Visão
1 – A descida das taxas
No dia 1 de outubro de 2008, a Euribor a seis meses chegava aos 5,405%. Este “disparate” que atirou muitas famílias para a situação trágica de perder a casa, por não conseguirem suportar o valor da prestação ao banco, tinha sido provocado pela explosão de uma bolha imobiliária, simbolizada pela queda do Lehman Brothers. Passaram 16 anos.
Desde aí, nunca a Euribor a seis meses tinha estado tão alta como em outubro de 2023, em que ultrapassou os 4%. Foi um ano de “recessão global”, como o caracterizaram as Nações Unidas. Na Zona Euro, a inflação atingira os 10,14% em outubro de 2022. Na ressaca da Covid-19, com o mundo a querer voltar a consumir como se não houvesse amanhã, mas ainda com a produção e o abastecimento fragilizados, a escassez de produtos levou ao aumento de preços nos bens alimentares. Juntando à “festa” a guerra na Ucrânia e a subida do preço dos combustíveis, tivemos o Banco Central Europeu (BCE) a querer controlar a inflação com as taxas de juro, para refrear o consumo.

E agora? A Euribor a seis meses está nos 2,6% e a 12 meses nos 2,4%. “As previsões apontam para que o BCE desça a taxa de referência para 2% até ao verão do próximo ano. Isto significa que podemos esperar que as taxas de juro em 2025 associadas ao crédito habitação também desçam”, explica a Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares (ver opinião de Sérgio Cardoso, administrador da Academia Doutor Finanças, nestas páginas).
“Após tocarem neste nível, as taxas Euribor devem recuar de forma ligeira, não se afastando muito da referência do BCE (que deverá estar nos 2%). Dentro deste contexto, muitas famílias questionam o que devem fazer ao seu crédito habitação: taxa mista ou taxa variável? O que nos dizem os dados disponíveis é que atualmente conseguimos contratar um crédito com taxa fixa de 2,6% durante dois anos. Se as taxas Euribor recuarem para níveis de 1,85%, como se prevê que aconteça no final do próximo ano, a diferença entre os dois cenários é nula, uma vez que no caso de termos um contrato a taxa variável, temos de acrescentar o spread (1,85% mais 0,75% de spread corresponde a 2,6%)”, descreve ainda.
Claro que esta é a previsão a curto prazo e, num crédito à habitação, muitos anos passam e outra crises virão. Por isso, a análise deve ser feita de outra maneira: tenho margem para enfrentar alguma instabilidade no futuro? Ou é melhor ficar pela segurança da taxa fixa, tendo de eventualmente pagar mais nas alturas em que a variável está baixa?
“A evolução da economia, nomeadamente na Alemanha e em França, e as questões geopolíticas, nomeadamente as que envolvem os EUA [com as ameaças de Donald Trump de impor novas e gravosas tarifas comerciais], podem fazer toda a diferença na política monetária”, continua a Doutor Finanças, mostrando que navegaremos sempre nas movediças terras da incerteza.
2 – As poupanças e o risco
Se para quem está endividado a queda da Euribor é uma boa notícia, para os depósitos a prazo nem por isso. “Se as taxas de juro descerem ao ritmo antecipado, as famílias podem esperar um retorno menor das suas poupanças. As taxas de juro dos depósitos e dos Certificados de Aforro vão acompanhar a evolução, o que significa que o retorno das poupanças dos portugueses vai diminuir”, continua a Doutor Finanças.

Para quem tem dinheiro e gosta de arriscar mais, os analistas de mercados já estão a dar os seus conselhos para 2025. A Santander Asset Management, por exemplo, fala em “oportunidades de investimento atrativas, tanto em ativos tradicionais como em mercados privados”, muito devido ao controlo da inflação, nos Estados Unidos e na Europa, assim como a um “sólido crescimento económico de cerca de 3% a nível global”.
E onde se investe melhor, segundo a gestora do banco Santander? Ativos de risco como as ações norte-americanas, alavancadas em “políticas previstas de impostos mais baixos e desregulação da nova administração de Donald Trump, que poderão ser um catalisador positivo para os mercados de ações”. Prevê-se um crescimento de 12% no índice S&P (Standard & Poor’s 500, que apresenta um ganho de 70% desde outubro de 2023), composto pelas 500 maiores empresas americanas cotadas em Wall Street. E as tecnológicas ligadas à Inteligência Artificial (IA) continuam a ser as rainhas dos ganhos.
“Para 2025, identificamos cinco ideias-chave de investimento: as ações dos EUA, as obrigações de empresas da Zona Euro e do Reino Unido, as obrigações da América Latina, o dólar e a Inteligência Artificial generativa 2.0, ampliando o investimento a todo o ecossistema”, refere José Mazoy, diretor de Investimentos da gestora, em comunicado.
Mas cuidado: se é um principiante – e nunca é demais dizê-lo –, não se aventure em territórios que desconhece, levado por gurus que encontra nas pesquisas do Google. Sobretudo, não ponha os ovos todos no mesmo cesto.
