Mais de 130 parceiros, apoiantes e grupos de investigadores colaboram na iniciativa Seabed 2030, que pretende mapear todos os leitos de oceanos da Terra até 2030. O projeto surgiu em 2017, quando se conhecia em pormenor apenas 6% dos terrenos. Agora, três anos volvidos, a organização anuncia ter mapeado já 19% (quase um quinto da totalidade). Um dos motivos para um avanço tão grande deve-se à adição de informação recolhida pela grelha GEBCO em 2019, que forneceu dados de uma área com o dobro do tamanho da Austrália (de mais de 14,5 milhões de quilómetros quadrados).
Os responsáveis pela iniciativa contam com a cooperação de vários parceiros e assentam também parte dos esforços em dados recolhidos de navios robotizados especializados em recolher dados sobre o fundo dos oceanos.
Ao obter um mapa completo do leito dos mares, a comunidade científica poderá conseguir perceber melhor os oceanos, como funcionam as marés e os tsunamis, produzir recomendações sobre como manter a vida marinha e até em projetos de instalação de cabos submarinos para comunicações.
O projeto Seabed 3030 pretende oferecer informação a uma resolução de 100 metros para toda a superfície em análise.