Por estes dias, Cláudia Minderico andará pela aldeia, uma antiga cidade do cinema, nos subúrbios parisienses, a fazer de “mãezinha” dos atletas nacionais. Não que seja especialmente vocacionada para isso, mas enquanto nutricionista do Comité Olímpico Português (COP) tem agora a obrigação de zelar pelo bem comer (e beber) de quem está a competir e dar confiança e carinho. É que a esta altura do campeonato, já eles devem saber a matéria de cor e salteado.

A especialista integra a unidade de medicina e embarcou para Paris, junto com o psicólogo, a fisioterapeuta e os médicos, a 21 de julho, no dia em que viajou para lá o primeiro desportista.

Antes de estar in loco, abriu as portas do consultório. Os conselhos nutricionais, personalizados e à medida de cada atleta e da especificidade do seu treino, fizeram parte do plano de preparação para a maior das provas. É assim desde Tóquio 2020, quando o COP decidiu dar a devida importância à alimentação, hidratação e suplementação de quem compete ao mais alto nível.

As previsões meteorológicas eram bem piores do que a realidade tem mostrado. Em vez dos 43/44 graus centígrados esperados, as temperaturas estão mais abaixo desses valores, e com chuvas associadas, mas nem por isso se deixou de recomendar a toma de antioxidantes, como vitamina C ou betacaroteno, por causa da poluição atmosférica e das águas do rio Sena. São estes cuidados que integram a receita nutricional para um bom desempenho: dieta alimentar adequada, que respeita os gostos pessoais, a modalidade, o tipo de treino e objetivos, assim como uma mescla de suplementos para otimizar o desempenho.

Cada caso é um caso Na dieta dos desportistas olímpicos, há que ter em conta o peso, a idade, o objetivo, a modalidade e o tipo de treino

Dois dias antes de embarcarem para Paris, os atletas receberam um kit que constava de um comprimido anti-stress, um all-in-one (multivitamínico), outro para manter a flora em bom estado e uma pastilha GABA (sigla inglesa para ácido gama-aminobutírico), que ajuda na conciliação do sono.

No aeroporto, momentos antes do embarque, nova dose para a viagem, com mais ou menos o mesmo recheio, a que se acrescentaram dois pacotes de performance cherry, que previne inflamações e dores musculares, duas embalagens de bebida energética e proteica, duas barras de cereais, duas polpas de fruta e duas garrafas de água.

Dois dias antes de embarcarem para Paris, os atletas receberam um kit com um comprimido anti-stress, um multivitamínico, outro para manter a flora em bom estado e uma pastilha que ajuda na conciliação do sono

Desde que estão instalados na aldeia, os 73 atletas que competem nestes jogos olímpicos têm sempre à disposição, além de mais doses do que foi distribuído antes e durante o voo, concentrado de cereja amarga, para melhorar a capacidade de recuperação e a qualidade do sono, creatina e menta diluídas em água, para aumentar a capacidade de hidratação, suplemento vitamínico, enzimas digestivas, géis ou concentrados de hidratos de carbono, pastilhas de cafeína, cereais e leites.

Ter no cardápio do plano alimentar suplementos que gerem o stress faz todo o sentido. Está provado que esse mal, comum nas grandes competições, descontrola a quantidade de hidratos de carbono necessária a um bom desempenho. “Trata-se de uma gestão muito minuciosa. Temos de conhecer muito bem os atletas e pedir-lhes para fazerem diários, em que descrevem como se sentem, por forma a podermos ajustar os conselhos nutricionais e de suplementação”, explica a nutricionista que acompanha alguns deles há sete anos.

Dar de comer a milhões

Na aldeia, o serviço alimentar está disponível 24 horas, com comida para qualquer nacionalidade, e divide-se em zonas com designações como França, Ásia, África/Caribe e culinária mundial. Além disso, há um bufete de saladas com mais de três dezenas de opções, outro com pratos quentes, grelhados de carnes e acompanhamentos, área de queijos, padaria, sobremesas e frutas. E opções vegetarianas, muitas, é claro – dizem que representam 60% da oferta.

À chegada, Cláudia Minderico visitou estas instalações, com 3 500 lugares, para explicar o que cada um podia comer, apesar de os valores nutricionais e o impacto ambiental de cada prato estarem expostos nas cantinas. Nada de experiências exóticas nem de primeiras vezes, para não haver surpresas.

“Em Tóquio, como os atletas tinham preguiça de ir ao centro alimentar, eu trazia para a nossa zona na aldeia o suficiente para eles fazerem os pequenos lanches, como leites, granolas, cafés, chás, ovos cozidos, géis, barras de cereais.” A rotina repete-se agora, em Paris.

