Para quem não o conhece, diga-se que é um topo de gama dos melões. O quilo chega a custar cinco ou seis euros, sendo que um bom exemplar nunca tem menos do que quatro…
Nascer casca de carvalho significa ter assim um sabor apimentado, pouco doce. E ser caprichoso de caráter. Solos, só férteis; calor algum, mas não muito; humidade sim, mas apenas quanto baste. Os produtores tratam-no nas palminhas. Por ser tão valioso, em tempos, muitos até com ele dormiam, não fosse um amigo do alheio levá-los.
Dão-se na Região Entre Douro e Minho e, consoante a zona, apresentam especificidades. O “ponderado” (Vale do Sousa) tem polpa cor de salmão, intensa e casca de manchas verdes-escuras. O “robusto” (Barcelos) abre-se e apresenta um tom amarelo-esverdeado – é, de todos, o menos doce e o mais apimentado. O “fino” (Soutelo) é um meio termo em relação aos outros dois, explica José Rocha, presidente da Confraria do Melão Casca de Carvalho.
O fruto colhe-se normalmente em julho e agosto. Este ano, o frio atrasou um mês a colheita. Aproveite-se, pois, a época para o saborear na sua grandeza, com vinho verde de estalo.
Depois de aberto, tem de ser consumido no prazo máximo de dois dias, ou perde o sabor aprimorado.
Casca de carvalho todo o ano
Para compensar o tempo de vida curta deste melão, a Quinta da Magantinha, em Lousada, aproveita esta altura do ano para o conservar, em compota.
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Oeiras Parque, Av. António Bernardo Cabral Macedo, loja 1.046
Bernardo Cabral Macedo, loja 1.046.
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