Marine Le Pen, favorita às eleições presidenciais de 2027, em França, está desde a última segunda-feira, 31, impedida de se candidatar, assim como de exercer qualquer cargo público nos próximos cinco anos, por decisão do tribunal de Paris. A líder da extrema-direita francesa foi condenada a uma pena de cadeia de quarto anos, dois efetivos, em regime de prisão domiciliária com pulseira eletrónica, e outros dois suspensos, além da “inelegibilidade com execução provisória imediata” até 2029.
Em causa está o desvio de fundos da União Europeia para o partido União Nacional (Rassemblement National), que o pai dela, Jean-Marie Le Pen, fundou em 1972, tendo-lhe passado o testemunho nas eleições internas de 2011. Desde então, ela tem vindo a consolidar a sua influência no espetro eleitoral francês, a ponto de chegar a 2025, aos 56 anos, na linha da frente das sondagens para suceder a Emmanuel Macron na presidência.