Os partidos políticos, genericamente, e sem olhar para um caso específico, são uns abusadores. Usam o seu poder indevidamente, abusivamente e imoderadamente. Foi o que se descobriu agora, quase 50 anos depois. Veja-se o atrevimento. E foi na Assembleia da República, com uma denúncia. A que título é que os partidos têm assessores políticos? Ou gabinetes de apoio? Que grande lata.
Acabou-se, de vez, o descaramento, o despotismo e a desfaçatez. E convém explicar: essa falta de vergonha só ocorre quando alguém investido de autoridade utiliza suas atribuições e prerrogativas de forma excessiva ou desproporcional. É claro que tudo isto estava na cara de Rui Rio, e do PSD. Aplicava-se como uma rosca. E para agravar vem o peculato, que demonstra o uso indevido de recursos públicos.
O desplante é dos partidos, mas o que se diz por aí, à laia de desculpa, de atenuante, de inversão de valores, é que a desproporcionalidade e o excesso, e talvez a arrogância, esteve na ação abusiva da polícia e dos procuradores, que terão utilizado indevidamente mais de dez dezenas de recursos públicos, com um leve travo a peculato. Que raio de país é este?
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