O Rollout é o maior evento da FST (Fórmula Student Lisboa) e está marcado para hoje, 17h30, no Salão Nobre do campus Alameda do Instituto Superior Técnico. É neste evento que vai ser apresentado o novo protótipo de alta performance deste tipo especial de Fórmula, o FST14 desenvolvido durante este ano letivo pelos estudantes do Técnico, com o apoio da Vinci Energies Portugal e das marcas Actemium, Axians, Omexom e Sotécnica.

Este modelo tem modos de condução manual e autónoma e vai competir no verão nas provas FSPT (Portugal), FSS (Espanha) e FSG (Alemanha) nas categorias de veículo elétrico e veículo autónomo (EV e DV). A equipa, que foi criada em 2001, é hoje uma referência nacional neste segmento.

O comunicado de imprensa revela que o evento Rollout conta com a participação de Rogério Colaço, presidente do IST, de Nuno Lynce Silva, líder da equipa da FST Lisboa, e de Pedro Afonso, o CEO da Vinci Energies Portugal. Além da apresentação da engenharia do protótipo pelas equipas técnicas, o evento vai contar com a revelação e demonstração em estrada.

O modelo desenvolvido para a época de 2024/25 registou os melhores resultados de sempre ao conquistar o primeiro lugar nas categorias EV e DV em Portugal, o segundo lugar em DV e o primeiro lugar nas provas de Design, SkiPad e Acceleration em Espanha. Na Alemanha, conquistou um histórico sétimo lugar entre 80 participantes na categoria EV.

Em 31 de dezembro de 2024 a população residente em Portugal foi estimada em 10.749,635 pessoas, mais 109.909 pessoas do que em 2023, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quarta-feira.

“O acréscimo populacional resultou de um saldo migratório de 143.641 pessoas (155.701 em 2023), que compensou o saldo natural negativo, de -33.732 (-32.596 em 2023)”, lê-se nas Estimativas da População Residente em Portugal 2024″.

Segundo o INE, estes resultados traduziram-se em taxas de crescimento efetivo, migratório e natural, de 1,03%, 1,34% e -0,32%, respetivamente (1,16%, 1,47% e -0,31%, respetivamente, em 2023).

Em consequência do decréscimo da natalidade, o número médio de filhos por mulher em idade fértil diminuiu no ano passado para 1,40 filhos (1,44 em 2023).

O envelhecimento demográfico em Portugal continuou a acentuar-se, tendo em 2024 o índice de envelhecimento atingido o valor de 192,4 idosos por cada 100 jovens (188,1 em 2023).

De acordo com as estimativas, a idade mediana da população residente em Portugal passou de 47,1 anos em 2023 para 47,3 anos em 2024.

A marca líder nas trotinetes elétricas Segway acaba de anunciar a nova gama Ninebot E3. Esta gama de mobilidade urbana foi concebida para tornar as deslocações na cidade mais fáceis, seguras e elegantes, com design minimalista e futurista e tecnologia mais avançada.

A Segway destaca o design com equilíbrio entre estética e funcionalidade, com uma silhueta limpa e aerodinâmica inspirada na robótica. O acabamento prateado confere um ar leve e cuidado para quem quer desempenho sem abdicar do estilo. As suspensões dianteira e traseira, juntamente com pneus sem câmara de ar de dez polegadas asseguram uma condução confortável em todos os tipos de superfície.

No capítulo da tecnologia, a Segway realça o SegRide Stability System, que melhora a estabilidade durante a condução, mesmo em condições escorregadias e o motor com potência máxima de 800W que permite ultrapassar inclinações de até 18%.

As Ninebot E3 vão estar disponíveis no modelo E3 Pro (até 55 km no modo Eco, até 15 km/h, ou até 40 km no modo Sport, até 25 km/h) e no modelo E3, até 45 km no modo Eco e até 30 km no modo Sport).

O modelo Pro chega a 13 de julho com preço recomendado de 499 euros e o modelo E3 chega a 23 de junho com preços desde 399 euros.

