A cerimónia começou pelas 15:00 locais (16:00 em Lisboa) e, entre os vários convidados, encontrava-se o representante da República na região, Pedro Catarino.

Com a entrada em funções, o XIV Governo Regional tem agora até 10 dias para entregar, no parlamento regional, o seu Programa, documento que contém as principais orientações políticas e as medidas a propor para a legislatura.

O novo executivo liderado por José Manuel Bolieiro (no cargo desde o final de 2020) integra nove secretarias regionais, além da Presidência e da Vice-presidência. O XIII Governo tinha oito secretarias e uma subsecretaria.

O líder do CDS-PP no arquipélago, Artur Lima, continua como vice-presidente e o líder do PPM/Açores, Paulo Estêvão, integra o executivo pela primeira vez, como secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades.

Paulo Estêvão, deputado eleito pelo círculo eleitoral da ilha do Corvo, ocupava a liderança do grupo parlamentar do PPM no parlamento açoriano.

O novo secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades é professor e deputado regional desde 2008.

Outra das novidades do executivo é a entrada de Mário Rui Pinho, que ocupava o cargo de diretor regional de Políticas Marítimas, para secretário regional do Mar e Pescas, substituindo Manuel São João.

O novo Governo dos Açores, que mantém nos cargos oito elementos do anterior, não tem nenhuma subsecretaria, mas o anterior tinha Pedro de Faria e Castro como subsecretário regional da Presidência.

O vice-presidente Artur Lima (CDS-PP) deixou de ter as pastas da Segurança Social e Habitação, mantém a Ciência e Tecnologia, e passa a tutelar também a Cooperação Externa e Económica e as Comunicações e Transição Digital (que transitam da presidência).

A secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, acumula a pasta da Segurança Social e deixa de tutelar o Desporto, que transita para a secretária da Educação e Cultura, Sofia Ribeiro.

Já a secretária regional da Juventude e Emprego, Maria João Carreiro, passa a tutelar também a área da Habitação.

Em 04 de fevereiro, a coligação PSD/CDS-PP/PPM venceu as regionais com 43,56% dos votos e elegeu 26 dos 57 deputados da Assembleia Legislativa, precisando de mais três para ter maioria absoluta.

O PS, que elegeu 23 deputados, e o BE, que elegeu um, já anunciaram que votariam contra o Programa do Governo da coligação.

O Chega, que elegeu cinco deputados, fez depender o seu voto do conteúdo do programa e da composição do executivo, e IL e PAN, que elegeram um deputado cada, remeteram a decisão para depois de conhecerem o documento.

Segundo o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, a rejeição do Programa do Governo implica uma maioria absoluta.

As eleições regionais nos Açores foram antecipadas para fevereiro na sequência do chumbo do Orçamento para 2024, com os votos contra de PS, BE e IL e a abstenção de Chega e PAN.

No dia 22 de fevereiro tomaram posse os novos 57 deputados eleitos nas regionais e o social-democrata Luís Garcia foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa.

A lista completa dos elementos que integram o XIV Governo dos Açores é a seguinte:

Presidente do Governo Regional — José Manuel Bolieiro (PSD)

Vice-presidente do Governo Regional — Artur Lima (CDS-PP)

Secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública – Duarte Freitas (PSD)

Secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades – Paulo Estêvão (PPM)

Secretária regional da Educação, Cultura e Desporto – Sofia Ribeiro (PSD)

Secretária regional da Saúde e Segurança Social – Mónica Seidi (PSD)

Secretário regional da Agricultura e Alimentação – António Ventura (PSD)

Secretário regional do Mar e Pescas — Mário Rui Pinho (PSD)

Secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas – Berta Cabral (PSD)

Secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego – Maria João Carreiro (independente)

Secretário regional do Ambiente e Ação Climática – Alonso Miguel (CDS-PP)

ASR (CYB/RF/ROC) // ROC

Palavras-chave:

Um pouco por todo o País começaram a surgir bancas que ostentavam a frase “A Economia Global pertence a todos”, com promotores a apresentarem uma esfera metálica que tem o objetivo de fotografar a íris – zona do olho que rodeia a pupila e se distingue pela cor. Em troca, cada pessoa que aceite fornecer este dado biométrico recebe 10 worldcoins, uma nova moeda que a empresa Tools for Humanity, de Sam Altman, lançou em julho, arrecadando ainda mais seis moedas só por descarregar a aplicação e ainda moedas adicionais caso convide outras pessoas a inscrever-se. O nome do empresário parece-lhe familiar? É normal, já que se trata do fundador do ChatGPT, a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) mais utilizada no mundo.

Sam Altman diz ter criado a Tools for Humanity para criar a maior rede digital e financeira do mundo e, de facto, a worldcoin tem registado uma valorização gradual. Atualmente, cada moeda vale cerca de 6.45 euros, o que faz com que cada pessoa que tenha feito o download da aplicação e fotografado a íris recebeu perto de 112 euros. O dinheiro rápido e fácil é a chave do sucesso desta campanha, com filas a formarem-se atrás das bancas que se encontram em centros comerciais ou estações de comboio, apesar de a empresa dizer que não está a comprar dados, mas sim a ceder propriedade do projeto a quem participa nele. Contudo, quem recebe dinheiro em troca de imagens da própria íris muitas vezes vê ali a oportunidade de fazer um extra ou de aliviar uma situação financeira mais apertada, já que o dinheiro da aplicação pode ser transferido para outra conta bancária ao fim de 24 horas. Contudo, esta situação levanta preocupações sobre privacidade e segurança de dados, não só em Portugal como em todo o mundo. Diz a Tools for Humanity que mais de 3,7 milhões de pessoas em 10 países já venderam este dado biométrico, que é considerado mais valioso do que a impressão digital por não existirem no mundo duas pessoas com a íris igual. 

Os dados biométricos da íris permitem provar no meio digital que estamos perante uma pessoa e não um robô que se está a fazer passar por um humano, algo cada vez mais relevante numa era em que a IA vive um desenvolvimento acelerado. A Tools for Humanity diz que está a efetuar esta recolha por motivos de segurança e para evitar fraudes online. Após a fotografia da íris, cria-se um “bilhete de identidade digital” chamado World ID que prova que aquela pessoa é real e única. Após esse processo, a empresa compromete-se a apagar as fotografias e dados biométricos recolhidos e nega a possibilidade de venda a outras entidades.

A Worldcoin diz cumprir as leis e regulamentos sobre a recolha e transferência de dados biométricos, incluindo o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da Europa, mas não escapa a preocupações nem à controvérsia. Em Portugal e em Espanha foram denunciados casos de venda deste dado biométrico por menores de 18 anos, apesar de tal não ser permitido. A Tools for Humanity garante que os operadores dos stands estão informados para a necessidade de confirmarem a idade dos voluntários, além de que todas as pessoas têm de assinar um formulário de consentimento no qual garantem terem mais de 18 anos. Ainda assim, muitos denunciam a abordagem feita diretamente aos mais novos que passam pelos stands, aliciando-os com criptomoedas e sem que seja dado o tempo necessário de ponderação, uma vez que a recolha dos dados é feita logo de seguida no local.

Vários países estão a investigar ou a suspender a atividade desta empresa, por suspeitarem da forma como os dados vão ser tratados e do objetivo final desta recolha de informação pessoal. Nas redes sociais, surgem teorias e hipóteses, com muitos a suspeitarem que esta entrega de informação pessoal pode tornar-se prejudicial no futuro, com os dados a serem usados de forma indevida ou em ações que podem trazer danos ou limitações ao indivíduo. Ainda assim, há internautas que afirmam que tal se trata de uma oportunidade de adquirir uma criptomoeda que pode continuar a valorizar – uma perspetiva com o qual alguns analistas discordam. 