Na dieta dos desportistas, não existem alimentos proibidos nem superalimentos. O importante é respeitar as suas crenças, sensações ou intolerâncias

As coisas começaram mal por lá. Uma semana depois da abertura da aldeia olímpica, vários desportistas reclamaram, especialmente os da equipa inglesa, da quantidade de comida oferecida no refeitório, lamentando especialmente a escassez de ovos e a falta de agilidade na reposição de determinados alimentos. Os fornecedores esmeraram-se, e a situação foi rapidamente resolvida. Até porque supostamente devem servir-se cerca de 13 milhões de refeições, durante os Olímpicos e os Paralímpicos.

Pela primeira vez, assumiram-se seis compromissos para uma maior sustentabilidade da área da alimentação, tentando reduzir para metade a emissão de carbono neste megacatering. Para isso, procuram ter duas vezes mais alimentos à base de plantas, assim como produtos 100% certificados, a maioria vinda das proximidades de Paris – ao mesmo tempo que se combate o desperdício alimentar, foge-se também ao uso de plástico descartável.

A comida, sempre em primeiro

Como em qualquer dieta, na dos desportistas olímpicos não existem alimentos proibidos nem superalimentos.

O importante é respeitar as crenças, sensações ou intolerâncias que possam existir, avaliando-se cada caso, através de exames bioquímicos, e adaptando-se em reuniões personalizadas com os atletas.

“A alimentação é a principal fonte de nutrientes. Os suplementos são apenas o plano B – todos os estudos mostram isso”, nota Cláudia Minderico. E dá exemplos de casos práticos, como a vitamina C que impulsiona o sistema imunitário. Certo dia, fizeram a experiência de dar, a atletas em estágio, da mesma idade e a treinar de forma semelhante, esse boost vitamínico: a metade, ofereceram uma laranja; à outra, prescreveram um grama de vitamina C (um comprimido efervescente de Cecrisina). No final, e depois das devidas análises, constataram que quem tinha comido a laranja apresentava mais vitamina C do que aqueles que tinham ficado com o suplemento.

Um halterofilista com mais de 100 quilos pode comer um pequeno-almoço de rei, enquanto uma surfista, que madruga para entrar no mar, deve optar por uma refeição bem mais frugal

“Estamos sempre a transmitir todos os conhecimentos científicos que vão surgindo, para que eles consigam potenciar a absorção dos nutrientes”, esclarece a especialista.

A creatina, de extrema importância para o aumento da massa muscular e da eficácia do desempenho físico, é outra questão que tem muitas nuances. Ela existe naturalmente na carne vermelha, mas, quando é assim ingerida, tem gordura associada, o que faz aumentar a densidade calórica da refeição, com consequências para o aumento de peso. Por isso, muitas vezes é mais eficaz suplementar os atletas com proteína whey, por exemplo, especialmente se forem vegans. No entanto, há casos em que se verificam reações adversas a esta suplementação – então deve recorrer-se às tâmaras, um fruto rico neste complexo de aminoácidos.

Estes pormenores nutricionais, baseados no que dita a mais atual Ciência, são como filigrana. Todos juntos e bem trabalhados, vão resultar num plano alimentar extremamente cuidado e desenhado ao pormenor para cada atleta – um halterofilista com mais de 100 quilos pode comer um pequeno-almoço de rei, enquanto uma surfista que madruga para entrar no mar deve optar por uma refeição bem mais frugal. Sempre sob o olhar cuidador da “mãezinha” Cláudia Minderico.

Pequeno-almoço

Antes de um treino matinal, uma refeição apressada que corresponde à necessidade de energia:

  • Batata-doce barrada com queijo e hortelã picada

ou

  • Banana, creme de amêndoas e uma fatia de queijo enrolada

Almoço

Os atletas devem garantir 0,5 gramas de proteínas e 1,5 gramas de hidratos de carbono por quilo, além da ingestão de vitaminas e minerais através dos hortícolas:

  • Bifinhos de frango com arroz de curcuma e tomate–cereja

ou

  • Favas pequeninas, grão, cogumelos shitake, massa, espinafres salteados e cenoura ralada

Lanche

É fundamental alimentar o treino. Antes da sessão da tarde, deve estar garantida a energia necessária, através dos hidratos de carbono:

  • Muffins de aveia com frutos secos, raspas de limão, banana e pepitas de chocolate

ou

  • Pão de qualidade, leite e fruta

Jantar

Esta refeição deve assegurar uma boa recuperação, através da ingestão de 0,4 a 0,5 gramas de proteína e 0,8 a 1 grama de hidratos por cada quilo de peso corporal, dependendo da hora a que acaba o treino:

  • Salmão ao vapor com coentros, esmagada de batata com espinafres e palitos de curgete salteados 

ou

  • Iogurte, kefir, mirtilos, granola, aveia, frutos secos e pepitas de chocolate

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Obras de Santa Engrácia. Essa clássica metáfora passou pela cabeça de muitos quando ouviam falar da requalificação do Museu do Design e da Moda – MUDE, em Lisboa, prevista para dois anos e estendida por oito. Mas agora não se esconde o maravilhamento com o resultado: o passado foi reaproveitado para o presente, na caixa arquitetónica aninhada na Baixa pombalina, que teve uma primeira intervenção pela mão de Tertuliano Marques (1883-1942), nas décadas de 20 e 30 do século passado.

Luís Saraiva é o arquiteto responsável pela nova reencarnação deste MUDE, que mantém o perfil “alternativo” das veias arquitetónicas à mostra, uma moldura industrial com tetos descarnados, que ganhou amplitude e consciência sustentável.

“Começa uma nova etapa do MUDE, em continuidade com todo o trabalho feito”, aponta Bárbara Coutinho. A diretora, que viveu diariamente esta obra, explica à VISÃO como o “estaleiro de obras” em que viveram foi, também, um “local de projeto e um atelier”, com partilha de ideias e de saberes em rede, de afirmação de sustentabilidade e de reaproveitamentos dos materiais existentes, assim como de debate histórico e de questionamento que espelham as preocupações atuais – e é isso, também, o design. “Esta é uma viagem temporal, que permite conhecer como o edifício é, de facto, uma testemunha da evolução da arquitetura e da engenharia, na perspetiva do design, e como foi sendo um espelho da História mais recente de Portugal.”

Esta é uma viagem temporal, que permite conhecer como o edifício é, de facto, uma testemunha da evolução da arquitetura e da engenharia, na perspetiva do design

Bárbara coutinho, diretora do MUDE

Em Edifício em Exposição, apresentam-se 16 instalações que cruzam maquetes, mobiliário, material documental e evocação das ferramentas usadas na recuperação do antigo Banco Nacional Ultramarino (BNU). Omnipresentes são as 88 fotografias captadas por Luísa Sequeira, que retratam alguns dos 300 a 400 trabalhadores de muitas nacionalidades envolvidos nesta obra. É também um gesto político? “Todos os gestos da nossa vida são políticos, e a ação do museu também tem essa dimensão. Os museus são baluartes da democracia, permitem uma consolidação do pensamento e da cidadania, que vai muito para lá das suas portas”, sublinha Bárbara Coutinho. “Estas pessoas, com o seu saber concreto, materializaram as ideias gizadas pelos arquitetos, engenheiros e designers. E há uma chamada de atenção para a perda deste know-how; eles têm de ser dignificados, reconhecidos, fomentados.”

A Biblioteca tem volumes diversos, como tomos monográficos dedicados a Siza Vieira ou a João Paciência, Charlotte Perriand ou Vivienne Westwood, séries icónicas designadas à história do design, catálogos de leiloeiras, estudos sobre o artesanato português ou coleções das revistas “Monocle” e “Egoísta”

Passado com futuro

O grande protagonista desta reabertura do MUDE é o edifício, a sua respiração nova. Há espaços particularmente conseguidos: o terraço, com vista de 360 graus sobre o casario pombalino e uma perspetiva intimista sobre o Arco da Rua Augusta; a reconstituição das salas de reunião dos banqueiros, traduzidas em madeiras nobres e de inspiração francesa; a biblioteca, já a funcionar, forrada com painéis de madeiras, debruada a folha de ouro e encimada por três lustres gigantes, com uma mesa comunitária em pinho. Também o pórtico de azulejos de Querubim Lapa, resgatado da icónica loja Rampa, agora a dar passagem para o serviço educativo, tem uma presença marcante. Já o auditório pensado por Daciano da Costa, em 1991, retomou a cor azul original.

A reconstituição das salas de reunião dos banqueiros, traduzidas em madeiras nobres e de inspiração francesa

A História nunca ficou esquecida e foi, mesmo, meticulosamente recuperada: vejam-se os murais concebidos para este edifício em 1964, como O Desenvolvimento Ultramarino e a Metrópole, de Jaime Martins Barata (1889-1970), ou Epopeia dos Descobrimentos Marítimos, de Guilherme Camarinha (1913-1994), a caminho dos antigos cofres, situados na cave. “Não devemos negar o passado, tapando-o. Há que mostrá-lo, contextualizado, e dar voz a tudo”, diz a diretora.

