Segundo a página do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, em ‘OT 2,25%’ que vencem em 18 de abril de 2034 (cerca de 10 anos) foram colocados 641 milhões de euros à taxa de juro de 2,937% e a procura atingiu 803 milhões de euros, 1,25 vezes o montante colocado.

Em ‘OT 3,5%’ com vencimento em 18 de junho de 2038 (cerca de 14 anos), o IGCP colocou 353 milhões de euros à taxa de juro de 3,227% e a procura cifrou-se em 496 milhões de euros, 1,41 vezes o montante colocado.

Nas OT com prazo mais longo, ‘OT 4,1%’ com vencimento em 15 de fevereiro de 2045 (21 anos), foram colocados 529 milhões de euros à taxa de juro de 3,433%, tendo a procura atingido 667 milhões de euros, 1,26 vezes o montante colocado.

O IGCP tinha anunciado para hoje um conjunto de três leilões de OT com vencimentos em 18 de abril de 2034 (cerca de 10 anos), em 18 de junho de 2038 (14 anos) e 15 de fevereiro de 2045 (21 anos), com um montante indicativo entre 1.250 e 1.500 milhões de euros

Este conjunto de três leilões de OT foi o quarto deste ano.

Nos anteriores leilões de OT, em 13 de março, o IGCP colocou 1.001 milhões de euros, abaixo do montante máximo indicativo, em OT com maturidades de cerca de sete e 18 anos, respetivamente às taxas de juro de 2,645% e 3,262%.

Em ‘OT 0,3%’ que vencem em 17 de outubro de 2031 (cerca de sete anos) foram colocados 485 milhões de euros à taxa de juro de 2,645% e a procura atingiu 745 milhões de euros, 1,54 vezes o montante colocado.

Em ‘OT 1,15%’ com vencimento em 11 de abril de 2042 (cerca de 18 anos), o IGCP colocou 516 milhões de euros à taxa de juro de 3,262% e a procura cifrou-se em 795 milhões de euros, 1,54 vezes o montante colocado.

MC // CSJ

Palavras-chave:

Os sistemas de defesa antiaérea da Ucrânia, em grande parte herdados da era soviética, sofreram melhorias devido à contribuição dos países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, desde o início da invasão russa no território ucraniano, em fevereiro de 2022, referiu a agência de notícias AFP.

Washington forneceu à Ucrânia sistemas avançados de defesa aérea, como o sistema ‘Patriot’ e uma geração mais antiga do sistema ‘Hawk’.

A Ucrânia tem pedido há meses aos seus aliados ocidentais mais munições e sistemas de defesa aérea.

“A Ucrânia precisa urgentemente de aumentar as suas capacidades de defesa contra ataques de mísseis russos e dos ataques aéreos das forças russas”, disse num comunicado na terça-feira a Agência de Cooperação e Segurança da Defesa dos EUA, uma agência federal responsável em particular pelas vendas militares aos Estados estrangeiros.

“A conservação e manutenção do sistema de mísseis ‘Hawk’ aumentará a capacidade da Ucrânia de defender o seu povo e proteger a sua infraestrutura nacional crítica”, acrescentou a agência norte-americana, garantindo que a venda “não alterará o equilíbrio militar fundamental na região”.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou no domingo que o seu país perderia a guerra se a esperada ajuda de 60 mil milhões de dólares (55,3 mil milhões de euros) permanecesse bloqueada no Congresso dos Estados Unidos, à medida que a Rússia aumenta a pressão sobre a Ucrânia.

Este programa norte-americano de assistência militar e económica a Kiev está bloqueado no Congresso desde o ano passado devido a divisões entre os partidos Democrata e Republicano, além da realização das eleições presidenciais em novembro.

Enquanto aguardam uma decisão, os soldados ucranianos são forçados a poupar munições e enfrentam um confiante exército russo, que repeliu uma grande contraofensiva do exército de Kiev no verão de 2023.

