João Quintela e Tim Simons estão a desenvolver o projeto Gallery no Largo de São João, em Ponta Delgada
Sara Pinheiro
1. Galeria Walk&Talk À sétima edição, o festival muda de quartel-general e instala a sua galeria em pleno Quarteirão, o “bairro” no centro de Ponta Delgada, com uma dinâmica própria em torno de galerias e ateliês, restaurantes e lojas, cafés e hotéis e, ainda, uma praça comunitária (construída no ano passado durante uma residência de arquitetura no festival). Na Galeria W&T estará a exposição Message in a Bottle, construída como uma espécie de cápsula do tempo e reunindo as reflexões de vários artistas. Por ali, passarão também a performance Nova Criação, de Filipe Pereira e Teresa Silva (14 jul, sex 23h), concertos, as Summer School e as conversas com artistas. E dali partirão as visitas guiadas à programação do festival. R. d’Água, 18, Ponta Delgada > seg-qui 10h-24h, sex-sáb 10h-2h
2. Circuito de arte pública São já cerca de 80 as obras do circuito de arte pública que podem ser descobertas pelas ruas de Ponta Delgada (e também noutros pontos da ilha de São Miguel). Nesta edição, o circuito é comissariado pelo coletivo KWY – Ricardo Gomes, Gabriela Raposo e Miguel Mesquita. Em vários locais da ilha nascerão intervenções, tanto de caráter efémero como permanente, de vários artistas: Akane Moriyama, Ayelen Peressini, Benandsebastian, JQTS – João Quintela + Tim Simons, Mark Clintberg, Ricardo Jacinto, Spy, Teresa Braula Reis e Tomaz Hipólito.
3. Calor do Corpo A fotógrafa Sandra Rocha regressa a Ponta Delgada, para expor Calor do Corpo, na Galeria Fonseca Macedo. Uma mostra “sobre o tempo que pára sobre as coisas e as pessoas”, diz. “As coisas são elementos soltos da casa (objetos e adereços que não nos dão nenhuma ideia de unidade ou apaziguamento doméstico) e são cenários naturais tomados em enquadramentos fechados (não nos garantindo nenhuma liberdade de fuga)”, escreve. R. Dr. Guilherme Poças Falcão, 21, Ponta Delgada > seg-sáb 14h-19h
4. Depois do Vulcão Na Galeria Miolo estará uma exposição coletiva, comissariada pela Lavandaria, com impressões, inspiradas nos Açores criadas por duas dezenas de artistas: André da Loba, Ariana Couvinha, Bráulio Amado, Carlos Guerreiro, Carolina Celas, Carolina Maria, Cristina Dias, Desisto, Elliott Burford, Hugo Oliveira, Ilhas, Lorenzo Truffa, Mariana a miserável, Mariana Veloso, Nuno Gil, Paulo Lourenço, Pedro Lourenço, Sam Baron, Tiago Galo e Tomomi Maezawa. R. de Pedro Homem, 45, Ponta Delgada > seg-sáb 10h-18h
5. Vânia Rovisco A performer e bailarina Vânia Rovisco estreia, no dia 28, no Walk&Talk o espetáculo Equanimidade – Ânimo Inalterável, que funde dança, instalação, artes visuais, luz e paisagens sonoras, chamando para o palco do Teatro Micaelense discursos e reflexões de outros artistas, como John Cage, Marina Abramovic ou Laurie Anderson. Uma partilha que se estende aos corpos dos bailarinos e onde se apela “à co-habitação de texturas, pensamentos, narrativas não lineares, mas entendidas por si”. Antes disso, no dia 24, Vânia Rovisco e Jochen Arbeit farão uma performance, que tem ponto de partida marcado para a Galeria W&T (22h). R. de São João, 59, Ponta Delgada > 28 jul, sex 21h30
6. Gustavo Ciríaco Em residência nos Açores, o coreógrafo e performer brasileiro Gustavo Ciríaco, que vive entre Lisboa e o Rio de Janeiro, apresentará no Teatro Micaelense a performance Cortado Por Todos os Lados, Aberto Por Todos os Cantos, que dará origem a um espetáculo produzido pelo Teatro Naciobal D. Maria II em parceria com o Festival Alkantara com estreia marcada para 2018. O artista promete convidar o público para “uma jornada rapsódica pelos territórios que configuram o teatro como espaço cénico, sociológico e arquitetónico e o tangenciam com o mundo que corre em suas imediações”. R. de São João, 59, Ponta Delgada > 27 jul, qui 21h30
7. Flores Inserida na programação do Walk&Talk está a projeção de Flores, de Jorge Jácome, no 9500 Cineclube, em Ponta Delgada. O filme de 26 minutos, que recebeu uma boa crítica quando esteve no concurso internacional de curtas-metragens da edição deste ano do festival IndieLisboa, conta a história de uma crise natural nos Açores provocada por uma incontrolável praga de hortênsias e de como dois jovens soldados se veem sequestrados pela beleza da paisagem, ficando, enquanto todos os outros partem. “Uma reflexão nostálgica e política sobre território e identidade, bem como sobre o papel que assumimos nos lugares aos quais pertencemos”, escreve-se na apresentação de Flores. No final, haverá uma conversa com o autor. Avenida Center, Ponta Delgada > 21 jul, sex 21h30
Walk&Talk > São Miguel, Açores > 14-29 jul