Mais de 11 milhões de eleitores são chamados este domingo a eleger o próximo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa.
A escolha é entre António José Seguro, apoiado pelo PS e vencedor da primeira volta com 31,1% dos votos, e André Ventura, o líder do Chega e candidato apoiado pelo seu partido que no dia 18 de janeiro obteve 23,5% dos votos.
Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.
Até cerca das 17h00 de sábado, tinha sido adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto – Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã –, onde os eleitores votarão apenas no próximo domingo, dia 15 de ferreiro, dia em termina também a situação de calamidade decretada pelo Governo em 68 concelhos.
O total de mesas com votação adiada corresponde a 31.862 de eleitores inscritos, parte dos quais já votaram antecipadamente, segundo a Comissão Nacional das Eleições.
No resto do território nacional, a votação decorre entre as 08h00 e as 19h00, à exceção do arquipélago dos Açores, onde as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Alguns locais de voto sofreram alterações devido aos estragos causados pela tempestade Kristin, segundo a CNE, que recomenda que os eleitores se informem antes de irem votar.
Um dos candidatos – André Ventura – chegou a defender o adiamento geral da segunda volta das eleições presidenciais para 15 de fevereiro, um cenário que não tem, no entanto, respaldo na Lei Eleitoral do Presidente da República, que apenas prevê a não realização da votação em determinados concelhos ou assembleias de voto quando ocorrer “alguma calamidade no dia marcado para as eleições ou nos três dias anteriores”.
Há uma semana, realizou-se o voto antecipado, para o qual estiveram inscritos 308.501 residentes em Portugal continental e nas regiões autónomas da Madeira e Açores, mais 90 mil do que na primeira volta, incluindo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que votou antecipadamente sem aviso prévio.
A primeira volta das eleições presidenciais realizou-se em 18 de janeiro e foi a mais concorrida, com 11 candidatos, e votaram 52,26% dos perto de 11 milhões de eleitores inscritos.
Há 40 anos, a taxa de abstenção diminui ligeiramente da primeira para a segunda volta, de 24,6% para 22%, não sendo, no entanto, expectável que o mesmo cenário se repita devido ao atual contexto de crise provocada pelo mau tempo em várias zonas do país, com previsões de chuva também para hoje.