O exército russo, mais numeroso e mais bem abastecido com munições, está gradualmente a avançar na frente oriental e tem atacado regularmente a infraestrutura energética da Ucrânia nas últimas semanas.

Os russos também intensificaram recentemente a sua pressão em torno de Chassiv Yar, uma localidade chave na região do Donbass.

CSR // APN

Portugal vai ter de recuperar pagamentos feitos no âmbito dos fundos europeus para a agricultura, no valor de mais de 117 milhões de euros, considerou hoje o Tribunal Geral da União Europeia (UE).

No acórdão é rejeitado um recurso, apresentado por Portugal, contra a decisão da Comissão Europeia de excluir um montante de 117.066.097,40 euros relativo a despesas declaradas no âmbito das ajudas “superfície”, nos exercícios financeiros de 2016, 2017, 2018 e 2019.

A decisão de Bruxelas data de 08 de junho de 2022 e exclui o montante em causa do financiamento da UE no âmbito do Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) e do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (Feader)

O tribunal Geral concluiu, segundo um comunicado de imprensa, que Portugal “não demonstrou que os cálculos dos montantes a excluir do financiamento da União que tinha proposto eram conformes com a legislação da União aplicável”, considerando que o executivo comunitário “procedeu corretamente ao aplicar uma correção”.

No âmbito de um inquérito iniciado no decurso do outono de 2015, a Comissão constatou que o sistema de identificação das parcelas agrícolas de Portugal se caracterizava por algumas deficiências.

Numa segunda avaliação, no outono de 2018, Bruxelas verificou que as referidas deficiências continuavam a existir, tendo decidido abrir um terceiro inquérito, tendo uma auditoria concluído que havia deficiências em controlos chave.

IG // CSJ

O Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) inaugura na próxima segunda-feira uma exposição de fotografia sobre a Revolução dos Cravos, que pretende ser “um retrato do país”, no dia 25 de Abril e seguintes, disse Patrícia Ferreira, da instituição.

Em declarações à agência Lusa, a responsável explicou que a exposição, intitulada “Dias de Abril: Um Caminho, Múltiplas Vozes”, resulta do trabalho em rede da Torre do Tombo com os arquivos distritais, tendo para esta exposição contribuído outros arquivos públicos e coleções privadas.

“A exposição é um retrato do país, a partir de um levantamento realizado por todo o país, através dos arquivos distritais, de fotografias do dia ou dias seguintes ao 25 de Abril de 1974, de todo o território nacional, para, assim, dar uma visão alargada do que foi o 25 de Abril”, disse.

“Dias de Abril: Um Caminho, Múltiplas Vozes” procura “apresentar um testemunho dos dias de Abril de 1974, em que a madrugada de 25 de Abril mudou para sempre o caminho político e social que Portugal tinha percorrido nos últimos 48 anos.”

Além de fotografia, a exposição inclui outra documentação, nomeadamente um conjunto de provas fotográficas pertencentes ao Arquivo Fotográfico do antigo SNI — Secretariado Nacional de Informação, que “testemunham o movimento militar nas ruas de Lisboa”.

“Apresentam-se também alguns cartazes, imprensa vária da época, nomeadamente as cinco tiragens do Jornal O Século, do dia 25 de Abril de 1974, e uma seleção de documentos do Arquivo [do tenente-coronel] Ernesto Melo Antunes [1933-1999, um dos nomes-chave do Movimento das Forças Armadas], onde se pode observar a sua perspetiva pessoal dos eventos e das reuniões tidas nos dias seguintes à Revolução”.

“Esta exposição encontra-se distribuída por três salas do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, [na cidade universitária] em Lisboa, apresentando a primeira uma perspetiva dos antecedentes próximos do processo revolucionário, uma segunda sala, que expõe o processo revolucionário do Movimento das Caldas [tentativa de golpe de Estado frustrada, ocorrida em 16 de março de 1974] à madrugada do 25 de Abril, e a terceira sala onde é possível observar o reflexo desses dias de Abril a nível nacional.”

A exposição é inauguirada na próxima segunda-feira, as 16:00, e vai estar patente até 28 de junho.