No passado, os maiores impérios mercantilistas espalhavam as suas amarras pelo mundo à custa de grandes travessias, canhões a mirar bombordo e algum escorbuto. Hoje, a conquista não se faz com caravelas, naus ou galeões, mas com uma nova rota: algoritmos bem treinados, bases de dados absolutas que dispensam cartógrafos, datacenters gigantes que, como adamastores futuristas, devoram a energia de cidades inteiras. Se antigamente a conquista se dava “contra os canhões”, hoje ela acontece em marcha silenciosa, entre linhas de código e contratos de privacidade que ninguém lê. O verdadeiro poder no mundo já não se traja de manto e coroa, nem jura fidelidade a qualquer brasão. Veste t-shirt e skinny jeans, e reina do alto dos seus servidores o destino de oito mil milhões de almas, que trata por utilizadores.

Esta nova forma de imperialismo não quer saber de fronteiras terrestres, águas territoriais ou espaço aéreo. Apoderou-se de um planeta inteiro, que mantém classificado, arquivado, mapeado, cada vez mais colonizado. Sabe o que te assustou ontem, onde estás a ler isto agora e o que vais querer jantar amanhã. Está a par dos teus projetos para daqui a cinco anos, do carro que vais escolher e até do teu maior arrependimento quando chegares aos sessenta. Se os antigos conquistadores colecionavam gente e território, estes arquivam desejos, medos, rotinas e impulsos, num mundo onde o clique vale mais do que o ouro das Américas e a atenção é mais cobiçada do que a mais rara das especiarias.

Os novos imperadores dizem-se “democráticos”, e é verdade que as consequências do seu domínio são democráticas: não fazem distinção entre operário fabril e engenheiro com mestrado. Primeiro, foram os trabalhadores de colarinho azul a serem colhidos pela foice do automatismo. Agora, a lâmina está novamente afiada para ceifar aqueles colarinhos mais imaculados. É a classe média dos engenheiros, juristas, médicos, professores, jornalistas e até programadores que, sem saberem, passaram anos a desenhar a sua própria obsolescência. Dario Amodei, antigo diretor de investigação da OpenAI e atual CEO da rival Anthropic, afirmou, recentemente, numa entrevista que a IA pode vir a eliminar metade de todos os empregos administrativos de nível inicial, no espaço de um a cinco anos. Alertou ainda que as empresas responsáveis pelo desenvolvimento destes modelos, bem como o governo dos EUA, deviam parar de atirar areia para os olhos sobre o que aí vem: a eliminação em massa de empregos nas áreas de tecnologia, finanças, direito, consultoria, entre muitas outras profissões de escritório. E, se nada é verdadeiramente original, nem os artistas mais imaginativos conseguiriam prever este cenário, com máquinas empanturradas de séculos de criações humanas, agora a regurgitar criatividade a uma velocidade obscena. O que levava anos a aprimorar é hoje cuspido em segundos por um algoritmo que nunca dorme, nunca sofre de bloqueios criativos e, apesar de impostor, não conhece a síndrome com o mesmo nome.

Este domínio, tal como na sua versão mais ancestral, explora os recursos dos territórios ocupados. Além dos energéticos — sugados por datacenters instalados um pouco por todo o lado, como na América Latina, onde até a água potável é desperdiçada para refrigerar estes monstros mecânicos insaciáveis — usurpa e mastiga toda a propriedade intelectual do presente e do passado, toda a informação ou partilha feita por qualquer um de nós ao longo da vida, sem prestar contas a ninguém.

Nesta corrida contemporânea, cada vez mais acelerada, dificilmente alguém estará a salvo. A IA chega como promessa de recurso, mas, no processo, espalha redundâncias pelo mercado de trabalho. E não culpem os robôs por vos roubarem o emprego, porque são eles, os novos imperadores do consumo, os verdadeiros responsáveis por este furto universal cada vez mais anunciado.

