Ao ler o Guia para a Realização das Provas ModA (Monitorização da Aprendizagem), enviado pelo Ministério da Educação às escolas, fica-se com a sensação de quase se estar perante um plano de operações militares. Por exemplo, lê-se ali que os enunciados daquelas provas não serão tornados públicos, o que implicitamente obriga os professores nelas envolvidos ao dever de confidencialidade.
Mas não é sem razão, diga-se, que a equipa liderada pelo ministro Fernando Alexandre impõe tamanho secretismo nas novas provas ModA, que decorrem desde a passada segunda-feira, 19, até 6 de junho, feitas pelos alunos do 4º e do 6º anos, sendo integralmente digitais e substituindo as provas de aferição que se efetuavam nos 2º, 5º e 8º anos. Como decidiu que os resultados destes testes não contam para a classificação final nem para a aprovação nas diferentes disciplinas, embora fiquem registados na ficha individual de cada aluno, o Ministério da Educação argumenta que os enunciados não são públicos para garantir a comparabilidade dos resultados ao longo dos anos e “a fiabilidade dos diagnósticos a extrair destas provas”. Aliás, a elaboração dos referidos enunciados e a correção das provas estão a cargo, em exclusivo, de uma equipa constituída para o efeito no Instituto de Avaliação Educativa (IAVE).