A febre das criptomoedas, por exemplo, ainda continua, mas atente-se às palavras de Paulo Monteiro Rosa, economista sénior do Banco Carregosa, no Eco. Embora “a lógica para qualquer gestor e investidor é centralizar o seu portefólio nos EUA”, “uma eventual implosão das criptomoedas diferenciar-se-ia de outras bolhas históricas, como a da internet, que deixou infraestruturas de banda larga que impulsionaram a economia, a da ferrovia do século XIX, que deixou linhas férreas, ou até a crise do subprime em 2008/09, que, embora tenha originado uma crise financeira que ditou a Grande Recessão, deixou habitações construídas. No caso das criptomoedas, não sobraria nada de tangível, apenas zeros e uns num computador, uma vez que o seu valor, mesmo o do BTC, assenta na confiança dos investidores na lógica dos algoritmos que as sustentam”.
Mesmo o crescimento da IA não tem uma “dinâmica garantida indefinidamente, especialmente após mais de uma década de taxas de juro próximas de zero. A IA pode ser comparada com uma barragem que sustém uma albufeira a transbordar de taxas de juro elevadas”.
Com todas as cautelas, o certo é que o dinheiro está agora a ir em direção aos EUA, “impulsionado pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente, pela guerra na Ucrânia e pelos problemas políticos e económicos na Europa, nomeadamente no eixo franco-alemão”.
Anda ali uma euforia, que inclui empresas como a Amazon ou a Tesla, e uma esperança no liberalismo económico mais radical de Donald Trump que faz a grande tendência nos investimentos para o ano que aí vem.
3 – Aumentos… ou não
Pão – 5%
Embora esteja prevista uma descida da inflação, vai haver aumentos generalizados no próximo ano, com algumas exceções. E as justificações são várias. O nosso alimento primordial vai ficar mais caro. Os custos de produção justificam em parte o valor, mas a razão apontada é o aumento do salário mínimo nacional, que será de €850 a partir de 1 de janeiro.
Carne – Entre 5% e 10%
É a estimativa da Associação Portuguesa de Industriais de Carne, justificando os aumentos em 2025 sobretudo com o custo das rações, também em trajetória ascendente. E os ovos seguem o mesmo caminho. Outro dos fatores que atiram os preços para cima são as tarifas energéticas. Talvez seja hora de pensar num janeiro vegan, uma tendência que já anda por aí há uns anos (o chamado veganuary).
Outros alimentos
Os produtos lácteos, do leite à manteiga, passando pelo queijo flamengo, andam com os preços num descontrolo. Basta dizer que em novembro tiveram um aumento de 20,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A tendência de subida vai manter-se, porque há mais procura e porque também cresce o salário mínimo nacional.
A boa notícia vem do azeite. Com a perspetiva de uma boa produção mundial e da normalização da oferta, o preço poderá cair 30%, prevê o Instituto Nacional de Estatística.
Rendas – 2,16%
O aviso do coeficiente de atualização de rendas foi publicado na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística. Por cada €100, a renda da casa ficará mais cara €2,16. Quer isto dizer que um valor mensal de €750 ficará €16,20 mais caro em 2025. A atualização não é obrigatória e pode haver senhorios que optem por não levar a cabo qualquer subida. Mas há outras más notícias: os senhorios que não atualizaram a renda nos últimos dois anos têm agora a possibilidade de somar os coeficientes de 2023 e de 2024 aos 2,16% de 2025, num total de 11,1% de aumento.

Portagens – 2,21%
Tendo por base o valor da inflação homóloga (sem habitação) de outubro, determinado pelo INE, determina-se o valor do aumento das portagens para o ano seguinte. Mas ainda temos de somar uma compensação de 0,1% às concessionárias das autoestradas, com base num acordo que tentou travar um aumento brutal de 10% em 2023. Tudo somado: as portagens ficam 2,21% mais caras.
Por outro lado, a partir de 1 de janeiro, há uma série de autoestradas que deixam de ser pagas. São elas: A4, A13 e 13-1, A22, A23, A24, A25 e A28. Cortesia da oposição, que aprovou a medida com os votos contra do PSD e do CDS.
Transportes públicos – 2,02%
Segundo a taxa de atualização tarifária com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística sobre a inflação, haverá um aumento generalizado nos transportes públicos de 2,02%. No entanto, os passes Navegante e os bilhetes ocasionais da Carris Metropolitana vão manter-se como estão.
Eletricidade – 6%
Haja alguma coisa que desça! No caso, a eletricidade. Porque houve uma alteração legislativa que aumentou o valor do consumo de energia sujeito à taxa reduzida de IVA (6%), a fatura mensal dos consumidores vai descer. No mercado regulado, a redução deverá situar-se entre €0,82 e €0,88. Já no mercado liberalizado, tanto a EDP Comercial como a Galp anunciaram reduções de 6% na componente de eletricidade na fatura, motivadas pela melhoria das condições de mercado.
Telecomunicações
Temos aqui vários cenários. A NOS afirma que “não vai aumentar os seus preços em 2025”, uma decisão que “é transversal” a todos os serviços e tarifários da empresa. Já a Altice Portugal, que detém a MEO, vai proceder a atualizações, com exceção dos serviços da marca digital Uzo e da marca Moche, que mantêm os atuais tarifários. A Vodafone Portugal ainda não divulgou o que pretende fazer.
