No Chérie Paloma, as sugestões para a primeira refeição do dia são baseadas na cozinha mexicana
JOSE CARLOS CARVALHO
LISBOA
1. Chérie Paloma
Foram as viagens ao México que levaram o francês Julien Garrett, proprietário da cafetaria Dear Breakfast, dedicada à primeira refeição do dia, a abrir o Chérie Paloma, também no bairro de Santos, em Lisboa. “Inspirei-me no nome do cocktail mexicano, o Paloma, feito à base de tequila, vinho de Xerez, lima, toranja, para batizar este restaurante”, explica Julien Garrett. Pela manhã (assim como ao almoço e ao jantar), há sugestões assentes na cozinha mexicana, que se dividem em quatro categorias, para saborear.
Nos quentes, escolhe-se entre o café com leche e o chocolate quente mexicano, entre outras opções internacionais, como o cappuccino. Nos frios, destacam-se os Jarritos, refrigerantes de manga, goiaba ou toranja, e os sumos de fruta. Em alternativa, há ainda smoothies, como o Greener Than Gold, com laranja, banana, abacaxi, espinafres, hortelã e gengibre. Para acompanhar, sugerem-se as conchas feitas com pão brioche mexicano, “doces e crocantes”. No menu de pequeno-almoço (€14) estão também incluídos os ovos divorciados, fritos, com feijão e salsa verde e vermelho, ou os ovos a la mexicana, mexidos, com tomate, cebola, jalapeños, batata e feijão. Uma degustação que se faz ao som da boa e animada música mexicana. Buenos días! Chérie Paloma > Cç. Marquês de Abrantes, 148, Lisboa > T. 93 813 9296 > seg, qui-dom 9h-16h30, 18h30h-24h, ter-qua 9h-16h30

Os ovos benedict destacam-se no menu Veggie, por serem gulosos e ideais para molhar o pão
2. Casa Lisboa
Para quem não tem tempo nem grande apetite – e por isso dispensa um banquete reforçado –, o ideal é optar por um pequeno-almoço mais rápido e leve. E digerível, também, acrescente-se. Isso não significa, no entanto, ficar-se pela simples torrada acompanhada por uma meia de leite.
No restaurante Casa Lisboa, debaixo das arcadas do Terreiro do Paço, em Lisboa, o chefe Luís Gaspar (que se divide também pela Sala de Corte) criou dois menus a pensar na primeira refeição do dia, servidos entre as 10h e as 12 horas: o Continental (€11), inspirado nos típicos pequenos-almoços europeus, composto por fatias de pão de Mafra, ovos mexidos, tomate assado, barriga de porco fumada e cogumelos shitake salteados. E o Veggie (€12,50), com ovos benedict, bolo do caco de alfarroba, cogumelos shitake e espinafres salteados, para comensais vegetarianos (e não só). O ideal é levar boa companhia e pedir os dois menus, porque a barriga de porco fumada, do primeiro, e os ovos benedict, do segundo, merecem ser partilhados. Pç. do Comércio, Ala Poente, 9-12, Lisboa > T. 21 347 0871 > dom-qui 10h-19h, sex-sáb e vésp. fer 10h-22h

