“O plano foi adiado, mas o esforço não. Estamos a trabalhar todos os dias para nos livrarmos do petróleo russo, mas não é uma questão simples, escusado será dizer. Se fosse fácil, tê-lo-íamos feito há três anos”, aquando do início da guerra da Ucrânia causada pela invasão russa, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jorgensen, em Bruxelas, garantindo que o executivo comunitário está a “trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana para que isto aconteça […] e o mais rapidamente possível”.

Apesar de ter chegado a estar prevista para final de março a apresentação de um roteiro para o fim das importações de energia pela UE à Rússia, este documento foi depois retirado do calendário da instituição.

Em entrevista à Lusa e outras agências europeias no âmbito do projeto European Newsroom (Redação Europeia), Dan Jorgensen lembrou que “é evidente que a situação geopolítica levanta muitas questões e estamos em diálogo muito estreito com os países da Europa, um Estado-membro [Eslováquia], que serão diretamente afetados por um corte total do gás russo”.

A UE ainda importa 13% do gás russo – 45% antes da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.

No seguimento dos vários pacotes de sanções adotados pela UE contra a Rússia pela invasão da Ucrânia, foi proibida a compra de carvão e de praticamente todo o petróleo russo no mercado único, mas não de gás, embora o bloco comunitário esteja a avançar para uma desconexão energética total em relação a Moscovo.

A UE tem como objetivo acabar com o recurso aos combustíveis fósseis russos até 2027.

Se lhe pedissem para descrever o seu pai em três palavras, quais escolheria?

Todos carregamos alguma herança dos nossos pais. Para alguns, é a segurança de uma infância protegida. Para outros, é um vazio que nunca deixou de ecoar. Porque a verdade é esta: nem todos os pais o são. Ser pai não é sobre biologia, nem sobre um apelido partilhado. É um compromisso diário, um laço que se constrói na presença e não na ausência.

Ser pai é verbo, não substantivo.

Há ausências que fazem mais barulho do que presenças e a ausência de um pai pode ser um silêncio ensurdecedor. Pode estar na cadeira vazia de um recital, na falta de um abraço quando tudo desaba, na resposta que nunca chegou.

O cérebro humano não precisa apenas de comida ou abrigo. Precisa de vínculo. E quando esse vínculo falha, o corpo aprende a viver em alerta. Estudos mostram que a ausência paterna — seja física ou emocional — pode aumentar os níveis de stress e insegurança, afetando a autoestima e a forma como nos relacionamos na vida adulta.

Quem nunca teve um pai presente aprende, muitas vezes, a ser forte antes de estar pronto; a não esperar muito dos outros; ou então passa a vida à procura desse amor em lugares onde ele nunca esteve.

Há pais que não ficaram porque não quiseram. Outros porque não souberam como. Muitos foram ensinados que amar era apenas “trazer comida para a mesa”, não sentar-se à mesa para ouvir. E, sem nunca o perceberem, deixaram gerações a crescer na sombra de um amor que existia, mas não foi mostrado.

Só que amor que não se expressa é amor que não se aprende.

Um pai que nunca disse “estou aqui para ti” pode ter estado presente, mas o filho que nunca ouviu essas palavras talvez tenha passado a vida a sentir-se sozinho.

Se há algo que a vida ensina é que a paternidade não precisa de vir no sangue para ser real. Há padrastos que foram mais pais do que pais. Há avôs, tios, amigos que preencheram espaços que nunca deveriam ter estado vazios. E há aqueles que cresceram sem referência alguma e tiveram de ser o seu próprio abrigo.

E, quando um pai não fica?

A ausência pode marcar, mas não define. O amor que não recebemos não dita o amor que podemos dar.

Se teve um pai que foi chão e abrigo, agradeça-lhe hoje.

Se não o teve, lembre-se: há outras formas de reescrever a sua história. Comece já hoje.  

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Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

“À medida que passava mais tempo no espaço, os sintomas ao regressar à Terra eram piores”, contou o antigo astronauta, Scott Kelly, em entrevista à The New Yorker, após regressar, em 2016, a bordo da nave espacial Soyuz, de uma missão de quase um ano na Estação Espacial Internacional. Acompanhado por Mikhail Kornienko e Sergey Volkov, também tripulantes na missão espacial, a nave em que Kelly seguia entrou na atmosfera a mais de 27 mil quilómetros hora, resultando num efeito seis vezes a força da gravidade sobre os astronautas.

