Faz chegar várias formas de arte a pontos da cidade onde normalmente ela não chega. Eis ao que se propõem o Mexe – Encontro Internacional de Arte e Comunidade, colocando em diálogo as comunidades locais com artistas nacionais e internacionais. A programação começa a ser preparada meses antes através de convocatórias abertas à população.
Irrelevância é o tema desta sétima edição, que decorre neste fim de semana, dias 23 a 25, e traz vários espetáculos de teatro, dança, música, performance, e também instalações e conversas – tudo com entrada gratuita.
João Ferreira, diretor artístico desta sétima edição, sublinha: “Num momento em que as questões da guerra, migração, segurança, urgência climática, igualdade racial e de género são discutidas numa dimensão tão distante da realidade comunitária, o Mexe propõe a reflexão: como existir nesta irrelevância?”

Nesta sexta, 23, às 21h30, Lukanu Mpasi leva à Cooperativa dos Pedreiros Portuenses Matxikadu, uma performance de dança e música que questiona os estereótipos e experiências do que é ser homem negro em Portugal. A performance será precedida pela apresentação do resultado da oficina Laboratório Corpo Sónico, com direção de Gio Rodrigues.
Antes, a partir das 17h30, a sessão de abertura do Mexe vai contar com a psicanalista e escritora espanhola Lola López Mondéjar. A pergunta “Seremos hoje menos humanos?” dá o mote à conversa que decorre na Praça da Alegria.
Ao longo dos três dias (sex-sáb 14h-18h, dom 10h-13h), no Espaço Ócio, haverá oportunidade de assistir à apresentação de Stories of Refugies. Trata-se de uma instalação audiovisual imersiva da artista visual libanesa Tanya El Khoury, com o coletivo The Dictaphone Group. O publico é convidado a deitar-se em beliches metálicos para assistir e escutar os vídeos realizados por um grupo de reugiados sírios em Munique.
Destaque também para a performance-itinerante da artista italiana Caterina Moroni na Associação de Moradores da Lomba, neste sábado (10h30 e 14h30, 60 minutos). O Espaço Agra recebe neste dia, às 11h30 e 15h30, a companhia circense Erva Daninha com o espetáculo Q-Circo.

Ainda neste sábado, Patrícia Portela modera uma conversa sobre a relevância da cooperação para a cultura e comunidades no Porto. Será na Escola Artística Soares dos Reis, às 17 horas. O dia termina na Cooperativa dos Pedreiros, às 21h30, com a apresentação de Set Revolução, pelo Grupo de Teatro Comunitário do Bonfim. O espetáculo surge da reflexão sobre a relevância da participação dos cidadãos na vida política e comunitária. Repete no domingo, 25, à mesma hora.
No domingo, 25, às 12h30, será servido um almoço comunitário na Praça da Alegria. A iniciativa é do coletivo Landra em colaboração com a Semear A Vizinhança, e envolve os moradores da Rua de São Vítor. A participação é livre, convidando-se aqueles que queiram participar a levar um algo para partilhar.
A parada Mexe, que acontece a partir das 16h30, parte da Alameda das Fontainhas, culminando, às 17h, com um concerto e um bailarico comunitário.
MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade > Vários locais do Porto > 23-25 mai, sex-dom > grátis > programação completa aqui