Para apaziguar consciências aflitas ou amansar a revolta de quem se prepara para perder décadas de estudo e especialização, acena-se com o Rendimento Básico Universal, uma ideia que até parte da esquerda (a par de muitos tecnocratas de Silicon Valley) quer experimentar, ingenuamente cúmplice deste novo paradigma de traços oligárquicos. A promessa de dinheiro sem contrapartidas, a transição para uma sociedade semiadormecida e satisfeitinha, naquele embalo de conforto medíocre. Com a distração deste possível subsídio global, faz-se a vontade aos novos donos do mundo: anestesia-se a ambição, grilhotina-se a progressão individual e o sonho de um dia poder ter um pouco mais. Nivela-se a vida de todos por baixo, roubando-lhes a possibilidade de qualquer futura conquista.

É claro que existe sempre quem desvalorize estas preocupações e tente convencer-nos de que é o preço habitual do “progresso”. Sam Altman, uma das figuras mais influentes desta nobreza digital dos novos modelos de linguagem, com o desprendimento anafado de quem vive numa torre de marfim, gosta de lembrar que os acendedores de lampiões do século XIX e XX também desapareceram com a chegada da eletricidade, colocando este novo paradigma no saco dos inúmeros “shit happens” da História. Esquece-se de explicar que as transições laborais faziam-se ao longo de décadas, deixando algum tempo para que as pessoas tivessem maior probabilidade de se ajustar. Se Edison popularizou a lâmpada elétrica em 1879, os últimos acendedores de lampiões em Portugal só desapareceram depois de 1940. Hoje, ao fim de décadas de incentivo estatal para que gerações inteiras adiassem a sua entrada no mercado de trabalho — entregando muitos dos seus anos produtivos ao estudo e à coleção de medalhas em forma de diplomas — é-nos pedido, já nos trinta ou quarenta, que aceitemos com leveza este sacrifício repentino de náufrago, quando a maré tecnológica que antes levava uma eternidade a oscilar agora muda em meses, deixando milhões encalhados na praia, a ver navios a passar.

Depois, tal como os padres jesuítas que emparelhavam a “descoberta” com o alcance da palavra de Deus, também este novo império não se contenta só com o domínio material. Há nele uma ambição assumidamente espiritual. Não é por acaso que Karen Hao começa o seu recente livro ‘Empire of AI’ com estas inconfidências de Altman, onde o fundador da OpenAI recorda uma máxima célebre — apesar de desconhecer a autoria, defesa conveniente para quem criou o ChatGPT: “Pessoas bem-sucedidas criam empresas. Pessoas ainda mais bem-sucedidas criam países. As pessoas mais bem-sucedidas criam religiões.” Segue-se outra reflexão reveladora: “Os fundadores mais bem-sucedidos não partem para criar empresas. Eles estão numa missão para criar algo mais parecido com uma religião, e a dada altura percebem que formar uma empresa é simplesmente a forma mais fácil de o fazer.” Está tudo aqui bem escarrapachado. Um novo clero, rodeado de discípulos em forma de fundos de investimento, na promessa de um futuro onde até a morte pode passar a ser facultativa, desde que haja dinheiro para esta assinatura mensal superexclusiva.

Steve Jobs nunca escondeu que via a Apple como uma missão quase espiritual, com a relação entre empresa e culto sempre presente no imaginário criado à sua volta. Mas, atualmente, em Silicon Valley, a fé é cada vez mais transumanista, promovida por nomes como Ray Kurzweil, profeta do upload da mente em computadores; Zoltan Istvan, que fez da fusão homem-máquina uma causa política; Bryan Johnson, quase a reencarnação perfeita da obra ‘O Retrato de Dorian Gray’, de Oscar Wilde; ou figuras como Elon Musk, que adorava chipar-nos a cabeça através da sua Neuralink, e Peter Thiel, um transumanista convicto, com um fraquinho pela vida para lá da morte biológica e uma convicção messiânica de que é possível reescrever o destino humano para sempre. A este clube de visionários junta-se a própria Google, com a Calico, um laboratório criado quase às escondidas e com um orçamento praticamente sem limites, cuja missão assumida é combater o envelhecimento e “resolver a morte”. Naquele reino tecnológico, gasta-se milhares de milhões na busca de terapias para retardar o envelhecimento, aposta-se na impressão de órgãos e numa nova alquimia de vida através da biotecnologia. Todos inscritos e devotos ao grande projeto de transcendência digital. Não se promete o caminho para o paraíso, mas sim o upload da consciência, a juventude eterna por edição genética e a derradeira salvação do “eu” digital, alojado num servidor. O céu deixa de ser metafísico, mas ainda se revela numa cloud. E aqui a entrada não se paga com ave-marias, mas com a carteira de uma elite pornograficamente rica. Nós, os restantes mortais, rezamos por migalhas de longevidade, assistindo de fora, nariz colado ao vidro, ao manjar eterno dos que se atrevem até a desafiar a morte.