Kelly – que já deixou a vida no espaço – foi o tripulante que mais tempo passou no espaço, com quatro missões completas, cada uma mais longa que a anterior, num total de 520 dias fora do planeta Terra. Nesta viagem em específico, realizou o voo espacial mais longo de todos os americanos: 340 dia na Estação Espacial Internacional. No entanto, quanto mais tempo no espaço, maiores efeitos no seu organismo quando regressou a casa, em Houston, no Texas.

Os efeitos que as viagens espaciais têm no corpo dos astronautas têm sido objeto de estudo da comunidade científica há décadas. Sabe-se, por exemplo, que a quase ausência de peso no espaço resulta no alongar da coluna vertebral e provoca a perda de músculo e ossos, razão pela qual os astronautas têm de fazer exercício físico com frequência. Kelly regressou à Terra com mais cinco centímetros do que quando partiu e com uma massa corporal 7% menor. Para além das náuseas e tonturas, inicialmente sentidas, Kelly afirmou sofrer ainda de outros sintomas, como dores nas articulações – resultado da força da gravidade, desconforto, erupções cutâneas no pescoço e costas e muito inchaço nas pernas.

Antes da missão espacial, Kelly e o irmão gémeo, Mark Kelly, senador do estado do Arizona, participaram num estudo – o  NASA Twins Study – com o objetivo de comparar os efeitos fisiológicos de missões de longa duração no organismo dos irmãos. Nos meses que se seguiram ao regresso de Kelly, a equipa de mais de oitenta investigadores, de 12 universidades, testaram várias amostras biológicas e chegaram a conclusões preocupantes. Em primeiro lugar, os testes cognitivos revelaram uma diminuição da velocidade e da precisão mental de Scott. Já as paredes dos seus vasos sanguíneos engrossaram e estavam inflamadas o suficiente para provocar um ataque cardíaco ou um choque sético. Foram também detetadas proteínas – que se encontram sobretudo no cérebro – na sua corrente sanguínea, o que sugere que a barreira hematoencefálica do astronauta perdeu alguma da sua integridade. A visão de Kelly também se deteriorou, ao ponto de o mesmo necessitar de óculos. Já na genética, cerca de nove mil genes do astronauta – alguns dos quais poderiam aumentar o risco de cancro e de problemas no sistema imunitário – sofreram alterações. E os seus telómeros de Kelly – estruturas que existem nas extremidades do ADN e que, por norma, encolhem à medida que a pessoa envelhece – aumentaram enquanto esteve no espaço, mas contraíram, após o seu regresso, ficando até mais curtos do que quando ele partiu na missão.

Mathias Basner, professor de psiquiatria na Universidade da Pensilvânia e um dos investigadores envolvidos no estudo dos irmãos Kelly, defende que as viagens espaciais podem provocar alterações estruturais no cérebro humano apesar de a maioria ser “provavelmente reversível”. Durante a microgravidade – também conhecida como ausência de peso – ocorre a deslocação de sangue a parte superior do cérebro, comprimindo a zona responsável pela absorção do líquido cefalorraquidiano, provocando um inchaço das cavidades cerebrais e levando ao aumento da pressão intracraniana. No mesmo sentido, certos biomarcadores associados a doenças neurodegenerativas parecem aumentar significativamente após uma viagem de longa duração ao espaço, o que pode “sugerir que algo de muito mau está a acontecer no cérebro”, disse Basner.  

Até hoje, foram ao espaço menos de setecentas pessoas, na sua maioria homens. No entanto, estima-se que, nas próximas décadas, este número possa crescer exponencialmente à medida que cada vez mais empresas – como a SpaceX, a Blue Origin e a Virgin Galactic – procuram realizar mais missões espaciais. “A dada altura, vamos ter milhares de pessoas a viver ou a trabalhar no espaço”, contou  Christopher Mason, principal investigador do NASA Twins Study, à The New Yorker. “Precisamos de perceber como o fazer em segurança”, acrescentou.

A investigação sobre os irmãos Kelly enfrentou, contudo, um desafio fundamental para a investigação espacial: a dimensão da amostra. Outros estudos, também liderados por Mason, focam-se nas mudanças provocadas pela estadia de longa duração no espaço. É o caso das alterações encontradas na tripulação da Inspiration4.