4 – Rendimentos
Salário Mínimo Nacional
+€50

A partir de 1 de janeiro, o salário mínimo aumenta €50, para €870. Esta é a remuneração base, sendo acrescida de subsídio de alimentação e ajudas de custo ou suplementos, caso sejam devidos. Parece incrível que, ainda há cinco anos, se ganhava €600. O maior aumento percentual deu-se em 2023 e 2024, na ordem dos 7,8 e 7,9% respetivamente.
Função Pública
+€56,58
O salário mínimo dos funcionários públicos já não é assim tão diferente (para melhor) do dos restantes trabalhadores – em 2025 será de €878,41, ou seja, €8,41 acima do nacional.
No acordo assinado entre o Governo e os sindicatos da UGT, os funcionários públicos que ganhem até €2 630 por mês terão um aumento de €56,58. Os restantes beneficiarão de atualizações salariais na ordem dos 2,15%. Além disso, foi aprovado um crescimento do valor das ajudas de custo.
Pensionistas
3,9%
De acordo com o que prevê a lei, todas as pensões serão atualizadas no próximo ano, um cálculo que tem por base o valor da inflação e é progressivo, ou seja, com uma percentagem mais alta para as reformas mais baixas.
No entanto, os pensionistas com reformas até €1 567,5 vão beneficiar de um aumento extra de 1,25%, que soma ao outro. Foi uma proposta do PS aprovada no Parlamento. Assim, tome nota:
Pensão até €1 045: atualização de 2,6% mais 1,25% adicional. Total: 3,85%.
Pensão entre €1 046 e €1 567,5: atualização de 2,1% mais 1,25% adicional. Total: 3,35%.
Pensão entre €1 567,5 e €3 135: atualização de 2,1%.
Pensão entre €3 135 e €6 270: atualização de 1,85%.
Pensão acima de €6 271: Congelada.
Indexante de Apoios Sociais
+€13,24
O Indexante de Apoios Sociais (IAS) serve para calcular uma série de prestações pagas pela Segurança Social e o seu aumento afeta desde o subsídio de desemprego ao subsídio por morte. Em 2025, o IAS situa-se nos €522,5, quando era de 509,26 em 2024.
O teto máximo do subsídio de desemprego, que é de 2,5 IAS, passa a ser €1 306 (sendo o valor mínimo do mesmo de 1 IAS, ou seja, os tais €522,5). Rendimento social de inserção, abono de família, subsídio social parental ou por risco clínico durante a gravidez… todas as prestações serão atualizadas pela subida do IAS.
Salários no privado
O salário médio nacional, que, em finais de setembro de 2024, se encontrava nos €1 528 brutos, vai subir, impulsionado pelo aumento do salário mínimo. Além disso, no setor privado, diversos estudos de consultoras da área apontam aumentos salariais para 2025, alguns na ordem dos 4,1%, como a análise da consultora Korn Ferry, ou de 3,8%, segundo a Mercer Portugal. Em 2024, os aumentos médios no setor privado foram de 4,8%.
5 – Impostos
IRS
O Governo atualizou os escalões de IRS em 4,6%. O primeiro escalão, por exemplo, ao qual se aplica uma taxa de 13% de imposto, deixou de ser para o rendimento coletável até €7 703 anuais e passou para os €8 059. O último, que tem uma taxa de 48%, já não é para rendimentos superiores a 80 mil euros, mas para quem ganha mais de €83 696. Atenção que não estamos a falar das tabelas de retenção na fonte, mas nos escalões anuais, ou seja, estes benefícios só vão ser sentidos em 2026, quando receber o reembolso relativo a 2025. Estamos também a falar de rendimento coletável, que se apura depois de aplicadas as deduções específicas e varia consoante o estado civil ou o número de dependentes.
Outra novidade é o IRS Jovem. Assim, nos primeiros dez anos de trabalho, os jovens até aos 35 anos, não dependentes, terão isenção de IRS numa parte do seu rendimento, das categorias A e B. Todos os jovens poderão ter acesso, independentemente do grau de ensino. O limite é de €28 902,50 coletáveis anuais. Se houver interrupção do trabalho nessa década, a isenção fica suspensa, podendo ser retomada depois. Funciona desta forma:
1º ano: 100% de isenção
Do 2º ao 4º ano: Isenção sobre 75% do rendimento
Do 5º ao 7º ano: Isenção sobre 50% do rendimento
Do 8º ao 10º ano: Isenção sobre 25% do rendimento
Deduções
Por causa do aumento do Indexante de Apoios Sociais, a dedução específica (aquele valor que abate aos nossos rendimentos para se chegar ao rendimento coletável) vai aumentar de €4 350,24 para €4 462,15. É mais dinheiro que sobra, mas só em 2026.
Ainda no campo do IRS, vai subir o teto das deduções das despesas com rendas da habitação permanente, que passa de €600 para €700.
IRC
As empresas também vão ter uma descida nos impostos. A taxa geral de IRC passa de 21% para 20%. O Parlamento aprovou igualmente a descida de 17% para 16% da taxa de IRC que é aplicada aos primeiros 50 mil euros de lucros das micro, pequenas e médias empresas (PME) ou das empresas de pequena-média capitalização.
