É inevitável questionarmo-nos sobre o que faríamos se fosse connosco. As personagens são muito credíveis ou, melhor, podiam ser qualquer um de nós. A série Soulmates, de William Bridges (Stranger Things; vencedor de um Emmy com o episódio USS Callister de Black Mirror) e de Brett Goldstein, fala de encontros e desencontros, de conversas e silêncios, de pares efémeros e casais sólidos, e de rotinas interrompidas por momentos inesperados.
Fazer um teste (baseado em alguma evidência científica, mas pouco explorada na série) e encontrar a alma gémea. À partida, a premissa parece simples, mas, no que toca aos afetos, às relações e ao amor, tudo se complica. Um mês antes de porem tudo em causa e de fazer o teste, Nikki (Sarah Snook) e Franklin (Kingsley Ben-Adir) vivem a vida de uma família feliz. Casaram-se jovens, têm dois filhos e a rotina segue o seu curso. Vários sinais à volta de Nikki levam-na a questionar-se se a normalidade seria o que a preenche. Será a mudança o melhor?

Cada elenco segue uma dinâmica e uma estética diferente. Da típica família feliz norte-americana saltamos para um caso de uma noite só entre dois estranhos, Mateo (Bill Skarsgård) e Jonah (Nathan Stewart-Jarrett), no México. Os bons momentos juntos, em ambiente de férias e de festas, não primam pelo afeto. Será uma noite suficiente para se desistir de tudo e aceitar que se encontrou a combinação perfeita?
A busca da felicidade pode revelar o melhor e o pior do ser humano. E no caso de Caitlin (Betsy Brandt) parece não haver limites. Solitária, descuidada, mas atenta aos outros, não se resigna à vida que leva com o namorado a morar na sua casa. Insegura, ansiosa e atormentada, vai fazer o teste que a leva a conhecer Nathan (JJ Feild). As conversas intensas transformam-se em sorrisos rasgados, até um verdadeiro caso de polícia tomar conta da sua fantasia de encontrar a alma gémea. Será a mudança o melhor? Pelo menos, é diferente.
Soulmates > Estreia 11 nov, qua 22h10 > AMC