Inspiration4 e o sonho de chegar a marte

Em 2021, descolou da Flórida a missão privada Inspiration4, promovida pela SpaceX, com astronautas civis. No Cornell Aerospace Medicine Biobank (CAMbank), onde Mason trabalha, foram estudados os efeitos que a visita ao espaço teve no corpo destas pessoas, através de amostras de saliva, sangue, pele e urina. A tripulação do Inspiration4 esteve no espaço apenas três dias, o que parece ter sido tempo suficiente para que os muitos efeitos secundários das viagens espaciais se fizessem sentir.

Enquanto em órbita, Sian Proctor, uma das tripulantes, precisou de tomar medicação para controlar as náuseas que sentia. Já Hayley Arceneaux, que com apenas 33 anos se tornou na norte-americana mais nova a orbitar a Terra, sentiu dores de cabeça, congestão nasal e dores intensas nas costas quando a coluna vertebral se esticou na microgravidade. Após a aterragem, foram encontrados alguns problemas cognitivos, como dificuldades ao nível da memória.

Mason e a equipa detetaram modificações genéticas nas células imunitárias, alterações na organização do ADN e picos de inflamação no organismo destes tripulantes. Em todos os astronautas foram também encontrados marcadores de stress oxidativo – que ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção de compostos que não são úteis para a vida (radicais livres, água oxigenada e outros) e a sua remoção do organismo – uma condição frequente quando a radiação danifica o ADN. Os testes revelaram ainda um aumento do número de vírus na pele e mudanças na composição das bactérias da boca e do intestino.

A maior parte destes efeitos na saúde acabaram por desaparecer, escreveu a equipa de investigação num artigo publicado na revista Nature, no ano passado, mas algumas condições – como danos no ADN, por exemplo – só apareceram depois do regresso da tripulação à Terra. “O corpo está a adaptar-se a um ambiente invulgar e complexo de formas invulgares e complexas”, explicou Mason. “Estamos a começar a ver uma assinatura biológica do espaço. Em breve, poderemos dizer: “Isto é o que te vai acontecer se receberes uma dose de três dias de espaço. Isto é o que vai acontecer com uma dose de três meses”, acrescentou.

 Mason e os seus colegas querem neutralizar os efeitos mais perigosos das viagens espaciais para a saúde. “Fazemos tudo o que podemos para manter os astronautas seguros através da engenharia dos foguetões e das naves, mas será que poderíamos criar algumas das proteções no interior, dentro dos próprios astronautas?”, escreveu Mason no seu trabalho The Next 500 Years: Engineering Life to Reach New Worlds, de 2021.

Com todos estes efeitos já reconhecidos, a questão impõe-se:

Se o corpo humano já sofre tanto apenas com viagens ao espaço, aguentaria uma estadia em Marte?

Apenas 24 pessoas já saíram da órbita baixa da Terra – relativamente protegida da radiação espacial e das falhas de comunicação. Ainda assim, os EUA e a China apostam em viagens tripuladas a Marte e Elon Musk, o CEO da SpaceX, que disse que gostaria de morrer lá. A SpaceX vai lançar um foguetão Starship em direção a Marte já em 2026 e Musk acredita que a aterragem de humanos no planeta vermelho pode vir a acontecer em 2029, embora “2031 seja mais provável”.

Com apenas metade do tamanho da Terra, o núcleo de Marte – feito de níquel e ferra – arrefeceu e solidificou. Hoje, o planeta, que outrora tinha um campo magnético semelhante ao do nosso – com uma atmosfera que retinha o calor e bloqueava radiação – não possui essa proteção magnética e a sua superfície é bombardeada por radiação solar e galáctica. Deste modo, habitar Marte exigiria uma transformação monumental do planeta, sendo um dos maiores obstáculos a ultrapassar a radiação, objeto de estudo de várias investigações.

À altura que se encontra a Estação Espacial Internacional, a radiação, proveniente de várias fontes como estrelas, vulcões ou certos elementos (como o urânio, por exemplo) e constituída por partículas ou ondas que atravessam o espaço a grande velocidade, é considerada segura para os astronautas. Existe a radiação não ionizante e a radiação ionizante, que penetra nos tecidos e danifica o ADN ao transformar os átomos estáveis em “radicais livres” instáveis que chocam com o material genético, causando mutações e ligações inadequadas. “A radiação é um dos potenciais obstáculos dos voos espaciais”, referiu Basner. “E é muito difícil protegermo-nos dela.”