Palavras-chave:

Numa iniciativa de campanha junto ao hospital de Santo Tirso, com cerca de meia centena de apoiantes, Paulo Raimundo defendeu a construção de um novo hospital para responder à população local, identificando esta situação como um exemplo da necessidade de aumentar o investimento na saúde.

“O que vai estar em decisão no próximo dia 10 de março não é a bipolarização entre PS e PSD. A verdadeira bipolarização é entre aqueles que acham que, de forma mais rápida ou menos rápida, o caminho é o desmantelamento do SNS ou aqueles que acham que a solução para utentes e profissionais passa por um SNS mais robusto e com mais meios para dar a resposta necessária”, afirmou.

Sem poupar nas críticas ao “negócio da doença” que atribui ao setor privado, o líder comunista apontou um “paradoxo” no aparecimento de mais unidades hospitalares privadas nos últimos anos.

“Os hospitais privados nascem como cogumelos por todo o lado, um crescimento exponencial nos últimos anos. E qual é o paradoxo? Quanto mais hospitais privados abrem, mais difícil é o acesso da população à saúde. Quando estiver a votar, vai ter de decidir qual é a opção: é pelo desmantelamento ou é para salvar o SNS, dando-lhe os instrumentos necessários?”, reforçou.

Acompanhado do cabeça de lista da CDU pelo distrito do Porto, Alfredo Maia, que também carregou nas críticas à falta de resposta do PS neste setor, o secretário-geral do PCP identificou três principais problemas no SNS, designadamente a falta de profissionais, a que a associou a necessidade de uma maior valorização; o reconhecimento de uma maior autonomia dos serviços de saúde; e a importância de avançar com mais investimentos em pessoas e meios.

“Falamos do SNS e a pergunta é sempre a mesma: quanto é que custa? A pergunta é outra: quanto é que custa deixar as pessoas sem acesso aos cuidados mínimos de saúde? É um desastre para o país e que connosco não vai continuar”, vincou, numa ação de campanha efetuada numa zona que viu passar também ali perto alguns apoiantes da Aliança Democrática (AD), bem como carros com instalações sonoras a apelar ao voto no Chega e no RiR.

Paulo Raimundo partiu inclusivamente da saúde para apontar um caminho para os eleitores indecisos: “Se a reflexão for sobre esta matéria, então tem a sua vida facilitada e escusa de estar indeciso. Se a reflexão de cada um for sobre esta matéria, acabe-se a indecisão e dê o voto à CDU, que é o voto para pôr o SNS a dar a resposta que é necessária”.

O líder comunista apostou hoje num discurso centrado na saúde, mas foi para exigir uma palavra sobre pensões que uma senhora o abordou no início da iniciativa.

Quase sem deixar falar Raimundo, deixou um aviso. “Vou estar atenta para ver se fala nas reformas despenalizadas. Não é só dizer valorizar, é dizer despenalizar”, disse, devagarinho, praticamente silabando a última palavra, ao que Raimundo respondeu: “Olhe nos meus olhos: Se há coisa que temos dito, vamos continuar a dizer e não vamos abdicar é de valorizar quem trabalhou uma vida inteira”.

A caravana da CDU prossegue hoje o dia de campanha com mais duas ações em Matosinhos e um comício à noite em Coimbra.

JGO // ACL

Os juízes decidiram hoje – um dia antes das primárias da Super Terça-Feira (onde 15 estados e um território realizam eleições) – que os estados não podem invocar uma disposição constitucional pós Guerra Civil para impedir que os candidatos presidenciais apareçam nos boletins de voto, alegando que esse poder compete apenas ao Congresso.

Esta decisão judicial coloca um fim aos esforços feitos nos estados do Colorado, Illinois, Maine e outros para eliminar Trump das eleições primárias, em que o ex-presidente aparece como favorito à indicação do seu partido.

As autoridades estaduais alegavam que Trump não deveria participar nas eleições por causa das suas tentativas de reverter a sua derrota na eleição presidencial de 2020 para o democrata Joe Biden, incentivando os seus apoiantes a invadirem o Capitólio, em 06 de janeiro de 2021.