Talvez se esqueçam que o que importa só importa porque pode acabar. É a inevitabilidade da morte que nos lembra a urgência de tudo, que nos belisca a preguiça para agir, fazer, escolher, valorizar. Existência sem validade tende a ser existência sem compromisso, e talvez seja isso que almejam, enquanto o resto do mundo continuará a expirar à sua volta, esquecido entre notificações e contratos de subscrição vitalícia.

E o que pode fazer a Europa perante estes novos imperadores digitais, em franca expansão sem a necessidade de respeitar quaisquer tratados? Está nas nossas mãos recusar sermos apenas mais uma colónia de dados ou ratinhos de laboratório numa experiência americana (ou chinesa) de domínio universal. Não adianta tentar legislar o futuro com regras do passado. O caminho exige transparência absoluta a quem desenha algoritmos e uma recusa intransigente a que a privacidade dos cidadãos seja usada como moeda de troca. É urgente tornar a literacia digital num direito básico, ao nível da liberdade, da saúde e da escolaridade. Que se aplique uma nova TSU às empresas que substituem pessoas por robôs, que se taxe quem sacrifica milhões de empregos em nome da inteligência artificial, canalizando esse dinheiro para reformas ou requalificação em áreas onde as máquinas ainda demoram a chegar. Apoie-se e invista-se em consórcios público-privados, com modelos de linguagem europeus e projetos de código aberto, auditáveis por equipas independentes em cada fase do processo. Se há lição que a história nos ensina é que só os impérios que respeitam quem os habita sobrevivem durante mais tempo.

O verdadeiro perigo não está na fantasia de uma elite eternamente jovem, mas numa humanidade bem real, cada vez mais domesticada pelos ensinamentos do algoritmo, convencida de que a felicidade se instala como uma app e de que a ambição é só mais um bug a corrigir no próximo update. Os novos conquistadores já não trazem armaduras nem espadas, mas chegam prontos a nos f…ferir com termos de serviço. O império chegou disfarçado, mas a habilidade já é bem antiga: prometer o mundo, entregá-lo só a alguns e garantir que todos os outros não se lembrem de o pedir de volta.

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

O mundo nunca foi simples, mas passa, hoje, por uma fase particularmente complexa, a nível nacional e internacional, com guerras e conflitos e as suas consequências humanas e repercussões económicas. Também localmente, existe um sem número de desafios.

Perante um mundo assim, em constante mudança o que é, ser líder em 2025?

Antes de mais, como sempre, é um posto de solidão. O líder deve saber rodear-se dos melhores recursos humanos e delegar algumas tarefas a vários escalões hierárquicos. Não há líder que possa ou deva fazer tudo sozinho. Mas, no fim de contas, a responsabilidade maior e a decisão final são do líder e é ele que, sozinho, deve escolher o melhor caminho para a organização e para as pessoas que dela dependem.

Essa solidão pode e deve ser mitigada através do contacto com outros líderes. Cada empresa tem a sua filosofia, forma de atuar e os seus desafios próprios, mas um líder pode aprender com os seus pares e procurar a sua opinião. Afinal, é diferente discutir uma questão com um par, mesmo que a discussão interna, com as várias pessoas da organização que lidera, seja recomendável e essencial.

O líder em 2025 também sabe que lhe cabe ter a última palavra e que, por vezes, a sua decisão pode ser errada, totalmente ou parcialmente. Só quem decide, erra e só quem erra, aprende. O líder deve manter a sua resiliência e confiança, sabendo que os erros fazem parte da vida das organizações, mesmo que os anos de experiência permitam reduzir os erros.

