As autoridades chinesas confirmam estar a investigar a Nvidia por estar, alegadamente, a violar a legislação anti-monopólio do país, embora não entrem em detalhes sobre como as infrações estão a decorrer. Na comunidade, surgirão rapidamente vozes a alegar que se trata de uma retaliação contra as novas sanções aplicadas por Washington ao setor dos chips da China.
A Administração Estatal para a Regulação do Mercado explica também que está a violar alegadas violações dos compromissos assumidos pela Nvidia aquando da compra da israelita Mellanox Technologies em 2020, que foi aprovada condicionalmente pelo organismo.
Na semana passada, várias associações chinesas de topo nesta indústria assinaram uma carta coordenada onde recomendavam às empresas chinesas optar por chips feitos localmente e a não recorrer às soluções de empresas norte-americanas que “já não eram seguras”, lembra a Reuters.
Um porta-voz da Nvidia, cujas ações no mercado desvalorizaram 2,5% depois deste anúncio na segunda-feira, afirma que a empresa trabalha arduamente para “fornecer os melhores produtos que podemos em todas as regiões e honramos os nossos compromissos em todos os locais onde operamos”, adicionando que “estamos aptos a responder a quaisquer questões que os reguladores possam ter sobre os nossos negócios”.
O analista Bob O’Donnell da TECHnalysis Research antevê que a investigação não tenha grande impacto na Nvidia, uma vez que a maior parte dos chips de topo da empresa já estão proibidos de serem vendidos na China.
Recorde-se que, na semana, passada os Estados Unidos anunciaram uma nova ronda de sanções aos semicondutores chineses. Pouco Depois, Pequim respondeu ao banir a exportação de minérios críticos como gálio, germânio e antimónio para os Estados Unidos.
A última vez que a China lançou uma investigação como esta foi em 2013, quando analisou as práticas da subsidiária local da Qualcomm por cobrar preços demasiado altos e abusar da posição de mercado nos padrões de comunicação sem fios. Essa investigação resultou numa multa de 975 milhões de dólares, a mais alta até então na China.