Numa investigação realizada por Afshin Beheshti – diretor do Centro de Medicina Espacial da Universidade de Pittsburgh – e Robert Schwartz – do centro médico Weill Cornell – sobre os efeitos da radiação lunar e de Marte no organismo, os cientistas descobriram que o fígado, normalmente considerado mais resistente à radiação do que alguns outros órgãos, registou uma perda profunda de células hepáticas. A dose de Marte foi significativamente pior do que a dose da Lua, com as células que sobreviveram a mostrarem-se capazes de desempenhar funções básicas, como produzir proteínas e metabolizar resíduos, resultando num maior risco de prejudicar o sistema imunitário, acelerar o envelhecimento e causar cancro.

Outro resultado mostrou como as mitocôndrias que foram fortificadas com suplementos tinham muito menos probabilidades de perder a sua integridade e morrer. Beheshti e Schwartz sugeriram que os suplementos poderiam um dia ajudar os astronautas a evitar os piores efeitos da radiação. “Isto abre uma forma totalmente diferente de pensar sobre como se pode tratar qualquer número de doenças – cancro, envelhecimento, doenças infeciosas”, disse Schwartz.

Não sabemos, para já, se o telefonema entre Trump e Putin ocorreu exatamente dessa forma ou se recorreram a uma teleconferência. Diz-se que durou uma hora e meia e que desse tempo resultaram conclusões interessantes. Aguardamos agora pelo telefonema de Trump a Zelensky.

Foi um avanço extraordinário para a paz entre a Ucrânia e a Rússia? Não, não foi. Ambos deram pequenos passos, mas sempre na berma da estrada, exceto no ponto mais importante de todos, que era precisamente o que Putin desejava. Vamos por partes:

  1. Cessar-fogo no Mar Negro por 30 dias. Curioso: não há ali nenhuma batalha em curso. Por isso, irrelevante.
  2. Cessar-fogo contra infraestruturas energéticas na Ucrânia, também por 30 dias. Bem acordado.
  3. Troca de 175 prisioneiros de guerra entre as duas partes. Boa decisão, mas o alcance deveria ser maior.
  4. Exigência de Putin: paragem imediata do envio de armas, equipamentos e informações militares para Kiev. Pois, só cá faltava.
  5. Oferta de Putin: aceitar a rendição das forças ucranianas, que seriam tratadas com todo o respeito.

Há aqui muita palha, sendo que ambas as partes querem iniciar de imediato os aspetos práticos e técnicos deste entendimento, cujo parceiro essencial nem sequer estava na linha. No entanto, Putin conseguiu aquilo que mais desejava desde 2022: que a Administração americana retomasse o diálogo com Moscovo, aliviando ou até suspendendo todas as sanções aplicadas desde o início da guerra. Uma a uma, vão caindo com Trump na Casa Branca. Essa era a moeda de troca do presidente americano.

Se tal acontecer, os Estados Unidos confirmam o afastamento da Europa, que ficará sozinha a manter e reforçar as sanções – algo que pouco importará ao Kremlin, sendo que a porta americana ficará aberta.

Conclusão: esta cimeira virtual desiludiu quem esperava um grande passo para a paz. Foi curto, escasso, exíguo.

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O Dia Seguinte

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

Os Presidentes norte-americano e russo concordaram, na conversa de hora e meia que mantiveram telefonicamente esta tarde (começou pelas 15h00, hora de Lisboa), que a guerra na Ucrânia “precisa de terminar com uma paz duradoura”.

De acordo com uma descrição da conversa feita pela Casa Branca, os dois líderes também concordaram em iniciar conversações imediatas não sobre um cessar-fogo geral, mas sobre uma trégua que incidirá sobre alvos ligados a “energia e infaestruturas”. Acordadas ficaram também “negociações técnicas” sobre a implementação de um cessar-fogo marítimo no Mar Negro e um cessar-fogo total com vista à “paz permanente”.

O comunicado refere que as negociações sobre estes pontos terão início imediatamente no Médio Oriente.

“Os dois líderes concordaram que um futuro com uma relação bilateral melhorada entre os Estados Unidos e a Rússia tem enormes vantagens. Isto inclui enormes negócios económicos e estabilidade geopolítica quando a paz for alcançada”, lê-se ainda.

A Alphabet, empresa-mãe da Google, comprou a empresa israelita Wiz num negócio de 32 mil milhões de dólares, cerca de 29,3 mil milhões de euros ao câmbio atual. A Wiz é especializada em soluções e ferramentas de segurança informática aplicadas à computação na nuvem (cloud) e vai ser integrada na divisão Google Cloud depois de o negócio estar concluído.