Por fim, o líder em 2025 sabe que o mundo muda depressa e sem aviso. Cabe-lhe estudar a sua área ao máximo, tentar antecipar tendências e ter sempre uma mentalidade de adaptação ao que vier, seja o que for.

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A TCL apresenta a coluna Z100 Dolby Atmos FlexConnect, que oferece múltiplas opções de sistemas de cinema em casa, sem necessidade de cabos ou caixas HDMI e compatível com a nova geração de televisões Mini LED da TCL (C6K, C7K, C8K, C9K e X11K). A funcionalidade Dolby Atmos FlexConnect permite colocar as colunas m qualquer lugar da divisão e obter uma experiência sonora ajustada automaticamente à disposição do espaço e configuração dos equipamentos.

Com uma ligação direta às televisões TCL, a Z100 ajusta de forma inteligente o som reproduzido e pode ser usada em configurações com duas, três ou quatro colunas ao mesmo tempo, garantindo uma experiência imersiva. Dispensando a utilização de fios, podem ser colocadas de forma assimétrica ou a diferentes alturas, oferecendo uma liberdade de instalação sem precedentes e sem comprometer a qualidade de áudio.

Cristian da Silva, Digital Marketing Manager Ibérica na TCL, conta que “com este produto inovador, estamos a iniciar uma nova era para as experiências de áudio em casa, graças à nossa estreita colaboração com a Dolby. As nossas televisões já integram Dolby Vision e Dolby Atmos, as nossas barras de som também contam com Dolby Atmos e agora damos mais um passo em frente com o Dolby Atmos FlexConnect”. Já John Couling, vice-presidente sénior de Entretenimento da Dolby Laboratories, realça que “com o Dolby Atmos FlexConnect, os consumidores ganham ainda mais liberdade e flexibilidade na conceção dos seus sistemas de entretenimento doméstico, sem preocupações com o posicionamento ideal das colunas para alcançar uma experiência Dolby Atmos extraordinária”.

Cada coluna Z100 oferece uma potência máxima de 170W (1.1.1) e integra quatro altifalantes de alta-fidelidade, incluindo um canal orientado verticalmente a 15º para uma reprodução otimizada do som em altura. Com a calibração automática inteligente do Dolby Atmos FlexConnect, a Z100 identifica automaticamente a sua posição e ajusta o campo sonoro de forma ideal, explica o comunicado de imprensa.

A estrutura compacta e sem fios elimina a desorganização visual, proporcionando uma acústica de nível profissional. O poderoso sistema de áudio integra dois altifalantes frontais, um altifalante vertical inclinado e um subwoofer, para som surround tridimensional.

A TCL Z100 chega a França no início de julho e deve chegar aos restantes mercados europeus, incluindo Portugal, até ao final do ano.

Olhando para os dados do consumo de energia na Europa e nos EUA, podemos constatar que, neste milénio, temos tido um consumo relativamente estável, em que o grande desafio foi a chamada transição energética para fontes mais limpas. Se este desafio continua a ser grande, parece-nos que está a ficar ainda maior, porque tudo indica que estamos num ponto de mudança e, depois de 25 anos de níveis de consumo energético estável, os próximos anos devem trazer um aumento das necessidades energéticas, com este setor a atravessar uma das maiores transformações da sua história. A reindustrialização do Ocidente, a explosão da inteligência artificial, as tensões geopolíticas e a urgência climática estão a convergir num ponto crítico. A questão já não é se vamos mudar, mas como vamos mudar, crescer e com que rapidez. A resposta passa, inevitavelmente, por visão e investimento estratégico.

A reindustrialização exige energia, tão limpa quanto possível, abundante e fiável. A Europa e os Estados Unidos estão a tentar recuperar a sua capacidade industrial, apostando em tecnologias verdes e produção local, onde a própria energia atómica deverá ter um papel a desempenhar, como abordarei mais à frente. Mas esta ambição só será viável se for acompanhada por uma infraestrutura energética à altura. Eletrificar a indústria e os transportes, produzir baterias, hidrogénio verde ou semicondutores exige volumes colossais de eletricidade, e não qualquer eletricidade: tem de ser limpa, estável e acessível. Sem isso, a reindustrialização será apenas um desejo impossível de concretizar.

