A Check Point divulgou as conclusões do Threat Intelligence Report onde identifica os cinco principais riscos de cibersegurança na Europa este ano. A revelação destes dados faz parte da campanha “Do Your Part. #BeCyberSmart”, lançada a propósito do mês da Cibersegurança, que pretende consciencializar os utilizadores para a defesa no ambiente virtual. A aceleração para a digitalização abriu um leque de possibilidades a nível profissional e pessoal, mas também conduz a maiores riscos para a segurança e para a privacidade.
Rui Duro, Country Manager da Check Point para Portugal, salienta que “gradualmente, mais aspetos da nossa vida estão totalmente ligados ao digital. Depositamos muita informação em ferramentas conectadas à Internet, mas ainda não há muita consciência relativamente à importância de proteger esses dados, implementando estratégias de cibersegurança que permitirão uma experiência online mais segura”.
O e-mail é o principal vetor de ataque usado pelos cibercriminosos, com 90% dos ficheiros maliciosos a disseminar-se desta forma. Em termos de formatos, os ficheiros .doc e documentos Excel com a terminação .exe são os mais usados.
No que toca a ciberameaças na Europa, os ataques de phishing são os mais usados, embora o número de vírus maliciosos transferidos por mensagens de texto ou emails seja também elevado. O Threat Intelligence Report identifica as cinco maiores ameaças atuais na Europa neste capítulo:
1 – Pandemia – O tópico mais usado nas campanhas maliciosas, com um aumento do registo de domínios relacionados com o vírus projetados para ataques de phishing, associado também à adoção de aplicações de rastreio de infeção;
2 – Ransomware – Este tipo de vírus que se disfarça de outro ficheiro ou programa para bloquear o acesso a informação não é novo, mas regista-se uma evolução para ataques de dupla extorsão, com os cibercriminosos a extrair os ficheiros antes de encriptar os computadores. A grande quantidade de informação sensível que alojam faz dos hospitais e instituições de saúde um alvo apetecível;
3 – Dispositivos móveis – Smartphones, tablets, portáteis e wearables ligados ou não à Internet das Coisas significam um aumento da superfície de ataque disponível para os hackers. A descentralização permitida pelo trabalho remoto também origina novos vetores possíveis de ataque;
4 – Ataques dirigidos à Cloud – Com cada vez mais empresas a transferir dados para ambientes na nuvem, necessidade de realizar esta migração ou criação de infraestruturas para permitir o trabalho remoto abrem oportunidades aos piratas informáticos
5 – Campo de batalha digital – A atual ‘ciberguerra fria’ é uma das maiores tendências atuais, com maior intensidade e frequência de atividade criminal presente no digital e revela-se em ataques a infraestruturas críticas ou processos políticos e eleitorais.