“A Wiz e a Google Cloud partilham a convicção de que a segurança na cloud deve ser mais simples, acessível, inteligente e democratizada, para que mais organizações possam adotar e utilizar a cloud e a Inteligência Artificial de forma segura”, sublinhou, em comunicado, o diretor executivo (CEO) da Wiz, Assaf Rappaport, sobre o negócio.

“Ambas as empresas acreditam também que a Wiz deve continuar a ser multiplataforma, para que, independentemente da cloud utilizada, permaneçamos como uma plataforma líder. Continuaremos a trabalhar de perto com os nossos parceiros na Amazon Web Services, Microsoft Azure, Oracle e em toda a indústria”, acrescentou.

O negócio está ainda sujeito à aprovação dos reguladores da área da concorrência, de acordo com a informação de ambas as empresas.

“Tanto a cibersegurança como a computação na cloud são indústrias em rápido crescimento, com uma vasta gama de soluções. O papel crescente da IA e a adoção de serviços cloud transformaram significativamente o panorama da segurança para os clientes, tornando a cibersegurança cada vez mais crucial na defesa contra riscos emergentes e na proteção da segurança nacional”, justifica, por seu lado, a Google, em comunicado, relativamente à aquisição.

Segundo a publicação The Verge, a Alphabet já tinha feito uma oferta de aquisição da Wiz em maio de 2024, na época de 12 mil milhões de dólares, mas as negociações não chegaram a bom termo. A startup criada por israelitas terminou o ano passado com uma avaliação de 16 mil milhões de dólares e rumores recentes apontavam para movimentações no sentido de a tecnológica avançar para a entrada na bolsa de valores através de uma Oferta Pública Inicial.

Este torna-se assim no maior negócio de sempre feito na ‘esfera’ Google. O segundo maior negócio da empresa, a compra da Motorola por 12 mil milhões de dólares há mais de dez anos, torna-se mais ‘modesto’ quando comparado com o investimento agora feito na Wiz. Este não é, no entanto, o primeiro grande negócio na área da cibersegurança feito pela Alphabet. Em 2022, a tecnológica comprou a Mandiant por 5,4 mil milhões de dólares.

É verdade, as eleições já se realizaram e, nesta altura, as escolas já enviaram os seus resultados para serem validados pela Pordata, que é a entidade responsável pela contagem dos votos a nível nacional.

A VISÃO Júnior esteve em algumas escolas e pudemos ver a animação que se viveu nas bibliotecas, o lugar preferido para receber este dia tão importante.

Em breve, se ainda não sabes, os resultados da votação na tua escola serão revelados, mas os resultados finais, após a contagem de todas as escolas participantes – 802 em Portugal e 2 em França – só se saberão a 16 de maio. Será nesse dia que se realizará a festa final de ?Miúdos a Votos’, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Mas, para já, podes ver nas fotogalerias em baixo como decorreram as eleições em algumas das escolas.

EB 2/3 Conde de Oeiras, em Oeiras

EB/JI Vila Nova de Caparica, Almada

EB D. Pedro I, Vila Nova de Gaia

EB da Barranha, Matosinhos

Um recente estudo realizado por uma equipa de investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, sugere que as crianças que consomem peixe regularmente podem ser mais sociáveis. A explicação para esta conclusão reside no facto de o peixe ser uma fonte de ácidos gordos – como o ómega 3, selénio e iodo – fundamentais para o desenvolvimento do cérebro e função cognitiva das crianças. O mesmo acontece com o marisco.

Para o estudo, publicado na revista European Journal of Nutrition, os investigadores recorreram a dados de quase 6 mil crianças em Inglaterra para analisar a associação entre o consumo de peixe e marisco por crianças com sete e nove anos de idade e o desenvolvimento cognitivo e comportamental. “As provas que associam o consumo de peixe nas crianças a um melhor desenvolvimento comportamental são claras”, explicou Caroline Taylor, uma das autoras do estudo.

Através dos dados foi possível verificar que cerca de 7,2% da amostra analisada não comiam peixe todas as semanas, 63,9% comiam entre um e 190 gramas por semana e 28,9% consumiam mais de 190 gramas de peixe por semana. Já o consumo de produtos como douradinhos ou semelhantes, representou quase metade (46%) do consumo médio total de peixe e marisco.

Os investigadores concluíram que as crianças que não comiam peixe tinham mais probabilidades de apresentar um “comportamento pró-social sub optimal”, ou seja, abaixo do ideal. Caracterizado pelos investigadores, o comportamento pró-social inclui maiores demonstrações de altruísmo, partilha e simpatia por parte das crianças.