A Inteligência Artificial, IA, aparece como um novo motor da procura energética, estando a transformar tudo, da medicina à logística, mas também a consumir energia a um ritmo alarmante. Os centros de dados que alimentam a IA já rivalizam com cidades inteiras em consumo elétrico, existindo tecnológicas a investir parte substancial dos seus recursos em contratos de fornecimento de energia para os próximos anos. E este parece ainda ser apenas o início de uma longa caminhada.

Também a geopolítica aparece, especialmente nos anos mais recentes, como um fator decisivo

para estas alterações. A guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente mostraram que a energia é, acima de tudo, uma questão de soberania, tendo a Europa aprendido da pior forma o custo da dependência energética. Atualmente, a corrida por minerais críticos e por novas rotas de abastecimento está a redesenhar o mapa geopolítico, pois quem controlar a energia e os recursos que a tornam possível, controlará o futuro.

Depois de décadas a substituir meios mais poluentes por fontes mais limpas, parece ter chegado o momento de repensar o nuclear, numa fase em que não se trata apenas de substituir, mas de crescer. Numa altura em que à transição se junta maiores necessidades de produção, renováveis e nuclear podem ter que formar uma aliança e conviver por mais uns tempos, pois vamos provavelmente precisar de ambas. As renováveis são essenciais para descarbonizar, enquanto a nuclear oferece estabilidade e baixa emissão. Países como França, Japão e Canadá já perceberam isso e mais países europeus estão a analisar o tema com pragmatismo e ambição.

Para além do tema da produção, é igualmente essencial falar sobre as infraestruturas. A transição energética exige redes elétricas modernas, interconectadas e inteligentes. Há que levar em conta que grandes fontes de produção de energia, estão normalmente longe dos locais onde são consumidas e, outro exemplo, temos hoje nas grandes cidades que gerir milhares/milhões de pequenos produtores renováveis “contra” milhares/milhões de pequenos consumidores. No dia em que tivermos todos veículos elétricos, o que aconteceria à rede se todos resolvermos carregar ao mesmo tempo? Sem investimento em transporte e armazenamento de energia, bem como nas chamadas Smart Grid, mesmo as melhores fontes renováveis ficarão subaproveitadas, bem como podemos ter de forma mais recorrente episódios, de diferentes proporções, como o apagão que vivemos recentemente. A Europa precisa de corredores energéticos transnacionais, baterias de larga escala e digitalização da rede. É um investimento invisível, mas absolutamente vital.

Em jeito de conclusão, diria que o investimento no setor energético é fundamental e tem mesmo que acontecer, sob pena de nos tornarmos cada vez menos competitivos. Vão certamente existir investimentos em produção, mas também na construção das redes e na digitalização dessa rede, pelo que existem oportunidades em que devemos apostar agora para colher os seus dividendos no futuro.

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Na era de todas as tecnologias, da velocidade e das informações bombardeadas (pun intended) a cada segundo, não sabemos muito do que se passa verdadeiramente, no terreno, em mais uma guerra. Os jornalistas de guerra, enviados especiais aos lugares de conflito que, com a liberdade possível, comunicam ao mundo o que conseguem testemunhar parecem ser uma figura do passado, de um tempo em que, tecnicamente, a comunicação global era muito mais difícil. Somos informados por comunicados oficiais, propaganda mal disfarçada e um batalhão de comentadores e “especialistas”.

Não sabemos exatamente o que se passa nas ruas e bunkers de Teerão nem nas ruas e bunkers de Tel Aviv e Jerusalém. Mas sabemos que uma guerra há muito anunciada está mesmo a acontecer. E começa a fazer-nos lembrar a invasão do Iraque em 2003, por forças militares lideradas pelos EUA, e consequente queda do regime de Saddam Hussein, que muito contribuiu para a desestabilização do Médio Oriente.

Mas desta vez, com Donald Trump no poder nos EUA, tudo é muito mais nebuloso e incerto.

