“Estava um bocado nervoso, mas consegui fazer todas as perguntas que queria”, conta João Silva. O repórter viajou de Tomar até Lisboa para conhecer os elementos da banda Deolinda. A conversa foi tão animada e descontraída que algumas questões surgiram de improviso. Por momentos, João também se sentiu no papel de entrevistado, já que os Deolinda quiseram saber algumas coisas sobre ele. Descobriram que tem o sonho de ser ator, e aproveitaram para lhe dar conselhos: “Se te enganares em cima do palco, finge que o erro já estava planeado”, disse-lhe Ana Bacalhau, a vocalista do grupo. Pedro da Silva Martins (guitarrista) acrescentou que o melhor a fazer quando há um engano é… Sorrir.
João Silva adorou saber as histórias insólitas que aconteceram nos bastidores do grupo, e também perguntou como é ter uma banda em que todos os elementos são familiares.
Na edição de Janeiro da VISÃO Júnior podes ler as respostas a estas e outras perguntas. Aqui, deixamos-te apenas uma parte da conversa com Ana Bacalhau (vocalista), Pedro da Silva Martins (compositor, guitarrista), Luís José Martins (guitarra) e José Pedro Leitão (contrabaixo).
Não percas a reportagem integral com os Deolinda na edição de janeiro da VISÃO Júnior!
Qual é a vossa fonte de inspiração?
Pedro: A inspiração é aquilo que vamos vivendo… Aquilo que ouvimos, as histórias que nos vão contando…
Luís: Os dois discos da Deolinda também são uma fonte de inspiração para nós. O trabalho que já fizemos dá-nos coordenadas para o futuro.
Quais são os temas que mais gostam de cantar?
Ana: Vai variando com o tempo, a nossa disposição, se estamos mais alegres, ou melancólicos… Eu gosto de cantar todos. Claro que, às vezes, nem é gostar mais, mas estou mais inspirada a cantar uns temas que outros.
Conseguem dizer qual foi a música que mais gostaram de compor?
Pedro: É difícil escolher. Quando fazemos uma canção estamos muito envolvidos e queremos fazer o melhor. Se calhar, cada um de nós gosta mais de músicas diferentes. Eu gosto muito da Canção ao Lado e da Sem Noção, são músicas que me deram muito gozo escrever.
Recentemente, deram concertos nos Estados Unidos da América (EUA). Como é que a vossa música foi recebida?
Ana: Foi muito bem recebida, apesar de a maior parte das pessoas não perceberem o que estamos a dizer por não entenderem português. Ainda te deves lembrar da altura em que não percebias inglês, mas gostavas de grupos estrangeiros. A música é uma linguagem universal.
Nos EUA valoriza-se muito a música, mas também o espetáculo em si, a forma como a banda está em palco. Eles gostaram muito da forma como interagimos com o público. Foi uma experiência muito boa e pretendemos lá voltar.
Em que outros países já tocaram?
Zé Pedro: Já tocámos em 20 e tal países… Fora da Europa tocámos nos EUA, Canadá, Marrocos,
África do Sul e Índia. Para o ano vamos a Macau, e gostávamos muito de ir ao Brasil.
Onde vão estar nos próximos meses?
Ana: Vamos começar o ano em França, depois vamos ao Luxemburgo, Inglaterra, e à ilha da Córsega, no Mar Mediterrâneo.
A vida da Deolinda
A banda existe há cinco anos, e já lançou dois discos: Canção ao Lado (2008) e Dois selos e um carimbo (2010). O ano passado encheram os coliseus de Lisboa e do Porto. Nesses concertos, agora lançados em DVD, estrearam a música Parva Que Sou, uma canção que se tornou muito popular por falar dos problemas que afetam os jovens durante a crise económica que o país atravessa.