O evento de inauguração tem lugar no dia 15 de abril, pelas 16:00, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Este ano assinalam-se os 50 anos da Revolução de Abril, movimento liderado por militares que colocou fim a um regime autocrático que vigorava desde 1926, agravado pela Constituição de 1933 que impôs a ditadura do Estado Novo, com o seu partido único e a restrição das liberdades cívicas.

O Movimento das Forças Armadas tinha como prioritária a “política dos três D” – Democratizar, Descolonizar, Desenvolver -, que levou à Constituição da República, aprovada pela Assembleia Constituinte em 1976, depois de realizadas as primeiras eleições democráticas em cerca de 50 anos, as primeiras no país de voto universal.

NL // MAG

Em comunicado, a GNR esclareceu que os suspeitos, com idades entre os 21 e 66 anos, foram detidos por tráfico de estupefacientes na terça-feira, nos distritos de Aveiro, Porto e Braga.

No âmbito de uma operação policial denominada “Tarântula”, relacionada com o crime de tráfico de estupefacientes, foi dado cumprimento a 21 mandados de detenção, 38 mandados de busca domiciliária e sete de buscas em viaturas, refere a mesma nota.

A operação, realizada na sequência de uma investigação que decorria há cerca de um ano e meio, incluiu a realização de várias ações policiais nos concelhos de Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, Vila Nova de Gaia e Porto, no distrito do Porto, e Esposende, no distrito de Braga.

No total, segundo a Guarda, foram detidos 18 homens e três mulheres com mandados fora flagrante delito e oito homens e uma mulher em flagrante delito.

Durante a ação foram apreendidas 57.255 doses haxixe, 1.130 doses de liamba, 690 doses de cocaína, 2.650 doses de MDMA (ecstasy), 25 selos LSD, além de diverso material de corte e embalamento.

As autoridades apreenderam ainda 16 veículos automóveis, três motociclos e 158.920 euros em dinheiro.

Com esta ação, a GNR acredita ter desarticulado uma rede criminosa, organizada, dedicada ao trafico de estupefacientes na região norte do distrito de Aveiro, Vila Nova de Gaia e Porto.

A operação envolveu a participação de 168 militares da GNR, contando ainda com o apoio e colaboração de 140 elementos da PSP.

Os detidos serão presentes hoje no Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, para a aplicação de medidas de coação.

 

JDN // JAP

“Um Mundial pelo Clima” é o nome da iniciativa, que será hoje apresentada em Lisboa e em Barcelona, tendo em conta que, em 2030, Portugal, Espanha e Marrocos serão os anfitriões da competição.

Uma das propostas é a criação de “bilhetes verdes”, um passe para os jogos, com transporte ferroviário incluído e outros transportes públicos para as deslocações dentro das cidades, a um preço inferior ao do “bilhete castanho”, por opsição, sem transporte incluído, disse à agência Lusa Acácio Pires, dirigente da associação Zero, que integra a Aliança Ibérica.

A travessia para Marrocos seria feita por via marítima, evitando-se sempre o transporte em avião, acrescentou.

“Para já, como parte da Aliança, faremos as diligências necessárias junto das federações em Portugal e em Espanha, mas é também necessário o envolvimento dos governos”, defendeu Acácio Pires.

Os próximos mundiais, sustentou, devem atingir objetivos concretos para a neutralidade carbónica: “É necessário que contem menos com as compensações de emissões e mais com reduções efetivas”.

Uma forma de alcançar os objetivos climáticos é reduzir emissões no setor dos transportes, sublinhou. A intervenção na forma como as pessoas se deslocam para as cidades é considerada fundamental.

“Além das federações nacionais e dos bilhetes verdes, procuramos chamar a atenção da FIFA (Federação Internacional de Futebol) para agir de forma responsável”, acrescentou.