Recibos verdes
A taxa de retenção na fonte dos recibos verdes passa de 25% para 23%. Atenção que isto não significa, de todo, a descida do imposto. Falamos da retenção na fonte, valores que são ajustados no ano seguinte com a entrega da declaração. Como avisa Pedro Andersson no Contas Poupança, “se retiver menos na fonte, é menos dinheiro que vai receber de reembolso ou é dinheiro que vai pagar a mais no ano seguinte no IRS. O que esta medida significa é que vai ter mais dinheiro no seu bolso ao longo do ano”. A retenção na fonte, para os trabalhadores independentes, faz-se a partir de rendimentos de 15 mil euros, valor fixado para 2025.
Outra medida para o próximo ano é a redução dos pagamentos por conta, que passam dos atuais 76,5% para os 65% de um “montante calculado com base numa fórmula que tem em conta os rendimentos do antepenúltimo ano”.
Segundo uma contagem realizada pela agência Lusa, dos 278 concelhos do continente, 27 aplicam já a taxa turística e pelo menos outros seis perspetivam começar este ano. Os seis municípios da ilha de São Miguel que passam a aplicar taxa turística, somados aos sete dos 11 concelhos madeirenses, elevam para um total de 40 os que já fazem a cobrança das dormidas. Outros nove deverão iniciá-la este ano.
A região do Alentejo é a única no país sem algum município que cobre ou já tenha aprovado a taxa turística, até hoje. Em Évora, o projeto encontra-se atualmente em fase de auscultação.
Nos Açores, apenas os visitantes dos seis concelhos da ilha de São Miguel (Ponta Delgada, Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo, Povoação e Nordeste), dos 19 do arquipélago, começam esta quarta-feira a pagar uma taxa de dois euros por dia pela dormida, até ao máximo de três noites: Ponta Delgada, Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo, Povoação e Nordeste.
O valor da taxa
Em Portugal continental, cada município fixa a sua taxa e define as normas de aplicação, mas há critérios comuns a todos, como a isenção de pagamento para as crianças (começam a pagar a partir dos 12 anos em alguns casos, noutros mais tarde) e pessoas com incapacidade igual ou superior a 60%, além dos cidadãos que se encontrem hospedados para tratamentos médicos.
Há ainda municípios que excluem a taxa turística, pelo menos por uma noite, para aqueles que se encontrem em peregrinação religiosa a Fátima ou Santiago de Compostela, como é o caso do Porto e de Caminha, este último desde setembro.
À semelhança de Caminha, Viana do Castelo isenta, além de todas as outras exceções, aqueles que, por razões de conflito e deslocados dos seus países de origem, residem temporariamente em Portugal.
O máximo de taxa cobrada até este mês em Portugal é de quatro euros por noite, o que acontece em Lisboa desde setembro passado. Na capital, o pagamento começou a ser aplicado em janeiro de 2016 sobre as dormidas de turistas nacionais (incluindo lisboetas) e estrangeiros nos hotéis ou alojamentos locais “até um máximo de sete noites por hóspede e por estadia”, estando isentos os hóspedes com idade inferior a 13 anos.
Inicialmente o valor era de um euro por noite, mas em janeiro de 2019 aumentou para dois euros e há quatro meses duplicou.
Em 2024, Lisboa começou a cobrar também a taxa turística de chegada por via marítima: dois euros por passageiro com mais de 13 anos que desembarque de um navio de cruzeiro em trânsito.
Ainda segundo a Lusa, Almada tem em curso, até 29 de janeiro, uma consulta pública de revisão do Regulamento e da Tabelas de Taxas do Município, que inclui a criação de uma taxa turística de dois euros no caso de estabelecimentos de alojamento (num máximo de cinco noites) e de 1,5 euros no caso de parques de campismo e caravanismo. Na taxa dos parques de campismo, 50 cêntimos revertem a favor dos espaços.
Na Nazaré, conhecida internacionalmente pelas ondas gigantes da praia do Norte, está a ser preparada a implementação da taxa, estando a ser elaborado um regulamento que vai entrar em consulta pública. A autarquia estima poder começar a cobrar neste novo ano.
Mais a norte, em Vila Nova de Gaia, a denominada Taxa da Cidade é de 2,5 euros e é tambem cobrado um imposto de 1,25 euros para dormidas motivadas por atividades profissionais, académicas, sociais, desportivas, culturais ou outras não predominantemente turísticas.
No município vizinho do Porto, o valor da taxa turística passou, em 01 de dezembro, de dois para três euros por dormida para pessoas com mais de 13 anos e até um máximo de sete noites seguidas. Aqui também não se aplica a taxa a peregrinos instalados em albergues ou deslocados por razões de conflito nos países de origem.
A Câmara do Porto implementou em 2018 a Taxa Municipal Turística para responder ao crescimento da atividade na cidade. O executivo justificou o recente aumento com a despesa associada ao turismo e suportada pela autarquia em 2023 em áreas como cultura, património, ambiente, urbanismo ou mobilidade.
No Algarve, só sete dos 16 municípios cobram atualmente pela pernoita. Em Albufeira, Lagoa, Loulé, Portimão, Olhão e Vila Real de Santo António os hóspedes pagam dois euros na época alta (de abril a outubro) e um euro na época baixa (de novembro a março). Faro, capital de distrito, já cobra 1,5 euros por dormida ao longo de todo o ano, enquanto o primeiro município do Algarve a implementar uma taxa turística, Vila Real de Santo António, cobra um euro, exceto nos parques de campismo, caravanismo e áreas de serviço de autocaravanas, onde o valor é de 50 cêntimos.
