Carta aberta ao ministro da Educação, por uma jovem
Peço-lhe que, ao ler este e-mail, se coloque no meu lugar: uma jovem que completou recentemente 18 anos e que estudou, trabalhou e dedicou grande parte do seu tempo e energia à escola, em especial nos últimos meses. Tudo isto com um único objetivo: candidatar-me ao Ensino Superior
Senhores deputados, por favor!
Sejamos sinceros, já algum de nós foi impactado negativamente pelo hastear de uma bandeira colorida? Já vos feriu os olhos? Ou já alguém vos obrigou a mudar de género? Como é óbvio, não. Isto não é um problema real nem relevante para o dia a dia dos portugueses
Modo avião. Não pertubar. Por uma jovem de 18 anos
Saramago não é fácil. E ainda bem. Nem tudo tem de ser fácil. Se a escola só servir para dar coisas fáceis, então para que serve? Para repetir aquilo que os alunos já encontram todos os dias no telemóvel? Para os manter entretidos? Para lhes dar textos cada vez mais simples, mais rápidos e mais “consumíveis”? Se for isso, então mais vale admitir, definitivamente, que já não queremos formar leitores, escritores, seres pensantes. Queremos apenas evitar que alguém se canse