A Aliança espera que o novo Governo avance com os investimentos já previstos na ferrovia e que lance a nova ligação Lisboa-Madrid, em alta velocidade, reclamada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

Os três países, sublinham os subscritores da proposta, possuem “uma extensa rede ferroviária”, que permite que a maioria das deslocações entre os estádios e os países vizinhos seja feita esta via, com as mais baixas emissões por passageiro e por quilómetro.

“O problema das alterações climáticas e dos seus graves efeitos nestes três países torna absolutamente necessário que o Campeonato do Mundo de 2030 seja organizado com uma forte redução da emissão de gases com efeito estufa nas deslocações das equipas nacionais de futebol e dos seus adeptos”, lê-se num comunicado divulgado pela plataforma, que reúne 21 organizações sociais, sindicais, económicas e ambientais de Espanha e de Portugal, com o objetivo de melhorar os serviços ferroviários na península.

A Aliança pede aos governos que se coordenem para assegurarem a ligação direta entre as cidade-sede, por via ferroviária.

Em 2030, com os investimentos previstos nos planos de infraestruturas de Portugal e de Espanha, das 12 cidades mais importantes da Península Ibérica apenas quatro ficarão a mais de seis horas e meia, considerado “o tempo máximo para que uma viagem diurna de comboio seja competitiva com o avião”, e apenas uma delas a mais de oito horas, segundo as estimativas apresentadas. “Para reduzir ainda mais estes tempos de viagem, é crucial acelerar os investimentos na rede de alta velocidade prometidos desde 2003 pelos governos de Durão Barroso e José Maria Aznar”, sublinhou a Zero, em comunicado.

AH // ZO

No dia 1 de abril, a ADSE começou a aplicar uma nova Tabela de Preços e Regras do Regime Convencionados sem alertar previamente para as alterações efetuadas. Os mais de 1 milhão e 300 mil beneficiários começaram a perceber as mudanças quando se deslocaram a serviços de cuidados de saúde privados e depararam-se com o pagamento de valores mais altos do que aqueles que esperavam, alerta a Associação 30 de Julho – associação nacional de Beneficiários da ADSE.

Em comunicado, a Associação 30 de Julho diz ter tomado conhecimento das alterações após queixa de associados e beneficiários. “Consultado o sítio de internet da ADSE esta Associação constatou que, efetivamente, dele consta a ‘Tabela de Preços e Regras de Regime Convencionado – 1 de abril de 2024’, sem que tenha sido prestada qualquer informação, anúncio, notícia, aviso ou alerta”

As novas tabelas apresentam uma alteração de preços para o regime convencionado, ou seja, os valores que a própria ADSE paga aos serviços de saúde privados. Desde o dia 1 de abril que está em vigor uma tabela única para os prestadores de cuidados, uma mudança feita com o objetivo de uniformizar preços de IPSS e instituições do setor privado – antes estes valores eram diferentes – para que não haja discriminação com o setor social.

A Associação 30 de Julho “considera incompreensível, inaceitável e censurável a ”alteração sem aviso prévio aos beneficiários da ADSE, garantindo que a mesma atitude não aconteceu com “os beneficiários do Instituto de Ação Social das Forças Armadas”, que  “tiveram conhecimento prévio destas alterações, tendo o IASFA comunicado aos seus beneficiários, em 26/03/2024, a referida Tabela e respetivas alterações”.

Em 2023 também se registou um aumento dos preços das tabelas da ADSE sem que tivesse existido um aviso prévio, o que na altura foi justificado com o aumento da inflação em 2022.

Palavras-chave:

Às 08:35 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam, para 3,033%, contra 3,030% na terça-feira.

Os juros a cinco anos caíam, para 2,621%, contra 2,627%.

Em sentido contrário, os juros a dois anos subiam, para 2,782%, contra 2,778%.

Os juros de Espanha subiam em todos os prazos e os de Itália avançavam a dois e a cinco anos e mantinham-se a cinco anos.

Os juros da Irlanda avançavam a dois e a cinco anos e mantinham-se a 10 anos, enquanto os da Grécia desciam a dois e a 10 anos e mantinham-se a dois anos.

