“São eles contra nós”, instou Steve Bannon no dia da invasão do Capitólio, que inscreveu, tragicamente, a data de 6 de janeiro de 2021 na história dos Estados Unidos da América. Por essa altura, o ex-estratega da administração Trump já tinha sido banido do Twitter há um par de meses, depois de ter afirmado que o infeciologista Anthony Fauci e o diretor do FBI, Christopher Wray, deviam ser decapitados. Afinal, como conseguiu Bannon continuar a ser ouvido pelos seus milhões de seguidores? A resposta está nos podcasts.
À medida que redes sociais ou serviços de partilha de vídeos – como o Facebook, o Twitter ou o YouTube – endurecem o controlo sobre o discurso de ódio online, os extremistas veem-se forçados a migrar para outras plataformas. O seu novo alvo são os podcasts, uma espécie de programas de rádio à distância de um clique.
