João Wengorovius Meneses

Secretário-geral do BCSD Portugal
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O futuro ainda agora começou

Temos uma dificuldade crónica em ter uma consciência global e futura, isto é, em fazer mudanças em benefício de outras geografias ou de quem ainda nem sequer nasceu, sobretudo as nossas lideranças. Recorrendo a Freud, agimos como “reis-bebés”, ou seja, somos narcisistas, infantis e inseguros

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De Nova Iorque para o mundo: Em defesa da natureza

O princípio de sermos responsáveis pela nossa pegada ecológica é justo e necessário. E nada impede que esse princípio se estenda aos cidadãos. Há cada vez mais soluções tecnológicas simples (apps) que permitem calcular a nossa pegada ecológica, com base nos nossos hábitos e estilos de vida. Ora, ultrapassado um determinado crédito anual, deveríamos ter de adquirir créditos

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De Nova Iorque para o mundo: Rumo à COP28

Em 2022, as empresas de combustíveis fósseis pagaram mais de 50% dos seus lucros (mais de 100 mil milhões de euros) em dividendos. Já o valor que investiram em energias renováveis e em inovação foi residual

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De Nova Iorque para o mundo: o poder das palavras

A última sessão deste segundo dia teve como convidado Michael J. Fox. Desde que foi forçado a abandonar a carreira de ator, já conseguiu levantar e entregar à ciência dois mil milhões de dólares para apoiar a investigação sobre a doença de Parkinson. Quando Hillary lhe perguntou se tem pena de não ter concretizado na plenitude essa carreira, respondeu: "Se conseguir contribuir de forma decisiva para a descoberta da cura desta doença, tocarei muito mais pessoas do que alguma vez tocaria como ator"

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De Nova Iorque para o mundo: O 1.º dia da Clinton Global Initiative

Para 9 ou 10 mil milhões de pessoas viverem bem no planeta Terra em 2050, temos de transitar do paradigma da sustentabilidade (impacto nulo), para o paradigma regenerativo (impacto positivo). Já sabemos que “não herdámos a Terra dos nossos avós, pedimo-la emprestada aos nossos netos”. Ora, para a entregarmos em condições, temos de começar a remendar alguns disparates do últimos 100 anos

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De Nova Iorque para o mundo: o caminho interior

"Surpreende a quase ausência da dimensão pessoal. Não dependerá também a paz, sociedades coesas e um planeta saudável do modo como cada um de nós floresce enquanto pessoa?" Primeiro apontamento diário de João Wengorovius Meneses em Nova Iorque, numa semana em que decorre na cidade a Assembleia-geral das Nações Unidas, a Clinton Global Initiative e a Climate Week New York

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A bolha da realidade

A reinvenção do modelo de desenvolvimento que herdámos da Revolução Industrial – ambiental e socialmente insustentável – devia ser o centro das ações política e económica. Mas, para isso, seriam necessários decisores astronautas, com corações capazes de bater pelo universo, que não estivessem reféns da bolha da sua realidade

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Os desafios do setor do turismo

O problema não é o turismo, mas sim o excesso de turismo, o turismo de massas e o facto da oferta turística não incorporar no preço final os seus impactos sociais e ambientais

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Viver sempre também cansa

As empresas de combustíveis fósseis registaram lucros recorde e fugas incompreensíveis. Num contexto em que precisamos de reduzir as emissões globais em 45%, até 2030, mas em que atualmente se prevê um aumento destas de 15%, ou esses lucros são investidos na transição energética ou devem ser fortemente taxados

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As compras públicas como espelho do Governo

Se o Governo tivesse um compromisso sério com as compras públicas ecológicas – e, já agora, também com a dívida pública verde –, o País podia mesmo acelerar a sua transição para um modelo de desenvolvimento sustentável e ser um exemplo para o mundo

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Um Governo em queda livre?

