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O Chega elegeu dois vereadores para a Câmara de Lisboa, mas vai ficar reduzido a um. Ana Simões Silva passa a vereadora independente, baralhando as contas da governação de Lisboa. Carlos Moedas deixa de estar nas mãos do Chega para formar maiorias.
Em comunicado a que a VISÃO teve acesso, a vereadora informa ter-se desfiliado do Chega “com efeitos imediatos” esta segunda-feira, 19 de janeiro.
“Mais informo que irei assumir o mandato na qualidade de vereadora independente”, avisa a eleita, que se queixa da forma como estava a ser tratada pelo partido de André Ventura em Lisboa, em particular por Bruno Mascarenhas, o cabeça de lista daquele partido para a Câmara de Lisboa.
“Esta decisão prende-se com incompatibilidades políticas intransponíveis dentro do Gabinete da Vereação do Partido Chega”, escreve, num ataque claro a Bruno Mascarenhas.
“Não posso permanecer como uma Vereadora meramente decorativa, sem qualquer tipo de meios que permitam exercer um mandato competente em benefício da cidade de Lisboa”, ataca Ana Simões Silva.
À VISÃO, Ana Simões Silva reforça que a sua desfiliação do Chega se prende exclusivamente com a sua incompatibilização com Bruno Mascarenhas.
“A minha relação com a estrutura do partido do Dr. André Ventura sempre se pautou por enorme elevação e profissionalismo. Ao assumir o Mandato na qualidade de Vereadora Independente, tal decisão prende-se única e exclusivamente com incompatibilidades políticas intransponíveis dentro do Gabinete da Vereação do Partido Chega. Jamais com o Presidente do partido ou quaisquer estruturas partidárias internas, nomeadamente a Distrital ou a Concelhia de Lisboa”, sublinha Ana Simões Silva.
ATUALIZADO às 11h50 com declaração de Ana Simões Silva à VISÃO