O mínimo que se pode pagar de taxa nas unidades hoteleiras ou de alojamento local portuguesas, incluindo parques de campismo, parques de caravanismo e áreas de serviço de autocaravanas, é 50 cêntimos.
A contribuição também varia em número de noites a ser pagas, podendo ir de três a sete, excetuando Vila do Conde, onde vai até às 14 noites.
A lista de atuais cobradores no país inclui ainda Amarante, Braga, Coimbra, Cascais, Figueira da Foz, Loures, Mafra, Maia, Óbidos, Oeiras, Peniche, Póvoa de Varzim, Setúbal e Sintra.
Terras de Bouro, do qual faz parte a vila do Gêres, está atualmente a preparar o regulamento, e Matosinhos e Baião estão também entre os territórios onde os visitantes vão começar a pagar taxa em 2025.
As portagens são hoje abolidas na A4 – Transmontana e Túnel do Marão, A13 e A13-1 – Pinhal Interior, A22 – Algarve, A23 – Beira Interior, A24 – Interior Norte, A25 – Beiras Litoral e Alta e A28 -Minho, esta última apenas nos troços entre Esposende e Antas e entre Neiva e Darque.
As vias com portagens Sem Custo para o Utilizador (SCUT) foram introduzidas em Portugal em 1997, quando era primeiro-ministro António Guterres. Na altura, os custos eram totalmente suportados pelo Estado. Foi a partir de 2010 e depois de muita polémica que o modelo de financiamento destas vias mudou e os custos das ex-SCUT passaram a ser pagos pelos utilizadores.
A proposta que “elimina as taxas de portagem nos lanços e sublanços das autoestradas do interior e em vias onde não existam alternativas que permitam um uso com qualidade e segurança” foi apresentada pelo PS e aprovada com os votos favoráveis do Chega, BE, PCP, Livre e PAN, com a abstenção da IL e os votos contra do PSD e CDS-PP e promulgada pelo Presidente da República em julho de 2024. De acordo com os socialistas, a medida tem um impacto orçamental de 157 milhões de euros, mas a aprovação do diploma foi controversa, com o PS a ser acusado de “hipocrisia” e de “incoerência”, uma vez que, em fevereiro de 2023, o parlamento, na altura de maioria socialista, chumbou, com votos contra do PS, diplomas do PSD, Chega e PCP para reduzir ou eliminar o pagamento de portagens nas antigas SCUT.
A Cupra, marca jovem e desportiva do universo Volkswagen, continua a sua ofensiva elétrica, agora com o Tavascan, um SUV coupé que promete emoções fortes ao volante. A versão VZ, a mais potente da gama, foi a nossa companheira de teste durante uns dias, tempo suficiente para perceber que este elétrico de ‘nuestros hermanos’ é uma mistura de sensações, onde a tecnologia de ponta se mistura com alguns tropeções ergonómicos e um design que, para dizer o mínimo, não passará despercebido.
Comecemos pelo óbvio: o Tavascan VZ é um carro que chama a atenção. E muito. As linhas agressivas, a silhueta coupé, os faróis afilados, as jantes enormes de 21 polegadas e, claro, a profusão de detalhes em cobre (a cor assinatura da Cupra) conferem-lhe um visual que oscila entre o desportivo e o tuning, algo que poderá desagradar aos mais conservadores. É como se o Tavascan tivesse saído diretamente de um filme da saga Velocidade Furiosa, pronto para enfrentar Dominic Toretto numa corrida ilegal nas ruas de Tóquio. Numa nota pessoal do autor, confesso que, inicialmente, achei o design um pouco exagerado, mas, com o passar dos dias, acabei por me habituar e até apreciar a sua irreverência. É um carro que não tem medo de ser diferente, e isso é algo que merece ser valorizado num mercado cada vez mais homogéneo.
Tecnologia: misto de inovação e frustração
Entrando no habitáculo, somos recebidos por um ambiente futurista, mas nada minimalista. O painel de instrumentos digital de 5,3 polegadas é complementado por um enorme ecrã tátil central de 15 polegadas, que concentra quase todas as funções do carro. A qualidade de imagem e a fluidez do sistema de infoentretenimento são exemplares. A resposta ao toque é imediata, e a quantidade de informações e opções de personalização disponíveis é impressionante. No entanto, a interface, embora esteticamente agradável, poderia ser mais intuitiva. Alguns menus estão escondidos em submenus, e a curva de aprendizagem é um pouco íngreme.

Uma das funcionalidades que mais impressiona é o sistema de realidade aumentada. Projetadas diretamente no para-brisas, as setas que indicam o caminho a seguir são sobrepostas ao mundo real, tornando a navegação uma experiência quase de ficção científica. É uma daquelas tecnologias que, uma vez experimentada, se torna difícil de dispensar. Funciona de forma fluida e precisa, sem distrair o condutor da estrada.