Foi ainda possível verificar que as crianças de sete anos que não consumiam peixe – em comparação com as que comiam pelo menos 190 gramas deste produto por semana – tinham 35% mais probabilidades de apresentar um comportamento pró-social deficitário. Uma percentagem que aumentou para 43% entre as crianças de nove anos. “Os nossos estudos anteriores mostraram que o consumo de peixe durante a gravidez no Reino Unido pode ter um efeito positivo no desenvolvimento da criança. Isto também se verificou em países onde o consumo de peixe é mais elevado do que aqui, pelo que é provável que o incentivo ao consumo de peixe tenha um efeito positivo no desenvolvimento da criança”, referiu a especialista.

O Roblox é um fenómeno indiscutível de popularidade, com mais de 80 milhões de jogadores diários em 2024, mais utilizadores mensais do que a PS5 e a Nintendo Switch juntas. O cofundador e diretor executivo da Roblox Corporation, Dave Baszucki, refere que a empresa está atenta e a providenciar “experiências impressionantes” a “dezenas de milhões de jogadores”, recomendando que os pais que estão preocupados com a segurança da plataforma devem manter os menores afastados. “A minha primeira mensagem [para os pais] é que se não estão confortáveis, não deixem as vossas crianças jogarRoblox”, afirmou o executivo.

Responsáveis de fóruns de pais no Reino Unido como o Mumsnet respondem que “há controlos parentais, e os nossos utilizadores precisam de supervisão parental constante (…) Se temos múltiplas crianças de quem temos de tomar conta e coisas acontecem, não podemos estar alerta 24/7 a olhar para tudo, mesmo que tenhamos todos os controlos parentais definidos”, afirma Justine Roberts. Já Ellie Gibson, do podcast Scummy Mummies, afirma que “é mais fácil dizer do que fazer, especialmente quando todos os seus amigos estão a jogar”, cita a BBC.

O executivo continuou a descrever que “temos a atitude na empresa de que qualquer incidente, mesmo que seja só um, é um a mais (…) Estamos vigilantes sobre bullying, sobre assédio, filtramos todas essas coisas e, atrás nos bastidores, a análise continua e, se necessário, comunicamos com as autoridades”.

A Roblox Corporation afirma estar a monitorizar as comunicações entre membros da plataforma e a empregar sistemas avançados de Inteligência Artificial e outras tecnologias para identificar as situações que carecem de investigações mais aprofundadas. No ano passado, a plataforma proibiu que os menores de 13 anos pudessem enviar mensagens diretamente e também que pudessem jogar nos ‘hangout experiences’ onde é possível haver chats entre jogadores.

Uma investigação da BBC, no entanto, mostra que é possível contornar os filtros e mudar as conversas para outras plataformas não vigiadas. Os jornalistas criaram duas contas, uma de 15 anos e outra de 27 anos, trocaram mensagens entre ambas e conseguiram passar a conversa para outros chats, tendo de reformular as mensagens para conseguir passar os filtros, num comportamento que pode ser adotado por predadores à caça de menores na plataforma.

Os voos de teste mais recentes da Starship não correram como esperado, com várias explosões a sucederem-se. Apesar disso, Elon Musk passou uma mensagem de confiança e anunciou que a empresa vai lançar uma Starship em direção a Marte já em 2026 e que a aterragem de humanos no planeta ‘vermelho’ pode vir a acontecer em 2029, embora “2031 seja mais provável”, acrescentou no X.

A SpaceX está a investigar as múltiplas falhas nos voos de teste e quer analisar os dados “para melhor entender a raiz do problema”, realçando que a falha mais recente aconteceu depois da perda de “vários” motores. A autoridade federal de aviação dos EUA (FAA) já fez saber que a SpaceX só pode voltar a voar depois de conduzir uma investigação, noticia a BBC.

Os planos de Musk sobre Marte já são conhecidos há muito: em 2016, o executivo afirmou que havia planos para lançar a nave Dragon logo em 2018 e, em 2024, revelou a intenção de lançar as primeiras Starship para Marte em 2026 e de lançar uma missão tripulada nos quatro anos seguintes. A bordo destas, deve também viajar o robô humanoide Optimus apresentado no ano passado.

Sabe-se que a NASA tem esperança de usar uma versão modificada da Starship para permitir colocar astronautas na superfície da Lua, com a missão Artemis.

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