Depois do verão, também funcionarão, neste edifício da Rua Augusta, uma cafetaria (casulo intimista de madeiras, criado pelo arquiteto e designer António Garcia), uma livraria e um restaurante (espaço nobre, dominado pelo imenso painel de azulejaria e por uma lareira de cobre) – e as reservas do museu passarão a ser visitáveis.

O terraço, com vista de 360 graus sobre o casario pombalino e uma perspetiva intimista sobre o Arco da Rua Augusta

A caminho, vem uma nova exposição de longa duração, com o acervo do MUDE. E recorde-se que a instituição tem 17 mil tesouros guardados (incluindo 1 362 peças integradas na denominada Coleção Francisco Capelo), resultantes de doações e de depósitos de longa duração, distribuídos por 15 coleções – que se espera que sejam aumentadas ainda em 2024.

MUDE > R. Augusta, 24, Lisboa > T. 21 817 1892 > ter-qui e dom 10h-19h, sex-sáb 10h-21h (abr-set), ter-qui e dom 10h-18h, sex-sáb 10h-20h (out-mar) > €11 (visita guiada + €2), €5,50 (13-25 anos e mais de 65 anos), grátis sex 17h-20h/21h e dom 10h-14h

Não existem muitas dúvidas de que o dia de ontem foi de Simone Biles, a sucessora do mito Nadia Comaneci, a maior ginasta da atualidade, que desistiu de Tóquio por causa da saúde mental e que, agora, voltou a brilhar em Paris. Mas do que aqui se quer falar não é da americana Biles, a incrível, a maravilhosa, a mais perfeita das perfeitas no all around (que, de resto, não precisa que uma jornalista neste cantinho à beira-mar plantado lhe teça loas). Do que aqui se quer falar é das vencedoras portuguesas do dia de ontem: da Ana, da Filipa e da Patrícia.  

Se quisermos ser formalistas, apenas uma das nossas vencedoras ganhou uma medalha: Patrícia Sampaio, a quarta na idade do bronze do judo português, depois de Nuno Delgado (Sidney 2000), Telma Monteiro (Rio de Janeiro 2016) e Jorge Fonseca (Tóquio 2020). É a primeira medalha olímpica para Portugal, em Paris 2024. Porém, se quisermos ser rigorosos, todas são vencedoras: merecem os nossos aplausos e, mais importante, toda a nossa admiração. Ultrapassaram dificuldades, falta de condições, falta de tempo, falta de dinheiro, falta de atenção, superaram-se, esforçaram-se para lá de todos os limites, sangue, suor e lágrimas, ousaram ir para lá da Tapobrana. 

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Elis & Tom foi lançado como LP em 1974. Musicalmente irrepreensível, com excelente qualidade de som, aproximou pela primeira vez dois dos maiores nomes da música popular brasileira. E fez sucesso, vende até hoje. Mas a sua produção foi difícil, conturbada, houve fricções e discórdias iniciais, até que Elis Regina e Tom Jobim, com feitios e formas de criar e interpretar muito diferentes, entraram em harmonia, nascendo assim um disco histórico.

Roberto de Oliveira, então empresário de Elis, esteve no estúdio da MGM, em Los Angeles, onde o LP foi gravado entre 22 de fevereiro e 9 de março, e registou aqueles dias com uma câmara de filmar de 16 mm, com total liberdade.

Mais de quarenta anos depois, o ex-produtor de televisão voltou a essas imagens e montou um documentário, que conta também com vários depoimentos. De César Camargo Mariano, pianista, responsável pelos arranjos e então marido de Elis, dos músicos que acompanhavam a cantora e nele tocaram, dos filhos de Elis e de Jobim e de nomes como Nelson Motta ou Jon Pareles, entre outros. 

Elis & Tom, o disco, nasceu de um presente de aniversário para Elis Regina pelos seus dez anos de carreira. Elis & Tom – Só Tinha de Ser Com Você, o documentário que chega esta semana às salas de cinema portuguesas, merece um aplauso por nos devolver um momento único.

Elis & Tom – Só Tinha de Ser Com Você > De Roberto Oliveira > 101 min

No EcoRally Proença-a-Nova a equipa PRIO – Exame Informática – Peugeot acabou no sexto e sétimo lugar, com, respetivamente, o Peugeot e-3008, da dupla Sérgio Magno e Ana Joaquim, e o Peugeot e-208 da dupla Ivo Miguel Tavares e João Paulo Martinho, que ganhou a especial Street Stage em Proença-a-Nova.