Quando deixei o XXI Governo Constitucional, recebi ameaças absurdas. Desde a publicação de notícias falsas a meu respeito, até à de nunca mais conseguir emprego em Portugal, pois seria vítima de perseguição “até à morte” de duas entidades bem conhecidas (uma política, a outra civil). Há muito a fazer para que os partidos sejam escolas de cidadania, não agências de emprego e influência, e para que os seus métodos nunca se confundam com os da máfia napolitana

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Por uma Presidência Aberta do Ambiente

Portugal tem tudo para ser um exemplo de desenvolvimento sustentável para o mundo, mas precisa de líderes – e este é o momento. Na década de 1990, Mário Soares fez duas presidências abertas sobre o ambiente. Foram ambas corajosas e mobilizadoras. Hoje, temos compromissos ambientais muito mais progressistas, mas não basta. Precisamos da energia e da audácia dos líderes, nomeadamente, do Presidente da República e do Ministro do Ambiente

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A Terra Devastada

Durante a COP27, no Egito, fiquei alojado num resort frequentado por turistas europeus de classe média, a aproveitar o mar vermelho em regime pulseirinha all in. Nunca tinha testemunhado tanta arrogância para com os empregados, nem tanta gente a comer tanto – as pilhas de comida amontoavam-se e quase sempre acabavam entregues aos corvos locais –, nem tanta indiferença face à beleza local. Este resort podia bem ser uma metáfora algo trágica do nosso modo autocentrado, extrativo e indolente de habitar o planeta Terra

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A questão dos plásticos

Mais de metade dos plásticos são desenhados e produzidos para uso único, ou seja, para descarte imediato. Para se ter uma ideia de escala, por minuto, é vendido um milhão de garrafas de plástico, todos os anos são utilizados 5 biliões de sacos de plástico de uso único e só nos Estados Unidos são deitadas fora mil milhões de escovas de dentes de plástico por ano

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Nos 21 anos do BCSD Portugal

Hoje sabemos que as empresas do futuro são as que forem capazes de criar valor partilhável, as que colocarem o propósito, as pessoas e o planeta à frente do lucro. Só assim seremos capazes de transformar o modo como produzimos, consumimos e vivemos

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Winter is coming

Os estilos de vida e modelos de desenvolvimento que emergiram há duzentos anos com a Revolução Industrial – assentes em combustíveis fósseis e em elevados níveis de produção, consumo e desperdício – têm os dias contados. Ou isso ou o planeta e a Humanidade entrarão num declínio progressivo inexorável

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Into the wild

A valorização da diversidade, da igualdade e da inclusão deveria ser algo natural, uma evidência, não algo a depender de leis ou políticas empresariais. Um mundo monocromático, de uma nota só, seria obviamente infinitamente mais pobre

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No meio do caminho para 2030

Como diz o ditado africano: “Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado.” Um dos maiores desafios da transição para a sustentabilidade é que para esta ser bem-sucedida não poderá deixar ninguém para trás e terá de respeitar os princípios – incluindo as limitações – da democracia

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Ode marítima

Talvez por ser algo distante, longe da vista, temos saqueado o mar sem parcimónia e feito dele o nosso balde do lixo, o lugar anónimo onde tudo desagua

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A insustentável leveza da coerência

A coerência não é fácil por não ter nada de imediato para nos dar – olha-nos com indiferença, não nos agradece, nem nos dá likes. Mas, se pensarmos bem, precisamente por ser o nosso maior dever, seria estranho ser algo extraordinário. Nós também não agradecemos o ar que respiramos, nem a frescura das ondas do mar. Aceitar viver segundo o imperativo ético de Dostoievski – de que somos todos responsáveis por tudo, perante todos – é muito difícil

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Ser romântico

São inquietantes os resultados de um estudo recente sobre crianças e adolescentes. Por exemplo, a constatação de que facilmente reconhecem umas largas centenas de logótipos de marcas de bens de grande consumo, mas não conseguem identificar sequer dez plantas e animais nativos do seu local de residência