
Três entidadas distintas juntaram-se para emitir um conjunto de recomendações e pedir o regresso ao mar dos surfistas já a 3 de maio. O apelo, que chegou ao Presidente da República, Presidente da Assembleia da República e Primeiro-Ministro através de uma carta, foi assinado pela Federação Portuguesa de Surf, pela Associação Nacional de Surfistas e pela World Surf League – Europa.
Pede-se assim, findo o atual Estado de Emergência, o “acesso ao mar, único local ao ar livre para praticar a atividade física, deixando para uma fase posterior o regresso da atividade económica e desportiva”. Como explicam estas entidades, a prática do Surfing, as praias e/ou os passeios marítimos são exclusivamente usadas como zonas de passagem/circulação, sendo relevante distinguir o acesso direto ao mar das atuais limitações de fruição com permanência e circulação de pessoas e animais de companhia.
Numa fase inicial, os surfistas pedem o retorno à atividade física no mar de forma individual e desagrupada (com exceção de agregados familiares), obedecendo ao princípio da não aglomeração de pessoas. O regresso ao mar deve ser feito de forma exclusiva por corredor de acesso ao mar, com integral respeito pela não permanência na praia e demais zonas adjacentes.
Comprometem-se ainda a que cada surfista limite a sua atividade física diária a uma sessão no mar de até 90 minutos, não sendo permitida a estadia, permanência ou convivência na praia, nos passeios marítimos ou no(s) parque(s) de estacionamento.
Nas fases posteriores , será possível o regresso das atividades económicas e eventos. Para as escolas de surf, as operações estarão condicionadas pelo ritmo de abertura de escolas e fronteiras, pelo fluxo turístico, capacidade económica, aglomeração de pessoas e condições de mobilidade de pessoas, podendo ser necessária a implementação de medidas e limitações aos operadores económicos, a definir oportunamente. Nos eventos, deve ser dada prioridade à retoma das competições profissionais nacionais e internacionais, em detrimento das amadoras, permitindo o regresso à actividade profissional dos surfistas, em função da evolução das condições sanitárias e das autorizações das entidades oficiais, prevendo a sua realização sem público nem zonas de receção de convidados, enfatizando-se a transmissão ao vivo.