E se não houver resposta certa?
É precisamente esta tirania da “resposta certa” que nos encerra o olhar. Deixemos as perguntas existencialistas batidas de lado. Sim, é legítimo refletir sobre o sentido da vida, mas por que razão deixámos de considerar igualmente valioso perguntar, sem segundas intenções, porque é que o céu é azul? (E só não pergunto o real motivo de o Ricardo ter faltado no domingo porque sei, perfeitamente, que o carro ficou atravessado na garagem)
O hospício do século XXI e a cadeira 43
Certo dia, conheci um homem numa ambulância. Tinha passado uma vida rodeado de livros. Disse-me que já não temia a morte; temia os olhos, que lhe fechavam as páginas, e a memória, que lhe roubava as palavras