Como acontece em todas as provas do Campeonato de Portugal de Novas Energias – PRIO, o EcoRally Proença-a-Nova foi uma prova de regularidade – neste tipo de provas, o objetivo não ser o mais rápido, mas o mais preciso em seguir as médias e tempos de passagens indicados no roadbook. Mas algumas das provas especiais de classificação deste rally tinham tempos de passagem que, na prática, obrigaram as equipas a comportar-se como num rali de velocidade. Curiosamente, na PEC mais rápida e na Street Stage, a vitória foi conseguida pelos dois carros da equipa PRIO – Exame Informática – Peugeot, o que dá uma boa indicação sobre o comportamento dinâmico do Peugeot e-3008 e do Peugeot e-208.

Aqui ficam algumas das melhores imagens da prova, da autoria da AIFA.

A judoca Patrícia Sampaio garantiu, esta tarde, a primeira medalha para Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, ao derrotar, no combate para a atribuição da medalha de bronze, a  japonesa Rika Takayama.

Patrícia Sampaio, atual 13.ª do ranking mundial, é atleta da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, é treinada desde sempre no clube de Tomar pelo seu irmão, Igor Sampaio. Ao 25 anos, conquista a primeira medalha olímpica.

Dos passos de dança de Marta Kostyuk às demonstrações de apoio entre atletas das diversas modalidades, nem tudo é competição nos Jogos Olímpicos de Paris. Entre provas, os desportistas vão protagonizando momentos que se tornam virais nas redes sociais e que mostram um pouco dos bastidores da maior competição desportiva do mundo.

Uns “passinhos” de dança

Marta Kostyuk, tenista ucraniana, protagoniza um destes momentos. A 26ª no ranking mundial – entretanto eliminada das olimpíadas – foi apanhada, pela Eurosport, a dançar no campo de ténis ao som de Uptown Funk, de Bruno Mars, enquanto aguardava a continuação da partida contra a croata Donna Vekic. O momento de descontração foi bem recebido pelos internautas e a publicação já conta com quase 14 mil gostos.  

Os fãs de Marchand

Também nas redes sociais, a equipa de futebol francesa partilhou as suas reações ao momento em que Léon Marchand – vencedor da prova masculina de 200 metros em natação – alcançou o pódio da modalidade. Há volta de uma mesa, com um ecrã gigante à transmitir a competição, é visível o apoio e felicidade dos jogadores pelo compatriota fracês, agora medalhista de ouro.

Diretamente do rugby para a dança

Após vencerem as ilhas Fiji pela medalha de ouro olímpica por 28-7 no passado sábado, a equipa nacional de rugby francesa realizou uma pequena coreografia para o público presente no Stade de France, ao som do êxito dos anos 90 “Miami”, de Will Smith. Nas suas redes sociais, os jogadores revelaram que o momento foi planeado e praticado nos dias antes da competição, como forma de celebração na eventualidade de vencerem o torneio olímpico. “Decidimos fazer isso antes da final”, referiu Jean-Pascal Barraque, um dos integrantes da equipa.

Ninguém quer a raquete de Matt Ebden

Outro dos momentos partilhado na conta principal de Instagram da Eurosport teve lugar durante o confronto entre os tenistas Matthew Ebden, australiano, e Novak Djokovic, campeão sérvio. Durante a partida – que o sérvio vencia por uma larga margem – o australiano, com algum humor, dirigiu-se ao público oferecendo a sua raquete e perguntando “Alguém? Alguém quer?”.  O tenista acabou por perder a partida por 6-0. 

O resgate… de uma touca

Talvez o momento mais insólito da competição até ao momento aconteceu durante a competição de natação feminina quando um homem – de calções coloridos – mergulhou na piscina olímpica para recuperar uma touca de natação que pertencia a uma das atletas. Pouco antes das provas de 100 metros de bruços femininos começarem foi identificada a presença de um objeto não identificado no fundo da piscina e interrompida a competição. Enquanto se aguardavam, no estádio, instruções sobre sobre os procedimentos a tomar, um homem, não identificado, saltou para dentro da piscina e recuperou o objeto, permitindo a continuação das provas. Após o “salvamento”, o homem foi recebido por aplausos do público e atletas presentes na arena La Defense em Paris.

O momento foi partilhado na rede social X pela Eurosport com a legenda “Not all heroes wear capes, some wear funky trunks” – “Nem todos os heróis usam capas, às vezes usam calções originais”, em português.