Ébola, VIH, zika, SARS-CoV-2. Este quarteto está, seguramente, entre os principais responsáveis pela aversão da espécie humana a vírus, nos anos mais recentes. Eles e outros que nos podem infetar, hospitalizar e matar instigam o medo quando nos batem à porta, mas estarão sempre em minoria face aos milhares de milhões de vírus que vivem no interior do corpo humano, aparentemente em paz e harmonia com o hospedeiro Homo sapiens.
“Há uma minoria de vírus que são mais visíveis para nós porque os sentimos da pior maneira, e isso moldou a ideia que temos deles, mas, afinal, a realidade é infinitamente maior”, constata Miguel Castanho, bioquímico e investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa (IMM).