Mas nem tudo são rosas no que toca à tecnologia do Tavascan. Os controlos táteis no volante, por exemplo, são um exercício de frustração. É muito fácil ativá-los acidentalmente, bastando um ligeiro toque para alterar o volume do rádio ou aceder a um menu indesejado. Uma solução tradicional, com botões físicos, teria sido muito mais eficaz e segura.
Outro ponto que me deixou com um sabor agridoce foi a integração da navegação. Contámos cinco locais diferentes onde é possível consultar as indicações do GPS: ecrã central, painel de instrumentos, uma faixa LED dinâmica que indica a direção a seguir, o sistema de realidade aumentada e, finalmente, o Head-Up Display (HUD). Parece redundante, e é. Como é habitual dos fabricantes tradicionais, há um somar de sistemas, mas falta integração. São demasiadas fontes de informação, que criam alguma confusão e até podem distrair o condutor.
São mais de duas toneladas, mas não parece
Colocando o Tavascan VZ em movimento, percebemos que este SUV tem, de facto, alma de desportivo. Os dois motores elétricos (um em cada eixo), que debitam um total de 340 cavalos de potência e mais de 600 Nm de binário combinado, conferem-lhe uma aceleração fulgurante. Os 0 aos 100 km/h são cumpridos em apenas 5,5 segundos, um valor que faria corar muitos desportivos a combustão. A direção é direta e precisa, permitindo colocar o carro exatamente onde queremos, e o chassis, aliado à tração integral, oferece uma estabilidade impressionante em curva. Os pneus de alta performance contribuem para esta sensação de ‘colagem’ ao asfalto, transmitindo uma enorme confiança ao condutor.

A suspensão adaptativa, que permite ajustar a rigidez dos amortecedores, contribui para este comportamento dinâmico exemplar. No modo mais desportivo, o Tavascan apresenta movimentos de carroçaria mínimos e uma agilidade surpreendente para um carro deste porte. No entanto, esta rigidez tem um preço, e o conforto é, naturalmente, penalizado. Em pisos irregulares, as pancadas secas são sentidas de forma bastante intensa no habitáculo, tornando as viagens longas em estradas menos perfeitas um pouco cansativas.
Um aspeto que pode deixar perplexo quem não conhece a origem (plataforma) do Tavascan é a escolha de travões de tambor no eixo traseiro. Por mais que seja tecnicamente justificado num carro elétrico, não deixa de ser estranho encontrar este tipo de travagem num carro de alta performance em pleno século XXI. A verdade é que a sensação de travagem não é a mais linear. Em algumas situações, o carro parece travar mais intensamente do que noutras, o que pode ser desconcertante. Parece-nos que a gestão entre a travagem mecânica e a regenerativa poderia ser mais apurada, suavizando a transição entre ambas.
Carrega depressa q.b.
Este é um carro de dimensões generosas por fora e por dentro. O espaço para as pernas e para a cabeça é generoso, tanto à frente como atrás. A mala, com 470 litros de capacidade, é suficiente para as necessidades de uma família, mas fica aquém de alguns concorrentes diretos.
No entanto, a funcionalidade é, por vezes, sacrificada em nome do estilo. O braço central em carbono, que divide os bancos dianteiros, é um bom exemplo disso. Embora visualmente apelativo, dificulta o acesso aos espaços de arrumação que se encontram por baixo, obrigando a contorcionismos desnecessários.

O Tavascan VZ aceita carregamentos em corrente contínua até 135 kW, um valor que, à primeira vista, pode parecer desapontante, considerando que já existem modelos no mercado que aceitam potências superiores. No entanto, mais importante que o valor máximo é a curva de carregamento e aqui o Tavascan VZ sai-se bem. Durante o nosso teste, conseguimos uma potência de carregamento média de 120 kW entre os 10% e os 80% de carga da bateria de 77 kWh úteis (28 minutos). O que permite recuperar cerca de 200 km em 15 minutos, considerando a autonomia real que medimos: 490 km. A potência só baixa dos 100 kW a partir dos 75% de carga, o que é um bom resultado.
Um carro de contrastes
O Cupra Tavascan VZ é um SUV elétrico com alma de desportivo, capaz de proporcionar emoções fortes ao volante, mas que peca em alguns aspetos práticos e ergonómicos. A tecnologia de ponta, como o sistema de realidade aumentada, é um dos seus pontos fortes, mas a interface do sistema de infoentretenimento e os controlos táteis no volante precisam de ser revistos. O design arrojado é, sem dúvida, um dos seus maiores trunfos, mas poderá afastar os clientes mais conservadores. E, claro, há a questão do preço, que posiciona o Tavascan VZ -se num segmento de mercado muito competitivo, onde a concorrência é feroz. É, por exemplo, bem mais caro que a referência, o Tesla Model Y (mesmo na versão Dual Motor).

Em suma, o Tavascan VZ é um carro que não deixa ninguém indiferente. É uma proposta audaciosa da Cupra, que certamente encontrará o seu público entre aqueles que procuram um elétrico com personalidade forte, prestações de alto nível e um design que foge à norma. No entanto, as suas imperfeições, especialmente no que toca à ergonomia e a alguns detalhes tecnológicos, impedem-no de alcançar a excelência. Se a Cupra conseguir limar estas arestas nas próximas versões, o Tavascan terá o potencial para se tornar uma referência no segmento dos SUVs elétricos desportivos. Para já, fica a promessa de um futuro elétrico emocionante, mas ainda com margem para melhorar.
