de formatos de informação e difusão quase universais não resulta, necessariamente, numa divulgação efetiva, sobretudo no caso de obras, autores e linguagens menos conhecidos fora dos respetivos circuitos. Uma solução pode implicar esforços coletivos, nalguns casos com cobertura institucional (leia-se: financiamento) que se aplaude, mas cujos critérios nem sempre se percebem. E há três exemplos recentes, representando duas maneiras de olhar a banda desenhada.

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APARTHEID

Colectânea de trabalhos do autor sul-africano branco Anton Kannemeyer (curtas bandas desenhadas, ilustrações, cartoons, pinturas) "Papá em África"  volta a sublinhar a Mmmnnnrrrg/Chili Com Carne como uma das melhores editoras a trabalhar em Portugal, porque publica mais livros que quem se interessa por banda desenhada tem mesmo de conhecer. "Conhecer", repito, não meramente "Adorar" ou "Detestar".

PÚDICO Jornal de Letras
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PÚDICO

Um dos melhores autores portugueses de banda desenhada seria um dos artistas nacionais que mais "controvérsia" geraria se trabalhasse noutro formato, das artes plásticas ao cinema. Como trabalha em BD (e também em cinema de animação) permanece mais desconhecido do que deveria.

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Composição: O que eu achei do VII Festival Internacional de BD de Beja

Depois de muitos anos de ausência voltei a visitar o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, agora na sua sétima edição. Mas fi-lo numa altura diferente do habitual, e tive de pensar um pouco sobre o que escrever. Isto porque a sensação foi estranha: por um lado (re)descobri um excelente Festival, por outro não evitei pensar se estará no sítio certo.