Os Lusíadas são um hospital e Guerra Junqueiro uma avenida
Os meus alunos, aliás, já estão a compor sonetos na esperança de um beco ou de uma esquinazinha em Freixo de Espada à Cinta
Lamentos de um jovem professor de Português
E enquanto isso, às 8h da manhã, já lhes espetámos um poema em galego-português, tudo para depois se ouvir: “Estes jovens não lêem, estão perdidos.”
Hoje em dia é fácil morrer
É tão fácil, que deveríamos, por exemplo, apostar mais nos "bons-dias", buzinar menos, sair mais cedo do trabalho...
Já que aqui estamos
E, posto isto, deparas-te agora com esta pessoa que te fita do outro lado do espelho e com quem trocas um hesitante “Olá. Há quanto tempo?”
Rir é chorar ao contrário
Sendo mesmo sincero, cansei-me. Sempre que um qualquer político quisesse entrar em guerra, era pô-lo a dividir o Camões em orações e "só sais daqui quando estiver tudo feito"
Sala de aula
O quadro é, também, o símbolo da perenidade, do transitório. Animado pelos dedos no ar e pela promessa de mais tinta, disfruta da sua utilidade. Mas o mesmo quadro, umas horas depois, verá sair a última pessoa, a luz que se apaga e o silêncio