Tome Nota
Cupra Tavascan VZ – Desde €66.625
Autonomia Bom
Infoentretenimento Bom
Comunicações Muito bom
Apoio à condução Bom
Características Potência e binário: 250 kW (340 cv) e 679 Nm ○ Acel. 0-100 km/h 5,5 seg. ○ Vel. Máxima 180 km/h ○ Bateria 77 kWh úteis (NCM), autonomia WLT: 521 km (medido: 490) ○ Carregamento AC até 11 kW, DC até 135 kW
Desempenho: 4,5
Características: 4
Qualidade/preço: 3
Global: 3,8
Palavras-chave:
Confundindo, talvez, as suas atuais funções com as que anteriormente desempenhava, o antigo bispo das forças armadas e de segurança, sentiu necessidade de vir a público dizer algumas coisas sobre a PSP.
Primeiro, que aquela polícia dispõe de uma escola de elevado nível de preparação, reconhecida internacionalmente pela competência científica, o ISPSI, o Instituto Superior de Ciências Policiais de Segurança Interna. Segundo, que a atuação daquela força policial no terreno é sempre devidamente planeada. Terceiro, que a sua prática no terreno comporta uma “dimensão ética muito profunda”. Quarto, que “nunca a polícia usa meios que sejam desproporcionais com os fins a que se propõe.” E, finalmente, a afirmação que constitui a cereja no topo do bolo: lamentou que nos últimos tempos, tudo aquilo que envolve as forças de segurança e, concretamente, a PSP, imediatamente se transforme em facto quase político, com leitura política.”
Espera-se que o cidadão comum que ouviu tais declarações possa então colocar algumas perguntas, como: alguém acusou a PSP de incompetência na referida operação? Ou que tal ação não terá sido devidamente planeada? Ou que os agentes não tenham agido individualmente de forma ética? Já a questão da suposta proporcionalidade é muito discutível, tendo em conta os pífios resultados obtidos.
E quanto à declaração porventura mais importante de que a atuação das forças de segurança se transforma ultimamente em factos com leitura política, contém em si mesmo um problema de fundo. Ao querer condenar de forma enviesada os que criticaram a operação do Martim Moniz, Rui Valério acabou por dar um tiro no pé. É que se a mesma tivesse sido estritamente profissional nunca teria tido uma leitura política. Mas acontece que o primeiro-ministro veio a correr dar-lhe total cobertura, depois de há dias ter aparecido em horário nobre nas televisões, com os chefes das forças de segurança atrás de si, a sugerir que o governo as comanda. Segundo Leitão Amaro, “Esta operação, chamada por alguns de megaoperação policial no Martim Moniz, é apenas uma. Temos várias calendarizadas e demos instruções às forças de segurança para continuarem a fazer este trabalho no terreno.”
Montenegro resolveu trabalhar para as perceções mas apenas em matéria de segurança. Se há perceção de insegurança – apesar de sermos um dos países mais seguros do mundo – então há que mostrar as armas e proceder a operações policiais musculadas mostrando-as nas televisões. Pois é, mas também há perceção de pobreza e não se vê uma atuação tão dinâmica e musculada para lhe fazer frente. E há perceção de que o SNS está um caos, mas nunca como este fim de ano houve tantas urgências fechadas e o INEM na crise que se conhece.
O Presidente da República resguardou-se a opinar sobre o caso Rua do Benformoso, há uma queixa na Provedoria de Justiça, a IGAI abriu um processo administrativo, sectores importantes da sociedade civil manifestaram a sua indignação pela adoção pelo governo do mantra da extrema-direita, que associa de modo falso e abusivo migrantes com criminalidade, e é neste contexto que o patriarca de Lisboa resolveu intervir tomando partido, ao saltar assim para a arena política em que se degladiam direita e esquerda, governo e oposição.
Mas Rui Valério defendeu ainda: “Não podemos aceitar que a religião, em algum caso, em alguma circunstância, seja um meio para alcançar, enfim, desígnios ou metas menos nobres para a sociedade.” Pois bem. Depois das declarações anteriores, ficaria bem ao chefe da igreja católica da diocese de Lisboa que se procurasse encontrar rapidamente com líderes religiosos islâmicos, religião a que está ligada a maioria da população hindustânica do Martim Moniz. Esse sinal seria visto como um bom contributo para combater o aumento de 38% dos crimes de ódio em Portugal registado em 2023, em comparação com o ano anterior, de acordo com os números da PSP e GNR.
Neste Dia Mundial da Paz lembremos George Bernard Shaw: “A paz é não só melhor do que a guerra, mas infinitamente mais árdua.” Ou seja, para fazer a guerra basta abrir a boca sem cuidado, já construir a paz dá muito trabalho.
Não se pode ir com uma rosa branca para oferecer à polícia e no mesmo dia usar as palavras como pedras lançadas contra as comunidades migrantes, como fez o inenarrável Ventura. Da mesma forma não convém a um líder religioso a quem se exige neutralidade político-partidária, vir apoiar uma parte do especto político contra o outro. Já para não falar no apoio precipitado oferecido a um proto-candidato presidencial que lhe deu uma medalhinha.