O Muito Bey serve um pequeno-almoço libanês, com ingredientes pouco usuais
Divulgacao
3. Muito Bey
Sabah el kher (em português, significa bom-dia) são as primeiras palavras que se aprendem em libanês, quando se espreita a ementa dedicada ao pequeno-almoço, no restaurante Muito BEY, em Lisboa. Antes de entrar, prepare-se para o leque de ingredientes pouco usuais na primeira refeição do dia. Depois, deixe-se surpreender com as sugestões da cozinha libanesa, numa versão mais moderna, como o delicioso foul, um puré de fava misturado com azeite, alho, cominhos.
Ainda nos pratos salgados (existem 12 opções), os bayd (ovos acompanhados por tomate assado e batatas fritas) e o fattit húmus (uma espécie de estufado, com grão-de-bico cozinhado lentamente, com pão estaladiço coberto com iogurte e alho, pinhões e manteiga) deixam uma boa impressão, mesmo nas primeiras horas do dia. Passando aos doces, o knefé – uma torta de queijo em massa de semolina, servida com xarope de açúcar, pistácio e água de rosas em pão caseiro – é uma boa opção para terminar a refeição. No menu (€12, inclui café e um sumo de laranja natural), escolhem-se três destes minipratos, mas há outras opções a ter em conta. R. da Moeda, 4 A, Lisboa > T. 93 515 7503 > seg-qui 12h-15h, 19h-24h, sex-sáb até 1h
O Basílio tem várias sugestões de panquecas, de massa fofa e macia
Marcos Borga
4. Basílio
De uma das mesas, junto à entrada, lê-se num néon a frase Never Grow Up, a lembrar a personagem Peter Pan, criada por J. M. Barrie. Ao lado, apreciam-se os cartazes da série televisiva Seinfeld e dos filmes The Godfather e Pulp Fiction, e repara-se ainda na fotografia do cão Basílio. É este canino, da raça jack russel, que dá o nome à nova cafetaria no Campo das Cebolas, em Lisboa, em tudo semelhante às cafetarias Nicolau e Amélia, na Baixa e em Campo de Ourique, respetivamente. Agora, vire-se a atenção para a ementa, com opções saudáveis e coloridas.
Na categoria das panquecas, há desde a sua versão mais simples – a Basílio Ricotta Pancakes (€7), com banana, manteiga e maple syrup – à opção mais gulosa, com bacon e ovo estrelado (€6,50). Também servem papas de aveia, com fruta, mel, canela e granola (€6) e têm umas quantas sugestões de ovos mexidos e escalfados, tostas variadas, como a Olívia, preparada com abacate e húmus de beterraba (€5). Enquanto espero pelo pedido, de sumo detox green na mão, fico a cantarolar a música do filme de animação da Disney, inspirada pela frase no tal néon: “I’ll never grow up, never grow up, never grow, I’ll never grow up, never grow up, never grow. Not me, not me.” R. dos Bacalhoeiros, 111, Lisboa > T. 21 886 3075 > seg, qua-sex 9h30-18h30, sáb-dom 9h-20h
Os iogurtes da Leitaria Lisboa são feitos à moda antiga e têm baixo teor de gordura
José Carlos Carvalho
5. Leitaria Lisboa
Quem aprecia um pequeno-almoço à portuguesa, com bom pão, croissants, leite e iogurte, vai querer sentar-se à mesa da Leitaria Lisboa. Nesta cafetaria, que recria as antigas leitarias de Lisboa, com duas lojas na cidade, tudo faz despertar o imaginário de antigamente, a começar pelas garrafinhas de vidro onde vem o leite do dia fresco – nas versões simples, morango, chocolate e quatro cereais – ou sem lactose, de soja e de amêndoas.
Continua depois pelo sabor dos iogurtes caseiros, o produto-estrela da casa, feitos numa quinta portuguesa, e aos quais os clientes podem adicionar fruta fresca, frutos secos ou cereais. “São preparados à moda antiga, sem qualquer corante nem conservante, usamos apenas leite integral e fermentos lácteos”, explica Tiago Jesus, sócio-gerente da Leitaria Lisboa. O menu Alfacinha (€12, para duas pessoas), para lá de dois iogurtes e requeijão, manteiga de ervas caseira e compota, inclui um cesto de pães artesanais, croissants e duas bebidas quentes. R. Artilharia 1, 87A, Lisboa > T. 21 594 4943 > seg-sex 7h30-20h, sáb-dom 8h-20h > Pç. D. Luís, 30, Lj. 10, Lisboa > T. 91 289 7571 > seg-dom 7h30-20h