Trump já reagiu a esta decisão judicial, saudando-a como uma “grande vitória” para os Estados Unidos, numa mensagem na rede social Truth Social.

RJP // PDF

“O mais importante ainda é como ajudar o Governo a encontrar soluções para as pessoas deslocadas, quer ajudando elas a regressarem às suas casas ou a transferi-las para outros lugares ou [a manterem-se] onde estão”, disse o alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, em declarações aos jornalistas, após ser recebido pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, em Maputo.

“Acordamos quanto aos passos subsequentes e à forma como as Nações Unidas podem melhor ajudar o Governo central e as autoridades locais a responderem a esta situação mediante a prestação de assistência humanitária, a curto prazo”, afirmou.

Grandi adiantou que está prevista a assistência jurídica aos deslocados e o apoio ao regresso às zonas de origem ou o reassentamento definitivo nas novas áreas.

Na mesma ocasião, Robert Piper, conselheiro especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para Soluções às Pessoas Deslocadas Internamente, disse que Moçambique constitui “prioridade” na agenda daquela instituição das Nações Unidas, assinalando que o país enfrenta grandes necessidades em termos de apoio humanitário.

“Moçambique é um país prioritário para as Nações Unidas, este é um país onde nós vemos grandes necessidades, centenas de milhares de moçambicanos regressaram às suas casas, nos últimos meses, para retomar as suas vidas, a sua subsistência”, declarou Piper.

A organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) estimou hoje em mais de 80 mil o número de pessoas que fugiram este ano de ataques terroristas em Cabo Delgado, norte de Moçambique, pedindo assistência alimentar e apoio psicológico.

“Seis anos após o início do violento conflito no norte de Moçambique, as pessoas em Cabo Delgado ainda vivem com medo. Só em 2024, mais de 80 mil pessoas tiveram de fugir na sequência de ataques de grupos armados”, refere a MSF, em comunicado.

 “As famílias deslocadas necessitam urgentemente de alimentos, abrigo, bens de primeira necessidade e cuidados de saúde e de saúde mental”, refere a organização.

Após vários meses de relativa normalidade nos distritos afetados pela violência armada em Cabo Delgado, a província tem registado, há algumas semanas, novas movimentações e ataques de grupos rebeldes, que têm limitado a circulação para alguns pontos nas poucas estradas asfaltadas que dão acesso a vários distritos.

Dados oficiais do Governo indicam que a nova vaga de ataques das últimas semanas obrigou 67.321 pessoas a fugirem das suas terras de origem, incursões justificadas pelo executivo moçambicano como resultado da “movimentação de pequenos grupos de terroristas” que saíram das suas bases em direção ao sul de Cabo Delgado, após um período de relativa estabilidade.

A província de Cabo Delgado enfrenta há seis anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde julho de 2021, com o apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região.

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês).

 

PMA // MLL

“Direi algo amargo: a situação hoje é muito pior que em 1962”, defendeu Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, que acredita estar a ser travada “uma guerra em toda a linha contra a Rússia”, com armamento norte-americano e a participação de “forças especiais e conselheiros norte-americanos”, noticiou a agência de notícias russa TASS.

De acordo com o dirigente russo, as potências ocidentais, lideradas por Washington, estão a tentar levar a cabo “intervenções geopolíticas” contra a Rússia.

“Primeiro na Geórgia, depois na Ucrânia, estamos a observar tentativas semelhantes na Moldova e nos países da Ásia Central”, indicou o ex-presidente russo.

“Felizmente, as autoridades dos Estados da Ásia Central mostram contenção e sabedoria, entendem tudo perfeitamente e, com bastante visão de futuro, não querem seguir o exemplo dos renegados corruptos que se alimentam de bolos podres da mão suja do Departamento de Estado” norte-americano, observou.

Embora Medvedev considere que “o Leste é um assunto delicado”, elogiou o facto de os países da região “não quebrarem nem cederem sob a mais forte pressão do Ocidente” e se concentrarem em consolidar as relações com “a grande Eurásia”, em vez de com uma “Europa dependente”.

