A agência espacial da China estima que a baixa órbita possa vir a ter, em breve, mais de cem mil satélites a operar e considera, por isso, que é necessário haver um melhor sistema de gestão de tráfego para aquela região. A China National Space Administration anunciou que está a desenvolver uma forma para melhor organizar a localização e operação de satélites na baixa órbita, deixando o alerta de que sem esse sistema, os múltiplos projetos que se estão a sobrepor e a competitividade desenfreada podem vir a minar o crescimento da indústria.
Os dados do setor mostram que a China tem 58 fábricas de satélites já a operar, em construção ou a serem planeadas, o que evidencia a forte aposta de Pequim neste setor. As estimativas apontam que a China possa vir a produzir mais de cinco mil satélites por ano a partir deste ano já. Um dos grandes projetos que está a ser desenvolvido prevê uma rede de satélites que revolucione as comunicações, a navegação e a monitorização entre a Terra e a Lua, com a rede a fornecer capacidades de comunicação em tempo real aos utilizadores e comunicações simultâneas de vídeo, imagens e áudio para até 20 passageiros, noticia o Interesting Engineering.
A agência espacial anunciou na semana passada a constituição da Commercial Space Innovation Alliance, onde pretende trabalhar com organizações e empresas desta indústria para endereçar desafios comuns como a utilização de recursos, a aprovação de padrões de regulação e a coordenação geral no setor comercial espacial. O principal objetivo da aliança é assegurar o rápido e seguro desenvolvimento deste setor.
Prevenção de colisões no espaço, coordenação de serviços entre satélites e uma colaboração mais segura entre parceiros internacionais são algumas das atividades em que a aliança vai estar envolvida.