Neste pequeno–almoço buffet, não entram ingredientes de origem animal
Divulgacao
PORTO
6. daTerra Baixa
É para todos, o único pequeno-almoço vegano do Porto, servido em formato buffet, desde maio do ano passado, no restaurante da marca daTerra, na Rua Mouzinho da Silveira. Ali, só os pães de sementes ou integrais (feitos sem ingredientes de origem animal, tal como o menu) vêm de fora. De resto, tudo o que está à disposição na mesa corrida é feito ali mesmo, na cozinha, com produtos vegan e, sempre que possível, ingredientes biológicos.
Há tacinhas de iogurte de soja, ao qual se pode adicionar granola caseira, fruta ou coco e aveia, açaí com granola, croissants, brioches, panquecas (simples, com queijo, chocolate, compota caseira, manteiga de amendoim ou vegetal), miniempadas de legumes e de tofu e algas, minirravioli de seitan, espinafres e nozes. Quem não dispensar um doce, encontra quadrados de arroz tufado, brownies e bolo de fruta (sem açúcar nem glúten), além de pastéis de nata e muffins.
O pequeno-almoço buffet, “cada vez mais procurado por quem se preocupa com uma alimentação saudável”, nota Isabel Santos, uma das proprietárias, inclui bebidas vegetais de soja, arroz e aveia, café ou chá. Aumentar a oferta, tendo em conta as várias restrições alimentares, é um dos objetivos da cadeia de restaurantes para este ano. R. Mouzinho da Silveira, 249, Porto > T. 22 319 9257 > seg-dom 8h30-11h30 > €5,90, €4,50 crianças

Ingredientes da época e cozinha feita de raiz distinguem o Early
Lucilia Monteiro
7. Early
Cheira a mel e a especiarias (ou será a alfarroba?), assim que se entra no Early, em Cedofeita. Ao fundo, em cima do balcão, está o bolo do dia, os croissants estilo francês e os pães de fermentação lenta de trigo e de alfarroba, cozidos de manhã cedo, no Rosa et Al, a guesthouse de Patrícia e de Emanuel de Sousa, na Rua do Rosário, proprietários do Early.
Só pelos aromas, apetece provar tudo o que está na ementa: papas de arroz com leite e água de coco, mel de urze, baunilha, lascas de coco e de canela (€4,50); iogurte com fruta e granola caseira (€4,50); pudim de chia com leite de amêndoa, banana da Madeira, creme de caju e de bagas (€4,50); fatias de pão de alfarroba com dois ovos (€5,50) e – para os mais famintos e gulosos – rabanada de massa de brioche, servida com bacon ou ovo e xarope de ácer (€7,50).
A acompanhar, entre outras bebidas, há sumo de morango e líchia (€3), bem como o café americano (de filtro, €2), ideal para quem precisa de acordar. Um pequeno-almoço que pede tempo, já se vê, para saborear tudo como deve ser e aproveitar esta bonita cafetaria, com vista para a rua. R. dos Bragas, 374, Porto > T. 22 112 4203 > ter-sáb 9h-18h

A primeira refeição do dia remata-se com uma flûte de espumante, neste café histórico do Porto
Lucilia Monteiro
8. Café Guarany
É ao som de música clássica que entramos no Café Guarany (1933), outrora conhecido como o café dos músicos, que, depois da recuperação de 2003, mantém – e ainda bem – o ambiente de outros tempos. Olha-se o piano, ao fundo da sala, as duas telas Os Senhores da Amazónia, de Graça Morais, a belíssima vista para a Avenida dos Aliados, e logo apetece sentar-se numa das mesas. O pequeno-almoço serve-se a qualquer hora do dia. À mesa, posta com uma imaculada toalha branca, chegam um cesto com uma variedade de pães e croissants, feitos na casa, compotas, mel, ovos mexidos com presunto pata negra, um bife e ainda fruta laminada. Tudo servido em loiça da Vista Alegre.
Além do sumo de laranja, escolhe-se entre um chá da marca TWG, cujas folhas vêm em requintados saquinhos de musselina, um cappuccino ou outra bebida quente. A quem quiser acrescentar um doce, aconselha-se a célebre rabanada (€4,50) – a mesma que é servida no Café Majestic e onde também pode saborear este pequeno–almoço. O remate final desta primeira refeição do dia faz-se com uma flûte de espumante, servido comme il faut. Av. dos Aliados, 85, Porto > T. 22 332 1272 > seg-dom 9h-24h > €15

Crudités (legumes crus), húmus e guacamole são algumas propostas saudáveis servidas no hotel Infante Sagres
Lucilia Monteiro