António Costa falava na residência oficial, em São Bento, numa conferência de imprensa de balanço dos seus oito anos de mandato enquanto primeiro-ministro e de apresentação das pastas de transição que deixará ao próximo Governo.

Questionado sobre o facto de ter sido hoje anunciado que a TAP alcançou no ano passado o maior resultado líquido de sempre, com um lucro de 177,3 milhões de euros, o primeiro-ministro disse ficar “muito satisfeito” que a companhia aérea tenha lucros.

“Espero que seja uma boa notícia para todos e que ninguém ache um excesso a TAP ter lucros”, ironizou, numa alusão a declarações do presidente do PS, Carlos César, que disse esperar que o excedente orçamental de 1,2% em 2023 não tenha sido um excesso.

Interrogado se concorda com o presidente da TAP, Luís Rodrigues, que considerou que a sua privatização é “muito importante”, mas que o futuro Governo poderá precisar de tempo, António Costa considerou “muito positivo que a privatização se faça sem ser sob pressão”.

TA // SF

A informação foi avançada à Lusa por fontes parlamentares e confirmada pelo presidente da Assembleia da República em exercício, António Filipe, em declarações aos jornalistas.

 

FM // ACL

Lusa/FIm

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A resolução de outros países também acabou por ser tomada por Portugal: a recolha de dados biométricos realizada nas bancas da Worldcoin encontra-se suspensa por ordem da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) desde esta terça-feira. Contudo, a atividade da empresa criada pelo norte-americano Sam Altman não está travada para sempre, mas apenas pelo período de 90 dias.

A justificação para a suspensão

Em comunicado, a CNPD explica que a Worldcoin Foundation foi imediatamente informada da suspensão temporária, que decorre até que seja concluída a averiguação sobre o direito à proteção de dados pessoais, especialmente de menores, e emitida a decisão final sobre a matéria.

Esta decisão provisória e urgente é tomada na sequência das muitas queixas recebidas pela CNPD durante as últimas semanas. Entre as participações recebidas há alegados casos de recolha de dados biométricos de menores de idade sem autorização dos seus representantes legais, assim como reclamações da falta de informação prestada a quem fornece os dados nas bancas sobre o que é feito com os dados, se os podem apagar ou revogar o consentimento.

É o travar, ainda que temporário, da atividade de uma empresa que já recolheu dados biométricos a mais de 300 mil cidadãos nacionais. Pessoas que foram aliciadas a fornecer imagens da sua íris  – zona do olho que rodeia a pupila e se distingue pela cor – em troca de worldcoins. Esta “venda” foi o que motivou uma verdadeira corrida às bancas da empresa, com muitos a aceitarem ceder este dado biométrico na expectativa de receber as criptomoedas criadas por Sam Altman em julho do ano passado. É natural que o nome do empresário possa parecer-lhe familiar, uma vez que se trata do fundador do ChatGPT, a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) mais utilizada no mundo.

Dinheiro que alicia

Diz o ditado popular que “quando a esmola é muita, o pobre desconfia”, e parece ter sido isso a acontecer neste caso. Em bancas situadas em grandes superfícies comerciais ou em estações movimentadas, as pessoas eram aliciadas a deixar o dispositivo “Orb” captar imagens das suas íris, prometendo usar estas fotos para criar uma das maiores bases de dados biométricos de sempre sem colocar em causa a privacidade do dador.

Cada pessoa que aceite fornecer este dado biométrico recebe em troca 10 worldcoins, arrecadando mais seis moedas só por descarregar a aplicação e ainda moedas adicionais caso convide outras pessoas a inscrever-se. Esta criptomoeda foi aliciante, com cada moeda a valer cerca de 6.45 euros, o que permitia que o dador de dados biométricos pudesse chegar facilmente aos 112 euros, com o dinheiro a poder ser transferido da aplicação para outra conta bancária ao fim de 24 horas. Atualmente, o valor da worldcoin está a -27.02% do seu máximo histórico.

