Depois da expressiva vitória sobre André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro começou por centrar o seu discurso de vitória na tragédia que Portugal está a viver na sequência das sucessivas tempestades das últimas semanas, mas sublinhando que “a solidariedade dos portugueses foi heroica mas não pode substituir a responsabilidade do Estado”.
Depois de defender mais rapidez na resposta aos afetados, Seguro dirigiu-se aos seus oponentes nesta corrida a Belém: “A partir desta noite, deixámos de ser adversários”, com o “dever partilhado de trabalhar para um Portugal mais justo”.
“A maioria que me elegeu extingue-se esta noite”, anunciou.
Emocionado, o Presidente eleito repetiu “sou livre, vivo sem amarras”. “A minha liberdade é a garantia da minha independência”, insistiu, garantindo que servirá o País no seu “próprio estilo”. “Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente”, avisou. “Estarei vigilante, farei as perguntas difíceis”, continuou, antes de garantir que “em Belém, os interesses ficam à porta”, porque a sua transparência e a sua ética são, nas suas palavras, “inegociáveis”.
“A palavra do Presidente da República terá peso e consequência. Não falarei por tudo e por nada mas quando falar será para defender o interesse publico, garantir a identidade nacional e assegurar as condições do exercício da nossa soberania”, avisou ainda.