Opinião | O problema colonial europeu
Descolonizar não é retirar estátuas nem pedidos de desculpa vazios. É devolver poder, é reparar injustiças, é aceitar a perda de privilégios históricos. Enquanto não agirmos para verdadeiramente acabarmos com o colonialismo continuaremos a ser cúmplices de um sistema que dizemos já ter superado
Direitos das mulheres – o retrocesso europeu
A título prévio, é necessário explicar e responder à questão cínica que muitos colocarão: porque é que as mulheres precisam de mais proteção, se na maioria dos países têm exatamente os mesmos direitos e deveres que os homens? Embora isso formalmente aparente ser verdade, o certo é que as mulheres continuam a sofrer uma gritante discriminação e abusos de que os homens não são alvo
O Nobel da Paz: Instrumento da Nova Ordem Liberal
Estas escolhas do Comité expõem um problema estrutural - o Nobel da Paz é o prémio de intenções e gestos diplomáticos, não de coerência moral, nem de paz. O Comité ajuda a transformar a paz num conceito negociável, sem valor, que depende de uma narrativa dominante
Reconhecimento da Palestina, justiça atrasada
Enquanto Israel for recebido como parceiro comercial, como fornecedor de armas, como participante desportivo, e os seus líderes genocidas forem recebidos nas capitais europeias, o reconhecimento da Palestina não passará de um gesto simbólico, vazio, insuficiente e cúmplice
Saara Ocidental – a última colónia de Africa
A questão central não pode ser se o plano de autonomia é credível, mas se a comunidade internacional está disposta a que exista ainda em África um povo colonizado sem o direito à autodeterminação. Mais uma vez fica evidente como os interesses económicos valem mais que os direitos dos povos
“There’s something happening here”: O som do mundo a arder e o nosso silêncio
O silêncio não é prudência. É abdicar de lutar.
A ONU e o mito da guerra evitada
O poder de veto usado principalmente pela URSS/Rússia e os EUA torna o direito internacional condicional e não obrigatório e o direito dos povos negociável. Quando a Rússia pode vetar resoluções sobre as suas ações na Ucrânia, ou os EUA podem vetar resoluções que ponham em causa o seu aliado Israel, o direito internacional enfraquece e o princípio da equidade jurídica é ignorado. A ideia de imparcialidade que está na origem da ONU fica comprometida
O tabu do genocídio: O exemplo do relatório Yoorrook
Apesar de membro da Convenção de 1948, Portugal tem não só passado ao lado do reconhecimento do genocídio na Palestina, como apresentado resistência em enfrentar o seu próprio passado colonial, negligenciando assim a sua responsabilidade histórica. Com efeito, o reconhecimento do genocídio do povo palestiniano tal como o genocídio Herero na Namíbia, entre outros, forçosamente obrigar-nos-ia a confrontar-nos com as nossas ações em Africa
A questão da Palestina, cobardia portuguesa
Quando Portugal se recusa a reconhecer a Palestina está a aceitar e a legitimar um sistema de apartheid moderno
Falha diplomática: Istambul merece mais do que um Consulado Honorário
Ter apenas um consulado honorário numa das maiores metrópoles do mundo apouca a história diplomática portuguesa.