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A filha mais velha dos príncipes de Hoenzhollern-Sigmaringen nasceu na casa de campo de Krauchenwies, a 15 de Julho de 1837, e teve como padrinhos o rei da Prússia e a sua avó, Stephanie Napoleão von Baden, de quem herdou o nome. Dois meses mais velha do que o seu futuro marido, é uma escolha da rainha Vitória e do príncipe Alberto que veem na princesa a mulher ideal para o brilhante e melancólico sobrinho de quem tanto gostam.

Esta série em vídeo e podcast, feita em parceria com a VISÃO, é também um incentivo a que faça as malas e vá conhecer estes lugares com os seus próprios olhos.

Palácio de Mannheim

A imponência e riqueza do palácio de Mannheim ajuda-nos a perceber o mundo que Estefânia habitava antes de, em maio de 1858, chegar a Lisboa, já casada por procuração, já rainha de Portugal. Esta é a residência da sua poderosa e determinada avó e madrinha de batismo, Stephanie Beauharnais “Bonaparte”, Grã-duquesa de Baden, filha “adotiva” de Napoleão, que marcou indelevelmente a neta de quem era muito próxima. Estefânia passava aqui largas temporadas, numa corte apaixonada pela música e pela arte, mas também pela política, em “salões” onde os direitos das mulheres eram um tema muito presente. A construção do Schloss Mannheim foi iniciada em 1720, acolhendo os príncipes-eleitores do Palatinado, sendo-lhe acrescentado mais tarde um Teatro de Ópera, assim como uma ala destinada às artes e à ciência. Passou a propriedade do ducado de Baden em 1802 e a residência da avó de Estefânia entre 1819 e 1860. Muito danificado durante a II Guerra Mundial foi reconstruído respeitando exatamente o estilo Império com que a duquesa o decorou, o que nos permite reviver o tempo em que esta nossa rainha o habitou — marca a sua proximidade o seu retrato na sala privada da duquesa, que morreu um ano depois da sua querida neta.

Este é, claramente, o robô de limpeza mais impressionante e eficiente que já testámos. Um aparelho que vem demonstrar por que a Roborock se tornou, para muita gente, a nova referência do mercado dos aspiradores robóticos. As funcionalidades de opções são tantas, que até podem pecar por excesso para utilizadores que procuram maior simplicidade. Mas já lá vamos.

Comecemos pela instalação: tudo correu de forma impecável. Como os restantes, as instruções ilustradas com passos simples permitiram-nos instalar o aparelho em apenas alguns minutos. Após registo de conta na app, o Saros 10R foi reconhecido, sem que tivéssemos de executar qualquer passo, e ficou disponível para o mapeamento. Que decorreu rapidamente e de modo preciso. Talvez um tudo ou nada mais lento que o Roomba 505 neste capítulo, mas com maior eficiência.

Veja imagens do Roborock Saros 10R abaixo:

Eu sei onde estão

A maior precisão dos sistemas de LiDAR, um género de radar de luz, que usa lasers para criar mapas 3D precisos, é um dado adquirido. E é uma tecnologia presente nos restantes robôs deste grupo. O que nos pode levar a estranhar o facto de o Saros 10R, o topo de gama da Roborock, não incluir LiDAR. Mas não pense que esta ausência significa que este aparelho perde para os concorrentes em navegação. Pelo contrário, foi claramente o melhor a navegar pela casa. Quer seja na capacidade de detetar objetos que podem, potencialmente, fazer parar o robô, como cabos USB ou meias; quer seja na forma inteligente como procura o melhor caminho.

Por exemplo, num dos testes, colocámos, após os mapeamentos e algumas limpezas, duas caixas de cartão no hall da casa, que dá acesso a várias divisões. O objetivo era obrigar os robôs e encontrar novos caminhos para chegar às divisões a limpar. Todos os robôs conseguiram contornar estas caixas e encontrar um novo percurso. Mas todos, à exceção, deste Roborock, perderam vários segundos a andar para trás e para a frente para conseguirem encontrar o caminho. O Saros 10R passou, sem hesitações, entre as caixas, como se já conhecesse o caminho, demonstrando que tem uma melhor visão global do ambiente.