Os juros da obrigação alemã a 10 anos, considerada a mais segura da Europa, recuavam, para 2,367%, contra 2,370% na terça-feira.

Juros da dívida soberana em Portugal, Grécia, Irlanda, Itália e Espanha às 08:35:

2 anos… 5 anos…10 anos

Portugal

10/04…….2,782…2,621…..3,033

09/04…….2,778…2,627…..3,030

Grécia

10/04…….2,725…2,902…..3,387

09/04…….2,728…2,902…..3,388

Irlanda

10/04…….2,843….2,601…..2,797

09/04…….2,828….2,596…..2,797

Itália

10/04…….3,427…3,283….3,753

09/04…….3,425…3,283….3,748

Espanha

10/04…….3,041…2,867…..3,187

09/04…….3,040…2,864…..3,181

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

MC // SB

A Rakuten Kobo anunciou os seus primeiros eReaders E Ink a cores, os Kobo Libra Colour e Kobo Clara Colour. Estes modelos trazem um ecrã E Ink Kaleido 3 a cores, capacidade para armazenar milhares de livros, uma bateria de longa duração e uma ligação 24/7 à livraria Kobo.com, bem como integração com o OverDrive para requisitar livros de bibiliotecas. Conte ainda com Bluetooth, para poder ouvir os Kobo Audiobooks de forma mais simples.

Michael Tamblyn, diretor executivo da empresa, afirma em comunicado que “para a Kobo, a cor é uma forma de aprofundar e enriquecer a experiência de leitura, mantendo a legibilidade à luz do dia e a longevidade da bateria que os ecrãs E-Ink oferecem de forma exímia”.

O Kobo Libra Colour é o eReader mais acessível da marca a suportar o estilete Kobo Stylus 2 (vendido em separado) e que ajuda os leitores a manter um diário atualizado, tirar notas ou simplesmente fazer decorações. Este modelo tem um ecrã de sete polegadas, suporta Google Drive e Dropbox, tem 32 GB de espaço, suficiente para 24 mil e-books ou 150 audiolivros e uma bateria que pode durar até 40 dias.

Na linha de ecrãs de seis polegadas, surgem os Clara, em vertente Colour e BW (preto e branco). Estes aparelhos têm 16 GB de armazenamento e uma bateria igualmente capaz de durar vários dias.

Para quem pretende manter a experiência de leitura a preto e branco, há um novo Clara BW, uma versão atualizada, com ecrã de seis polegadas, processador melhorado, ecrã E Ink Carta 1300 e mais armazenamento.

Os dois novos equipamentos a cores trazem melhor reparabilidade, como a substituição mais fácil da bateria, além da utilização de plásticos reciclados com origem nos diversos oceanos. As capas surgem com novas cores e foram produzidas com materiais totalmente reciclados também. Todos os três modelos são reparáveis e a Kobo está a estabelecer uma parceria com a iFixIt para lançar esta nova capacidade para os utilizadores a nível global. O comunicado de imprensa destaca ainda o compromisso contínuo com práticas mais conscientes em termos ecológicos, realçando que CD e DVD foram desviados de aterros sanitários e garrafas de plástico dos oceanos, com as embalagens a serem feitas de papel 100% reciclado certificado pela FSC e impressas com tinta de soja.

Os Kobo Libra Colour estão disponíveis por 229,99 euros, enquanto os preços para os Clara vão dos 139,99 euros (BW) aos 159,99 (Colour).

Imagine que, quando estivesse prestes a adormecer, despertava com um ruído extremamente forte e súbito na sua cabeça. Esta condição, denominada síndrome da cabeça explosiva (SCE) – nome não científico – tem sido estudada há várias décadas, embora seja ainda mal compreendida, e acontece quando as pessoas estão “num estado super relaxado”, diz Brian Sharpless, psicólogo clínico especializado no sono e investigador desta síndrome há vários anos, citado pela National Geographic.