ANC // PDF

“As vendas e as reservas efetuadas são francamente superiores ao ano anterior”, disse o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, à Lusa quando questionado se se notava um aumento das viagens dos portugueses para o estrangeiro nestes primeiros meses de 2024.

“Saem mais para todos os destinos. Há mais destinos, há mais oportunidades, têm surgido destinos novos, têm surgido e estão a surgir novas ocupações ‘charter’, portanto, tudo isto, aponta para números superiores, apesar de termos que olhar para estes números com alguma prudência e com alguma capacidade de esperar por números mais definitivos”, explicou o presidente da APAVT.

Este ano a Páscoa comemora-se em 31 de março – ao contrário de no ano passado que foi em abril -, pelo que o responsável ressalva que o balanço deverá ser feito depois pelo quadrimestre e não em 31 deste mês quando se dá o fecho de trimestre.

Mas, sublinha, “ao nível das reservas em março já são superiores e a oferta é maior. Portanto sim, os portugueses continuam a viajar e no início do ano os dados que nós temos é que estão a viajar e/ou a reservar mais do que o ano passado”, sublinhou Pedro Costa Ferreira à Lusa.

Em termos de escolhas, “no estrangeiro, o primeiro destino da Páscoa é Cabo Verde. Cabo Verde é um destino estrela nesta Páscoa”, afirmou, por seu lado, fonte oficial da APAVT à Lusa.

Para além disso, estão “com muita procura nesta Páscoa também Djerba [Tunísia], o nordeste brasileiro, as Caraíbas e as ilhas espanholas”, acrescentou este responsável.

Cá dentro, a Madeira está “em primeiro lugar das preferências”, sendo que “ainda com expressão nas vendas estão os Açores e depois vários destinos espalhados. Mas regra geral todos os destinos turísticos tradicionais da Páscoa (como o Algarve ou a Disneylandia) estão também a ser muito bem vendidos”, conclui fonte oficial.

MSF // JNM

Lusa/Fim

Palavras-chave:

Às 14:50 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones descia 0,20% para 39.010,36 pontos e o Nasdaq, dominado por tecnológicas, cedia 0,21% para 16.241,50 pontos.

O índice alargado S&P 500 descia 0,13% para 5.130,97 pontos.

Na sexta-feira, a bolsa nova-iorquina encerrou a primeira sessão de março com os índices Nasdaq e S&P 500 em níveis inéditos, graças a indicadores económicos que podem levar a Reserva Federal (Fed) a aliviar as taxas de juro.

A tecnológica Nvidia, que tem beneficiado dos desenvolvimentos da inteligência artificial, registou uma valorização de 4%, fechando com uma capitalização bolsista acima de dois biliões de dólares, o que só tinha sido conseguido pela Microsoft, pela Apple e pela petrolífera saudita Saudi Aramco.

EO // JNM

Cerca de 240 casos de Mpox foram detetados em Portugal desde 01 de junho do ano passado, revela um balanço da Direção-Geral da Saúde (DGS), segundo o qual o surto continua ativo, mas com tendência decrescente.

O primeiro alerta para a doença data de 03 de maio de 2022, com a confirmação laboratorial pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), de cinco casos do vírus Monkeypox (mpox) em Portugal, o segundo país a reportar casos de um surto que veio a ser mundial.

Em junho de 2023, foi identificado um segundo surto, ao fim de três meses sem casos reportados no país.

“Este segundo surto, embora mantendo a tendência decrescente durante o último mês [fevereiro], mantém-se ativo, com um total de 238 casos, com data de início de sintomas entre 01 de junho de 2023 e 29 de fevereiro de 2024”, refere a DGS num balanço publicado no ‘site’, adiantando que, este ano, foram reportados quatro novos casos.