Esta capacidade avançada de mapeamento 3D sem recurso a LiDAR deve-se não só aos algoritmos de IA associados à imagem captada pela câmara, mas também a um sistema alternativo ao LiDAR: o Time-Of-Flight (TOF), que usa infravermelhos para criar um mapa 3D. Ou seja, tem um processo de funcionamento similar ao LiDAR. Independentemente dos prós e contras desta tecnologia, uma coisa é certa: os dois sistemas combinados, visão com IA e TOF, resultam muito bem.

O sistema é, até, capaz de identificar o tipo de piso e os móveis, que passam a aparecer no mapa – podemos, naturalmente, editar também os móveis para uma maior precisão. O que também permite criar programas automáticos, tipo “aspirar a zona da mesa da cozinha após as refeições”.

A grande vantagem da ausência de LiDAR significa que o robô pode ser mais baixo e chegar a sítios onde outros não chegam. Na casa usada para testes, só este aparelho foi capaz de aspirar por baixo de um dos móveis da sala.

É uma limpeza

A capacidade de aspiração impressiona. Pela elevada potência, que até permite ‘puxar’ pó e outros pequenos resíduos que não estão diretamente por baixo do robô. Mas, sobretudo, pela capacidade de adaptação. Este é o robô que mais muda a potência e a forma de aspirar em função do lixo encontrado. Passou, por exemplo, o teste da peça de lego pequena deixada no chão – contornou com todo o cuidado sem a engolir.

Outra característica única entre os robôs testados nestas páginas: a capacidade, automática, de deixar as mopas na base e reinstalá-las quando necessário. Isto significa que quando programamos ou ordenamos uma aspiração (sem lavagem), as mopas ficam na base, uma vantagem para quem tem tapetes altos e claros, já que evita que a sujidade e humidade das mopas acabe por afetar os tapetes.

É interessante ver o robô a levar as mopas para divisões com piso sólido e deixá-las na base quando se desloca para áreas alcatifadas ou cobertas por tapetes. Ainda sobre tapetes, este robô faz tudo o que pode para evitá-los. Na casa testada há um tapete no hall de entrada que cobre quase toda a área, deixando apenas uma margem em redor de uns 20 centímetros. O Saros 10R contornou o tapete, sempre encostado à parede, quando transportava as mopas para lavar outras divisões. Isto apesar de as mopas estarem levantadas de modo a evitar a passagem de sujidade para os tapetes.

Outra grande vantagem é o reservatório para detergente, que permite melhorar substancialmente a lavagem.

Funcionalidades extra

Há mesmo muito para explorar na app. Se o Roborock Saros 10R fosse uma câmara fotográfica, seria um daqueles modelos profissionais de topo. Para quem não quer explorar todas as ferramentas e opções, o automático é muito bom. Mas para quem quer otimizar a limpeza, há mesmo muitas possibilidades, incluindo a definição do tipo de piso rígido (madeira ou ladrilhos), o tipo de progressão, a intensidade da rotação das mopas e da aspiração… Até dá para usar o robô como uma câmara controlada remotamente, situação em que, por razões de privacidade, o robô alerta que está a transmitir a imagem. Por falar na câmara, também podemos escolher a opção para receber fotos de objetos e zonas sobre as quais a IA tem dúvidas. Deste modo, podemos ‘dizer’ ao aparelho para avançar ou não com a limpeza da zona.

Veredicto

Este robô é de uma sofisticação impressionante, que resulta numa limpeza mais apurada e em menos necessidade de intervenção do utilizador. Os algoritmos de IA são os mais eficazes, tanto na navegação, como na identificação da sujidades e adaptação dos modos de limpeza. Mas o preço ‘de outro mundo’ é difícil de justificar.

Tome Nota
Roborock Saros 10R – €1499
Site: global.roborock.com

Aspiração Excelente
Lavagem Muito Bom
Navegação Muito bom
Aplicação Excelente

Desempenho: 4,5
Características: 4
Qualidade/preço: 3

Global: 4,2