A democracia não é um luxo. Os banqueiros, alguns responsáveis políticos, os inefáveis mercados podem não gostar de instrumentos da democracia, como o referendo.
Ninguém dirá à chanceler Angela Merkel que não tem nada de ir ao Bundestag antes de cada cimeira europeia. Então por que motivo o primeiro-ministro grego, George Papandreu, não há-de perguntar aos cidadãos do seu país se dizem sim ou não ao compromisso de perdão da dívida e a tudo o que ele implica, obtido na última cimeira europeia?
A engenharia financeira é uma condição necessária de resposta á crise. Mas não é suficiente. A resposta à crise precisa de uma visão política abrangente. Se o navio for ao fundo, os países que viajam em primeira classe também vão ao fundo.