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Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.
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Para já, vamos ao top 10:
10º
As erupções vulcânias que ocorreram este ano na península de Reykjanes, na Islândia.
9º
Os enormes incêndios florestais, que queimaram quase meio milhão de hectares na Califórnia, EUA.
8º
A avalanche maciça que ocorreu em fevereiro em Sonamarg, Índia.
7º
Os grandes nevões que caíram em Sestriere (Turim), Itália
6º
As zonas desérticas de Marrocos, onde se formaram lagos temporários no passado outono devido a um extraordinário temporal de chuva.
5º
As tempestades do final de maio em Asir, Arábia Saudita, que deixaram inúmeros relâmpagos nuvem-solo.
4º
O “mar congelado” na Argentina – a baía de San Sebastián (Terra do Fogo), durante uma vaga de frio muito adversa.
3º
A brutal tempestade de granizo que assolou Guangdong e Guangxi, na China, no final de abril.
2º
O furacão “zombie” John, que causou estragos em Acapulco, México, e várias mortes.
1º
A gota fria que atormentou Espanha no final de outubro. Além das inundações históricas e catastróficas, em magnitude e intensidade, morreram quase 230 pessoas, a maioria das quais na província de Valência, e foram registados quase 800 mm em apenas 24 horas.
Há de tudo um pouco nesta lista, desde notícias dadas em primeira mão, a movimentações no mercado dos carros elétricos, aos nossos afamados testes de grupo que colocam frente a frente os melhores gadgets das suas categorias, passando pelas tendências mais recentes do setor tecnológico (no País e no mundo).
Veja (ou reveja) na galeria em cima os temas que captaram a atenção dos nossos leitores em 2024 e continue página abaixo se quiser ficar a saber mais sobre cada um deles (sem uma ordem específica de sucesso).
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Palavras-chave:
Que grande airfryer! Foi o que exclamámos, mal retirámos esta máquina da caixa. De facto, os 7,2 litros de capacidade fazem toda a diferença para quem procura uma aifryer com um perfil mais familiar. Nesta máquina é fácil, por exemplo, assar um frango inteiro ou cozer um bolo de dimensões generosas. Outra vantagem do muito espaço é a maior facilidade em fazer circular o ar entre os alimentos. O que ajuda a acelerar o processo e a obter resultados mais uniformes. Um exemplo? Fritar batas nesta máquina resultou em batas estaladiças… todas, não apenas algumas. Fizemos um teste em simultâneo com outra airfryer (Xiaomi) com a mesma temperatura (200ºC), mas de capacidade inferior (4,5 litros), e a vantagem foi muito evidente. Estes resultados favoráveis ao modelo da Philips também serão consequência do sistema RapidAir, que cria um género de tornado de ar quente. Um efeito que é conseguido não só pela capacidade da ventoinha, mas, sobretudo, pelo design da base, que cria o remoinho de ar. Até se ouve alguns alimentos a movimentarem-se dentro da máquina.

Controlo à distância
No painel frontal, além dos comandos habituais, para controlar a temperatura e o tempo, há seis botões de atalho para programas predefinidos: snacks à base de batata congelada, batatas fritas frescas, pernas de frango, peixe, muffins/bolos, costeletas, legumes e manter quente. Uma lista de programas que dá pistas sobre a polivalência deste aparelho, que é capaz de fazer muito mais do que fritar ou assar. Também grelha, coze, desidrata, torra, descongela, fermenta… Naturalmente, é possível adaptar os programas indicados. O que é facilitado pela app de acesso remoto, o HomeID, que ainda é rico em receitas e em dicas práticas – gostámos, particularmente, das instruções para limpar a airfryer.

Grande demais para algumas casas
Uma das maiores vantagens desta máquina, a capacidade, também acaba por ser a maior desvantagem. Este é um aparelho grande, que ocupa um generoso espaço na bancada da cozinha, e que deve ser instalada numa área livre para garantir boa circulação de ar. Não é, portanto, fácil de arrumar. E não é o modelo adequado para quem quer cozinhar apenas para uma ou duas pessoas. Mas, mesmo considerando esta limitação, esta é nossa nova airfryer favorita. Nunca antes conseguimos resultados tão bons e tão rápidos num aparelho deste tipo, desde as já referidas batatas fritas estaladiças, passando por peixe bem grelhado, batatas assadas no ponto, frango com pele estaladiça e húmido por dentro… Nem faltaram as fatias douradas (rabanadas), até porque o teste decorreu durante o período do Natal. Para alguns utilizadores, esta airfryer até pode substituir o forno tradicional.

Tome Nota
Airfryer Série 5000 XXL Connected – €199
Potência Muito bom
Capacidade Muito bom
Construção Muito bom
Conectividade Bom
Características Capacidade: 7,2 litros (1,4 kg) ○ 16 funções (fritar, cozer, grelhar, assar, desidratar, torrar, descongelar, reaquecer, fermentar…) ○ Potência: 2000 watts ○ Temperatura máxima: 200ºC ○ Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth ○ 410x300x330 mm, 6,25 kG
Desempenho: 5
Características: 4,5
Qualidade/preço: 4
Global: 4,5







