Não era segredo para ninguém que a Apple estava prestes a anunciar um novo processador da série M para os computadores MacBook – os chips M podem ser vistos como a versão para computadores portáteis e de secretária dos chips da série A usados nos iPhone, já que utilizam a mesma arquitetura base. Este lançamento ocorre após um ano e meio do anúncio da primeira geração, o M1, que marcou o início da transição da Apple da arquitetura x86 (processadores Intel) para a arquitetura ARM nos Mac e MacBook, o que também permitiu uma maior unificação entre os dispositivos móveis da marca (iPhone e iPad) e os computadores Mac.

A Apple anunciou subidas de desempenho na ordem dos 18% para processamento geral (componente CPU) e 25% para a componente gráfica integrada (GPU), o que deverá resultar num acréscimo global de desempenho de 25%. Recorde-se que estes chips são do tipo SoC (System on Chip), o que significa que integram várias funcionalidades, nomeadamente núcleos de processamento geral (CPU), núcleos de processamento gráfico (GPU), comunicações, memória RAM, memória cache e motor neural (para aceleração de algoritmos de Inteligência Artificial).
O processo de fabrico do M2 continua nos 5 nanómetros, mas, segundo a Apple, foram feitas melhorias importantes na implementação deste processo, que permitem melhorar a eficiência. O M2 cresceu em área em consequência do aumento do número de transístores para 20 mil milhões, 25% mais que no M1. Os transístores adicionais foram usados para, por exemplo, aumentar a largura de banda entre os componentes do chip, que agora atinge 100 GB/s, 50% mais que na geração anterior. A memória RAM suportada também cresceu, podendo atingir agora 24 GB (versus 16 GB nos M1).
Melhores que a concorrência?
De acordo com a Apple, os M2 são “até 1,9x mais rápidos que os mais recentes processadores de 10 núcleos para portáteis PC”. Mais, a Apple garante que o M2 consegue atingir o desempenho máximo do processador para PC usando apenas um quarto da energia. Provavelmente, a Apple refere-se aos Core i7-1255U, mas teremos de esperar pelos testes independentes para se perceber se a Apple está ou não a exagerar nestes valores.

MacBook Air e MacBook Pro 13
A Apple também anunciou dois novos portáteis já equipados com M2, o novo Air e o novo MacBook Pro 14. O Air tem um novo design, que perde a forma de cunha. As extremidades do portátil são mais arredondas, ‘mais normais’, o que faz com que perca o aspeto geral que tinha desde que Steve Jobs lançou o primeiro Air há 14 anos. Mas, apesar de não parecer, a espessura até foi ligeiramente reduzida. As molduras do ecrã estão mais finas, o que permitiu aumentar a diagonal de 13” para 13,6” polegadas. A webcam está integrada numa ‘notch’. A autonomia será, segundo a Apple, de 20 horas. Há duas portas Thunderbolt e o carregamento pode ser feito através da porta MagSafe específica para o efeito. O novo Air está disponível a partir de €1529.
O novo MacBook 13 Pro mantém, ao contrário de muitas previsões, a Touch Bar, ou seja, a barra tátil para atalhos personalizáveis. Aliás, o novo MacBook Pro 13 parece idêntico ao anterior, excetuando, é claro, o processador. Este portátil está disponível com um preço a partir de €1629.
Estas máquinas deverão chegar ao mercado em julho.