É a primeira vez que Maria Gambina faz uma exposição. Um desafio lançado pela ESAD-Escola Superior de Arte e Design, onde a criadora coordena a licenciatura em Design de Moda, para assinalar os seus 18 anos de carreira.
Quando pensou em mostrar uma retrospetiva do seu trabalho, as saias acabaram por vir “à baila”. “Sempre me associaram ao streetwear, a uma imagem gráfica e, na verdade, tenho saias que são alta costura”, conta.
“Reúnem aquilo que mais caracteriza a forma como trabalho: a sobreposição das peças, os estampados, a música.” Entre as 40 saias expostas no Espaço Quadra, em Matosinhos, está a que lhe valeu o prémio no concurso Sangue Novo da Moda Lisboa, em 93. “É uma minissaia de trespasse, tipo bailarina, com forro vermelho e penas aplicadas.”
Na mostra, a criadora destaca ainda as saias da coleção The Dark Side of Délicatesse (primavera/verão 2005), “muito trabalhadas” recheadas de materiais sobrepostos. E ainda as da coleção Steve Reid (primavera/verão 2004) inspiradas na música do compositor de jazz norte americano.
A comissária da exposição, Helena Sofia Silva, lembra que Gambina “faz roupa para passar mensagens, como quem compõe música “. As suas saias são “pintura, artes gráficas e música”. A estilista corrobora: “A minha vida está sempre presente nas minhas criações e a música faz parte de mim.”
A mostra pode ser visitada até 21 de janeiro e conta com um programa paralelo sobre moda. No sábado, 19, (17 horas), juntará vários “Designers de moda em discurso direto” no Mercado Municipal de Matosinhos.