O distúrbio auditivo raro, que dura geralmente menos de um segundo, é frequentemente descrito como um som semelhante ao que se ouve quando há uma explosão ou quando é disparada uma arma de fogo, por exemplo, e não como um zumbido. No entanto, não há uma causa física ou uma fonte externa conhecidas para a ocorrência desta síndrome.

Pelo contrário, é considerada uma experiência auditiva interna, que acontece no momento da transição entre a vigília e o sono, conhecido como “estado hipnagógico”, um estado de consciência intermediário entre a vigília e o sono. É uma fase de transição na qual uma pessoa está a começar a adormecer, mas ainda mantém alguma consciência do ambiente ao seu redor.

Sharpless explica que o que acontece é uma espécie de curto-circuito assim que o cérebro começa a desligar as áreas associadas às atividades auditivas, visuais e motoras.

Esta síndrome provoca dor?

A síndrome da cabeça explosiva não está associada a dor física. “Desde que não tenha dor durante [um episódio], não tem nada com que se preocupar,” explica Sharpless.

Contudo, pode provocar grande angústia e ansiedade. E embora ainda não haja uma resposta clara acerca da sua causa, acredita-se que possa estar relacionada a distúrbios do sono, tal como isónia. Em termos clínicos, o distúrbio é considerado uma “parassónia sensorial paroxismal”, ou um distúrbio do sono que se apresenta sob a forma de uma “explosão súbita” de som.

Sharpless refere que as pessoas que sofrem deste distúrbio raramente falam sobre ele. Um estudo concluiu que apenas 11% das pessoas comunicam que têm síndrome da cabeça explosiva a um profissional de saúde, também porque raramente provoca sinais ou desconforto prolongados (e geralmente não requer tratamento médico específico).

Contudo, caso os sintomas persistam ou provoquem sofrimento significativo, é aconselhável procurar orientação médica para descartar outras condições subjacentes e discutir estratégias para gerir a ansiedade associada a experiências auditivas incomuns como esta.

Investigações necessárias para se compreender melhor este fenómeno

A síndrome da cabeça explosiva tem sido estudada há várias décadas, mas ainda não é totalmente compreendida. Os relatos iniciais datam do século XIX – foi descoberta em 1876 por Silas Weir Mitchell, neurologista norte-americano que denominou esta síndrome como um choque sensorial. Contudo, o seu reconhecimento formal e a investigação científica mais substancial começaram a surgir apenas no século XX.

Nos últimos anos, houve um aumento do interesse em relação a este problema, também devido a uma maior vontade de entender melhor distúrbios do sono e condições relacionadas com o sono.

Em 1989, o neurologista J.M.S. Pearce chamou síndrome da cabeça explosiva a este distúrbio, referindo que esta condição é inofensiva e comum, mesmo que pouco relatada, e em 2005, foi classificada como distúrbio do sono pela American Academy of Sleep Medicine. Mas Sharpless e Peter Goadsby, neurocientista do King’s College London, têm tentado mudá-lo para choque sensorial craniano episódico.

Por ser uma condição rara e haver falta de estudos abrangentes, é difícil determinar com certeza a sua prevalência. Investigações sugerem, ainda assim, que a prevalência pode ser relativamente baixa, afetando uma pequena percentagem da população.

Um estudo publicado em 2015 na revista Sleep Medicine Reviews fez uma revisão da literatura existente acerca desta síndrome, relatando que a sua prevalência varia amplamente: algumas investigações sugeriram prevalências de 10%, outras de 35%, em determinadas populações.

 Já uma investigação realizada por Sharpless e publicada na Journal of Sleep Research, concluiu que mais de 13% dos estudantes universitários relataram ter sofrido pelo menos um episódio desta síndrome.

Os investigadores têm trabalhado para identificar possíveis fatores de risco, mecanismos fisiológicos e opções de tratamento para ajudar quem sofre desta síndrome a lidar com os seus sintomas e a melhorar a sua qualidade de vida.

Mais investigações são necessárias para entender melhor a frequência com que este distúrbio ocorre e que fatores podem influenciar esta ocorrência.