O verdadeiro valor das imagens da íris

Os dados biométricos da íris permitem provar no meio digital que estamos perante uma pessoa e não um robô que se está a fazer passar por um humano, algo cada vez mais relevante numa era em que a IA vive um desenvolvimento acelerado. A Tools for Humanity alegava efetuar esta recolha por motivos de segurança e para evitar fraudes online. Após a fotografia da íris, cria-se um “bilhete de identidade digital” chamado World ID que prova que aquela pessoa é real e única. Após esse processo, a empresa compromete-se a apagar as fotografias e dados biométricos recolhidos e nega a possibilidade de venda a outras entidades.

Apesar das garantias dadas pela empresa, continua a haver dúvidas sobre o tratamento dado aos dados biométricos que foram “vendidos”. Nas redes sociais, começaram a surgir teorias e hipóteses, com muitos a suspeitarem que esta entrega de informação pessoal pode tornar-se prejudicial no futuro, com os dados a serem usados de forma indevida ou em ações que podem trazer danos ou limitações ao indivíduo.

A Worldcoin Foundation garante que os operadores dos stands estão informados para a necessidade de confirmarem a idade dos voluntários, além de que todas as pessoas têm de assinar um formulário de consentimento no qual garantem terem mais de 18 anos. Ainda assim, muitos denunciam a abordagem feita diretamente aos mais novos que passam pelos stands, aliciando-os com criptomoedas e sem que seja dado o tempo necessário de ponderação, uma vez que a recolha dos dados é feita logo de seguida no local.

“A grande afluência de pessoas, incluindo de menores, para aderir ao projeto Worldcoin e receber ‘tokens’ (criptomoeda) levou à necessidade de marcação prévia do processo de registo e recolha dos dados biométricos”, destaca a CNPD no comunicado em que anuncia a suspensão da atividade da empresa, sublinhado que não há “qualquer mecanismo de verificação de idade dos aderentes”.

Portugal segue o que já foi feito noutros países

A suspensão temporária da atividade da empresa em Portugal segue o que está a ser feito noutros países. Em março, França, Alemanha, Índia, Brasil e Quénia levantavam suspeitas sobre a empresa e suspendiam a atividade nos seus territórios.  A Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) ordenou no início do mês a suspensão da atividade da empresa depois de, no dia 20 de fevereiro, ter anunciado a abertura de uma investigação à atividade da empresa na sequência de quatro queixas que tinha recebido. Na altura, a Worldcoin acusou a AEPD, de “contornar a lei” da União Europeia e divulgar “afirmações imprecisas e equivocadas” sobre a sua tecnologia.

Resta saber que futuro terá a Worldcoin e, mais importante, se os dados biométricos cedidos serão realmente protegidos ou usados indevidamente sem autorização de quem os cedeu.

Todos nós, independentemente do género, temos um conjunto de caraterísticas específicas que fazem com que algumas cores se harmonizem connosco melhor do que outras. Mas o mais importante a reter é: Não há certo ou errado! Não existem cores obrigatórias ou proibidas, mas sim tonalidades que se vão harmonizar melhor com a nossa beleza natural, com base nessas caraterísticas.

E quais são essas caraterísticas?
Todos temos um TIP, ou seja, caraterísticas de temperatura, intensidade e profundidade. Analisando a pele do nosso rosto, o nosso contraste pessoal (a diferença entre a pele e o cabelo/olhos/sobrancelhas), podemos determinar se a nossa temperatura é quente ou fria, se a nossa intensidade é brilhante ou suave e se a nossa profundidade é clara ou escura.

E depois do TIP, o que se segue?
Com base no resultado das suas caraterísticas (o nosso TIP), sabemos qual é a estação cromática ideal para si, ou seja, qual a cartela de cores que vai repetir essas caraterísticas, valorizando a sua beleza natural. Lembrando: harmonia é repetição. As cores que repetem a sua temperatura, intensidade e profundidade são as que mais harmonizam consigo, logo, as que mais a favorecem.

O que são as estações cromáticas?
De certa forma, são o resultado final dessa harmonia. Depois de sabermos o seu TIP, associamos uma de 12 estações cromáticas, pela repetição das caraterísticas dessa estação. Existem 3 cartelas de inverno (escuro, frio e brilhante), 3 cartelas de primavera (brilhante, quente e clara), 3 cartelas de verão (claro, frio e suave) e 3 cartelas de outono (suave, quente e escuro). A sua estação será aquela que tem as mesmas caraterísticas da sua pele.