Neste segundo surto, mantém-se o perfil epidemiológico e clínico do primeiro surto, refere a autoridade de saúde, adiantando que a maioria dos casos são homens (três mulheres), com idades compreendidas entre os 19 e os 64 anos (mediana 32)

A maioria reside na Região de Lisboa e Vale do Tejo (145 casos; 61%), seguida da Região Norte (82; 34%), da Região Autónoma da Madeira (5; 2,1%), da Região Centro (5; 2,1%) e da Região do Alentejo (1; 0,4%).

Dos casos confirmados, 33 (14%) estavam vacinados contra a mpox e, dos que tinham coinfecção por VIH (94), 13 eram vacinados: 2 (2%) com uma dose da vacina contra mpox e 7 (7%) com duas doses e 4 (4%) com vacinação contra a varíola previamente ao surto.

Considerando os 21 dias anteriores ao início dos sintomas, 53 (22%) casos referem frequência de saunas, 142 (60%) tiveram contactos sexuais com múltiplos parceiros, 66 (28%) participaram em atividades de sexo em grupo e/ou anónimo e 21 (9%) referem viagem recente ao estrangeiro.

Desde o início da disponibilidade de vacinas, a 16 de julho de 2022, até ao passado dia 29 de fevereiro foram vacinadas 8.607 pessoas.

Das 15.211 inoculações, 13.937 (92%) ocorreram em contexto de pré-exposição.

A DGS continua a salientar “a importância da deteção precoce de novos casos”, apelando para as pessoas evitarem o contacto físico íntimo durante o período de contagiosidade e promoverem o mais precocemente possível a vacinação de contactos próximos.

Apela ainda à vacinação preventiva na população de maior risco de infeção.

No mundo, entre 01 de janeiro de 2022 e 31 de janeiro de 2024, foram reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS) 93.921 casos confirmados e 662 casos prováveis de Mpox, em 117 países, incluindo 179 óbitos.

Durante o mês de janeiro, o número de novos casos reportados aumentou 29,7%, comparativamente com o mês anterior.

A maioria dos novos casos do mês passado foi notificada na Região das Américas (52,1%) e na Região Europeia (22,1%). No mês mais recente de notificação completa, 18 países notificaram um aumento no número mensal de casos.

No último mês, 29 países reportaram casos.

HN // FPA

Os números avançados pela organização referem-se à zona de Rafah, no sul do enclave palestiniano, onde se concentra a maior parte da população palestiniana deslocada de Gaza.

“Quase 30% dos menores tratados nos nossos postos de saúde em Rafah têm problemas intestinais”, avançou a médica da organização Marina Pomares, explicando que as crianças têm um sistema imunitário mais fraco do que os adultos e são mais suscetíveis a contrair doenças e alergias.

Um outro membro da Médicos Sem Fronteiras (MSF), Yousef al Khisawi, responsável pela água e saneamento da organização, avisou ainda que a população só tem meio litro de água potável por dia, sendo que, “numa situação normal, cada pessoa precisa de dois a três litros”.

“Agora, com a escassez atual [de água], a média para uma família de seis pessoas é de apenas um galão (3,8 litros)”, acrescentou.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) também alertou, num relatório recentemente publicado, que cerca de 70% dos habitantes de Gaza não têm outra escolha senão beber água salinizada ou contaminada.

A escassez de água potável tem sido um problema para mais de dois milhões de habitantes de Gaza desde a ofensiva israelita iniciada em outubro, após o ataque do grupo islamita palestiniano Hamas que deixou 1.200 mortos.

A retaliação de Israel destruiu ou danificou muitas infraestruturas cruciais, como condutas de água, tanques e estações de purificação e, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), pelo menos metade das instalações de água e saneamento da Faixa estão destruídas.

?Na última semana foram notificados pelo menos 15 casos fatais de desidratação e desnutrição no hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa, além de outros dois no hospital Al Shifa, na cidade de Gaza, devido à falta de recursos e combustível para operar centros médicos.

No total, em 150 dias de guerra, 30.534 pessoas morreram na Faixa de Gaza e 71.920 ficaram feridas, de acordo com a última contagem global do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

PMC // PDF