Como posso saber tudo isto?
Só é possível descobrir a sua paleta de cores através de um teste de Coloração Pessoal, individual e personalizado, onde são testados tecidos com cada uma das caraterísticas mencionadas, junto ao seu rosto. Este método é comparativo e tem por base a Lei do Contrate simultâneo, que, de forma simplificada, prova que o nosso rosto vai reajir de forma diferente consoante as cores que o rodearem.

E não é algo muito castrador?
Pelo contrário! Saber a nossa paleta de cores ideal abre-nos uma infinidade de possibilidades, ajuda-nos a entender quais os tons de cabelo, maquilhagem, roupa e acessórios ideais para nós. Mas, mais uma vez, não há certo nem errado. Saber sobre Coloração Pessoal é uma ferramente útil para usarmos as cores de forma estratégica e intencional, para atingirmos os nossos objetivos de imagem com maior facilidade.

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Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

O Chega candidatou o deputado Rui Paulo Sousa para presidente da Assembleia da República, naquela que será a quarta tentativa para eleger a segunda figura do Estado.

Os deputados voltam a reunir-se, nesta quarta-feira, a partir das 15h00, depois do adiamento da votação que chegou a estar marcada para o meio-dia. Ontem, José Pedro Aguiar-Branco foi a votos com a eleição aparentemente garantida, mas tal não se confirmou. Numa primeira votação, o deputado eleito por Viana do Castelo recebeu apenas 89 votos a favor, enquanto 134 parlamentares votaram em branco. Sete votos foram considerados nulos.

O resultado foi uma grande surpresa, pois, ainda na segunda-feira, André Ventura tinha anunciado um entendimento entre PSD, Chega e IL para eleger Aguiar-Branco (o que daria, pelo menos, 138 votos). André Ventura justificaria a posição com o facto de elementos da Aliança Democrática (mencionou Nuno Melo do CDS) terem, alegadamente, afirmado, durante o dia, “não existir nenhum acordo” entre as forças partidárias da direita.

Perante este impasse, os líderes das várias bancadas parlamentares (e a deputada única Inês Sousa Real) decidiram por uma nova votação, que, desta vez, contou com as candidaturas de Aguiar-Branco, Francisco Assis e Maria Manuela Tender, parlamentar do Chega. Assis (com 90 votos) e Aguiar-Branco (88 ) foram apurados para a segunda volta. Maria Manuel Tender ficou pelo caminho, com apenas 49. Eram 23h10, quando os resultados da terceira e última votação do dia foram anunciados pelo deputado do PCP, António Filipe, que presidiu à sessão. Os números confirmaram que nenhum dos candidatos conseguiu chegar aos 116 votos necessários para a eleição: Francisco Assis (nome indicado pelo PS) 90 votos e José Pedro Aguiar-Branco (PSD) teve 88. Houve ainda 52 votos brancos.

A (longa) novela em que se tornou este primeiro dia do novo Parlamento é inédita. O “braço-de-ferro” pode também colocar em causa a eleição dos “vices” da Assembleia da República, nomeadamente do deputado do Chega, Diogo de Pacheco de Amorim.

A situação faz recuar ao caso de Fernando Nobre, que, em 2011, viu o seu nome – que tinha sido escolhido pelo PSD de Pedro Passos Coelho – ser chumbado para o cargo, por duas ocasiões. Em alternativa, seria eleita Assunção Esteves como presidente da Assembleia da República. Fernando Nobre acabaria, duas semanas depois, por abdicar do lugar de deputado.

Palavras-chave:

De acordo com as estatísticas do emprego anuais, publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), daquele mesmo total de trabalhadores, 12,3% indicaram que são os clientes quem estabelece o seu horário de trabalho, mais 0,3 pontos percentuais do que em 2022.

No conjunto dos dois tipos de dependência, foram identificados 1,9% (13.500) de trabalhadores por conta própria simultaneamente em dependência económica e organizacional, o que representa uma diminuição de 0,5 pontos percentuais face a 2022.

MPE // JNM